quinta-feira, abril 30, 2009

Jornadas de Tecnologia e Saúde, na Guarda


O dia de hoje será dedicado a assistir às comunicações apresentadas nas II Jornadas de Tecnologia e Saúde no Instituto Politécnico da Guarda.

É possível assistir à emissão online clicando aqui.

quarta-feira, abril 29, 2009

Transportes públicos de excepção

Se a rede de transportes públicos que serve a Beira Interior deixa bastante a desejar, há por outro lado uma evidente preocupação em garantir à população, que pacientemente aguarda pela "camioneta da carreira", o máximo de conforto na sua espera.

Pelo menos é essa a conclusão a que se chega graças ao instantâneo captado pelo olhar atento do Fronteiro-Mor no seu blog "O Extremo de Portugal".


terça-feira, abril 28, 2009

Amália Hoje

Porque é sempre bom quando esta geração nos dá provas que "não está perdida" e que honra (à sua maneira) os valores nacionais, tinha de vir partilhar isto convosco. O projecto chama-se "Amália Hoje ", é composto por Nuno Gonçalves (The Gift), Fernando Ribeiro (Moonspell), Sónia Tavares (The Gift) e Paulo Praça (Plaza) e o registo discográfico já anda por aí... Agora ouçam, vejam e digam-me de vossa justiça, se quiserem conhecer a critica de quem, teoricamente, percebe mais disto que eu http://diariodigital.sapo.pt/disco_digital/news.asp?id_news=34561.



P.S. (Já agora, afinal parece que a malta de preto, os "góticos satânicos" que fazem música do Demo, até têm apreço pelo que é nacional e até são capazes de fazer "coisas giras" de vez em quando. :p)

Pesquisa do Katano

Segue-se a lista das pesquisas mais inusitadas que, desde Março último, trouxeram alguns visitantes a esta humilde casa. Algumas dão realmente que pensar...

Calculos de Bomba Atómica
Feita sem dúvida por alguém que quer dar mais impacto ao foguetório da próxima festa.

cituação de tabuadas para imprimir
Alguém quis imprimir as "cituações" de tabuada, preocupado sem dúvida com os baixos índices de aproveitamento na matemática em Portugal. Há que assumi-lo com frontalidade, a "cituação" não é a melhor...

em são vicente da beira apanha-se bem a internet
Pelas informações de que dispomos, há sítios que sim, outros sítios que não e outros assim-assim, mas há uns que são mais que outros.

Comprar com o número de BI de outra pessoa
A timidez aplicada às trocas comerciais mais elementares... 

Prostitutas Pombal
Será que também é necessário fornecer um número de BI na contratação de serviços?

O que são outros dispositivos
Uma questão Zen. Será que um dispositivo é este ou pode ser outro dispositivo? Será que um outro dispositivo deixar de o ser quando o considerar como sujeito numa construção frásica? Perguntas realmente inquietantes que ficam sem resposta.


fui admitida ao trabalho em 29 de Outobro 2008 e despedi-me por minha iniciativa no inicio de Abril continuando a trabalhar até 30 de Abril, que valores tenho a receber?
Uma pesquisa de alguém com uma carreira profissional agitada e que, com uma fé imensa, acredita que o Google é uma calculadora financeira. Aposto que a resposta foi "poucos valores".

segunda-feira, abril 27, 2009

Nuno Álvares Pereira, o santo que mais espanhóis aniquilou na História da Humanidade.

nap

O Vaticano canonizou ontem 6 novos santos, entre eles o nosso bem conhecido D. Nuno Álvares Pereira. Este facto não deixa de constituir uma curiosa contradição relativamente ao contexto actual, visto que, ao contrário das organizações que estão a optar massivamente por uma política de layoff, o Vaticano opta por reforçar a equipa de santos com 6 novas contratações.

Nuno Álvares Pereira, que já era beato desde 1918, é assim elevado à categoria de santo, que é como quem diz, passou de uma situação em que estava a recibos verdes para o Vaticano, para se tornar efectivo, tendo assinado contrato sem termo. O próximo passo poderá passar por inscrever no Guinness Book of Records o agora sim Santo Condestável como o Santo que mais espanhóis abateu na História da Humanidade.

Os milagres de São Nuno

Um passo importante para Nuno Álvares Pereira entrar para o panteão dos santos foi um suposto milagre que lhe é atribuído na cura de uma dona de casa que havia sido atingida num olho por óleo a ferver. Contudo, aquele que foi efectivamente milagre, segundo Luís Miguel Duarte na sua obra “Aljubarrota – crónica dos anos da brasa”,  aconteceu ainda em vida do Condestável.

Reza a História que nas Cortes de Coimbra de 1385, reunidas para decidir quem seria o legítimo rei do Reino de Portugal, a extraordinária argumentação de João de Regras conseguiu convencer tudo e todos de que o Mestre de Avis era a pessoa ideal para o cargo. Contudo, segundo a investigação de Luís Duarte, a história foi ligeiramente diferente.

Ao que parece havia um forte e influente partido pelo Infante D. João, filho de D.Pedro e de Inês de Castro, por oposição a D.João o Mestre de Avis, também filho de D.Pedro e de uma dama galega. Quando ao fim de um mês as Cortes continuavam num impasse, Nuno Álvares Pereira chegou ao local com 300 dos seus homens, armados até aos dentes, e resolveu ir conversar com Martim Vasquez da Cunha, principal apoiante do Infante D.João.

Os invulgares poderes de persuasão de Nuno Álvares Pereira operaram um milagre e, imediatamente, Martim Vasquez mudou de opinião e passou a apoiar entusiasticamente o Mestre de Avis que, assim, foi eleito rei de Portugal.

A canonização é pois um acto mais que devido a uma figura que, muitas gerações depois de Aljubarrota, era ainda evocada pelos espanhóis que ameaçavam chamá-lo para obrigar os seus filhos a comer a papinha toda.

sábado, abril 25, 2009

Evocação do Fascismo ou... 25 de Abril na sua essência?

Tem causado muita celeuma na comunicação social a inauguração prevista para hoje do remodelado largo Salazar em Santa Comba Dão. Embora a alegação de "pura coincidência" por parte do edil local me pareça ridícula, não creio que haja nada de inocente no facto de ser inaugurado nesta data até porque, a celebração da memória do 25 de Abril no dia de hoje já estava planeada há 35 anos, não me sinto particularmente chocado com ela.

Seria esta inauguração, de um espaço com o nome de uma figura que se constitui naturalmente como oposição ao sistema político estabelecido, possível até ao 25 de Abril de 1974? Não me parece. E até acho que se devia inaugurar o tão propalado museu Salazar também noutro 25 de Abril para chamar a atenção.

Adoptar uma atitude iconoclasta em nada prestigia a memória e a presevação da Revolução dos Cravos e, quer se queira quer não, a inauguração de hoje é tão somente a liberdade conquistada em 25 de Abril de 1974 no seu melhor.

25 de Abril de 1974 - A derradeira noite do medo*


Assinala-se hoje o 35º aniversário da Revolução dos Cravos que pôs termo a uma ditadura de quase 50 anos e que submeteu o País aos ferrolhos de um silêncio feito de intolerância e opressão.

No Fundão, à semelhança do que acontece todos os anos, o povo saiu em cortejo cantando "Grândola Vila Morena" ao som da banda que lidera a marcha, num renovado gesto de reconhecimento pela coragem de quem nos devolveu uma liberdade há muito esquecida e, com ela, dois direitos fundamentais: a liberdade de expressão e o direito ao voto.

Honrar o espírito da luta dos Capitães de Abril é, no entanto, muito mais que isto. É principalmente acerca de usar da nossa liberdade de expressão de forma responsável e construtiva (embora ultimamente certos políticos a isso pareçam avessos), é acerca de cumprir o nosso dever (mais que direito) de votar sempre que a tal formos chamados.

Hoje, mais que nunca, gritemos bem alto "25 de Abril sempre!"

Ícones de Abril:

1º Comunicado do Movimento das Forças Armadas:


Edição do Diário de Notícias de 25 de Abril de 1974 (clicar nas imagens para ampliar):




Texto da primeira página:


E, já agora, vale a pena recordar a entrevista EXCLUSIVA ao Blog do Katano do Tenente Coronel Vasco Lourenço, há 35 anos um dos Capitães de Abril e actual membro dos corpos gerentes da Associação 25 de Abril. Esta entrevista foi realizada em 2007 pela Nelly, a nossa repórter do Katano!

* - Título da autoria do Jornal do Fundão
fotografia de pintura mural: Wikipedia

sexta-feira, abril 24, 2009

Ficou-me no ouvido


"O Magalhães é o meu melhor amigo"

Criança que participou na peça transmitida no Tempo de Antena do Partido Socialista anteontem à noite (disse bem, "participou" e não "foi instrumentalizada", não vão vocês fazer confusão).

Esta frase deixou-me a pensar pois sintetiza, de forma no entanto involuntária, aquilo que vai acontecer a muitos miúdos desta última geração que irão passar mais tempo com o seu computador que na rua a esfolar os joelhos. Será que os pais (e já agora, restantes educadores) vão saber racionalizar o uso dos computadores pelos seus filhos de forma a que tenham uma infância saudável e activa ou vão, pelo contrário, demitir-se da sua função pelo tremendo jeito que o computador dá em manter os filhos ocupados?

Susan Boyle - O fenómeno mediático do momento

Susan Boyle é uma dona de casa escocesa de 47 anos que, de um momento para o outro, se tornou um fenómeno à escala global graças à sua prestação, no passado dia 11 de Abril, no programa Britain's Got Talent, o equivalente britânico do programa televisivo que em Portugal foi transmitido na SIC com o nome "Ídolos".

Ao chegar ao palco, Susan foi tratada de forma preconceituosa pelo júri e pelo público que, no entanto, se renderam imediatamente a partir do momento em que ela começou a cantar.

Menos de 72h após a sua actuação, o seu vídeo no Youtube já tinha sido visto por 2,5 milhões de pessoas e, de então para cá, o seu nome invadiu todas as redes sociais e mass media, sendo a última novidade relativa à menção do seu nome no último episódio da série South Park que ontem à noite foi transmitido nos EUA.

Vale a pena ver o vídeo da sua actuação no programa clicando no link abaixo:

quarta-feira, abril 22, 2009

Instantâneos do Katano

Quase me esquecia de partilhar uma coisa com vocês!...
Esta semana, uma pessoa que eu conheço, pessoa essa que não sou eu, claro, mas sim uma amiga de uma conhecida de uma pessoa que eu conheço (repito, que não sou eu!), estava na sua luta diária, a tentar despachar uma fila interminável, quando um cliente já com alguma idade se aproxima e diz:

- "Já têm carne de borrego?"

Amiga de uma conhecida:
- "....errr.....hum.....nãoooo...."

- "Já na semana passada não havia. Tive de levar aqueles bifes duros de pirun!.... Ai! Então e a couve lombarda?"

Amiga de uma conhecida:
- "hum....Pois ... couve lombarda também não temos."

- "Tou tramado (penso que não foi exactamente esta a expressão). Aluguei o carro de praça que está ali à minha espera e agora não levo nada do que quero!!!"

Amiga de uma conhecida:
- "Olhe, mas experimente aqui na porta ao lado. É um supermercado, pode ser que o possam ajudar..."

E isto, foi uma Má ou Boa Hora?! :)

Sobre a Boa Hora e a Má Hora na tradição oral popular

Na sequência do artigo anterior, sobre a lenda da Boa Hora e da Má Hora, encontrei, quase por acaso, um artigo sobre a persistência dessa bipolaridade de adjectivação das horas na tradição popular, partindo da análise de um adágio popular. Este artigo foi incluído no volume XX da 1ª Série da Revista Lusitana, criada em 1887 pelo incontornável José Leite de Vasconcelos e que até 1943, foi publicada num total de 38 volumes.

Trata-se de uma recolha de adágios populares da qual faz parte o que interessa a este propósito:

"Em má hora nasce, quem má fama cobra"

A crença popular divide as horas em boas e más.

De entre as primeiras, ocorrem-me as
horas felizes, as horas de Deus e as horas bentas.

(…)

Nasceu em boa hora” – diz-se de quem é ditoso e a sorte lhe corre bem.
Veio a boa hora” ou “em boa hora” – a propósito, oportunamente, a tempo, no momento em que pode ser servido.

(…)

Das más horas o povo faz, entre outras, as seguintes distinções:

a)
Horas minguadas : “ a desditosa nascera em hora minguada” Camilo, Mistérios de Fafe (…)

b)
Horas aziagas

c)
Horas do diabo

d)
Horas danadas

e)
Horas arrenegadas

f)
Horas negras: “Uma hora, em certa noite, dezassete anos antes… hora negra essa que lhe innoitou a vida inteira.” (Camilo, Brilhantes do Brasileiro) (…)

g)
Horas infelizes ou infortunadas: “Tem outros muitos agouros, em tanto que nas horas que achão serem infortunadas não querem receber dinheiro, ho que abasta quanto a cerimónias” (Damião de Góis, Crónicas de D.Manuel, parte I, cap 42).

Há a locução
nascer em boa (ou má) hora e os esconjuros populares má hora vá contigo; em má hora venhas. Em contrário destes esconjuros, diz-se: em boa hora vás; em boa hora venhas.

O povo dos campos, para saudar quem encontra pelos caminhos, tem as expressões:
Vá em boa hora e vá nas horas de Deus.

De quem morreu, diz-se:
chegou a sua hora (isto é, a má hora) ou: tinha as horas contadas.

Às boas e às más horas se refere D. Francisco Manuel de Melo, nos Apólogos dialogais, pag 41: “… não há cousa na boca dos homens tão frequente, como
em boa hora, & má hora, hide com as horas más, vinde com as boas horas; huma hora muito fermosa, nas horas de Deus “.

Em vez de boa hora e má hora também se diz: nas boas horas e nas más horas.

Há ainda as horas abertas, que são três momentos da maior atenção popular: as “Avé-Marias” da manhã, as do meio-dia, e as da noite, momentos que, segundo o povo, coincidem com o nascimento, a morte e o enterro do sol.


in RETALHOS DE UM ADAGIÁRIO
(vid. REVISTA LUSITANA, vol XX, pág. 298-315)
Loures, 9 de Fevereiro de 1918
José Maria Adrião

Poderá residir aqui a/uma possível origem para a lenda. A conceptualização de Má Hora como o momento onde ocorre a soma de todos os infortúnios, dos quais o pior é sem dúvida a morte, e a sua persistência na tradição oral e nos aspectos da vida diária das populações, relativamente isoladas, terá levado a que esta tenha ganho uma forma e uma consciência próprias, tornando-se um ser, uma entidade, que traz o infortúnio a quem a encontra.

Em contraponto, surge a Boa Hora, como a manifestação do momento feliz que bafeja as pessoas com sorte, que as livra do infortúnio. Será uma manifestação inevitável decorrente da dualidade da relação entre o Bem e o Mal, onde a existência do Mal pressupõe a existência do Bem e vice-versa? Ou será simplesmente uma manifestação da Senhora da Boa Hora, que é venerada no politeísmo camuflado que é o Cristianismo?

Para consultar os 38 volumes da 1º Série da Revista Camões, podem aceder à Biblioteca Digital Camões.

terça-feira, abril 21, 2009

Lendas da Beira: A Boa Hora e a Má Hora

Fazemos uma nova incursão pelo tema das lendas da Beira, tema que serviu de pretexto para aqui trazer A Calçada do Diabo e o Mistério da Eira dos 3 termos, por exemplo, para dar a conhecer uma outra história: a lenda da Boa Hora e da Má Hora.

Conta-se que antigamente erravam pelas ruas e caminhos da região duas figuras misteriosas, uma integralmente vestida de branco e outra de preto, a quem o povo chamava Boa Hora e Má Hora, respectivamente. Na sua fantasmagórica caminhada, a Boa Hora precedia sempre a alguma distância a Má Hora, e estas duas aparições seguiam sempre pelo caminho sem nunca se desviarem perante nada.

Aos incautos que encontrava pelo caminho, a Boa Hora avisava que se afastassem para não encontrar a Má Hora: "Arreda! Arreda! Vem aí a Má Hora!". Se por teimosia ou imprudência não seguissem o conselho da Boa Hora, a Má Hora irremediavelmente lhes roubaria a vida.

Esta lenda terá com certeza sido abordada inúmeras vezes nos serões à lareira dos nossos avôs, juntamente com muitas outras histórias de encontros com o Além, numa altura em que os caminhos pelas serranias eram vias privilegiadas de deslocação entre povoações e onde os cruzamentos eram locais que infundiam terror. Mas isto, é tema para outra história.

Alguém conhece esta ou outras lendas? 


segunda-feira, abril 20, 2009

A Júlia Pinheiro lançou um livro?

Extraordinária notícia esta de que Júlia Pinheiro, a inconfundível apresentadora da TVI, lançou recentemente um livro intitulado "Não sei nada sobre o amor". Ao fim e ao cabo, este lançamento vem ao encontro daquilo que tem acontecido de há uns tempos a esta parte, em que qualquer pessoa, com ou sem instrução primária, tem tendência para lançar um livro. Aliás, desde que a Leonor Pinhão, perdão, a Carolina Salgado também deu em escritora, abriu-se um tremendo precedente que o resto do Jet Set tem sabido explorar. Por este andar, um dia destes, até o Blog do Katano lança um livro!

Quanto ao livro de Júlia Pinheiro, o título poderá deixar pressupor um cunho autobiográfico e, tenho para mim, que o mesmo será patrocinado pela casa Sonotone. Pessoalmente, este é definitivamente um livro que não irei ler pois, para além de não me interessar saber o porquê do fracasso da vida amorosa de Júlia Pinheiro, adivinho uma certa dificuldade em ler o texto que deverá ser todo ele escrito em maiúsculas e em que todos os sinais de pontuação deverão resumir-se a pontos de exclamação.

sábado, abril 18, 2009

Blog do Katano mais próximo dos seus leitores


Neste blog também sabemos usar imagens fofinhas.

...com a inauguração do revolucionário serviço de E-mail! Agora basta enviar mensagens para o endereço de e-mail que figura no topo da coluna da direita em zona designada por "Contacto do Katano!" para que estas cheguem à Junta Directiva do Blog que garante que irá perder algum do seu tempo a ler o conteúdo dessas mesmas mensagens.

Esta medida surge no sentido de aproximar ainda mais o blog dos seus leitores e declaramo-nos desde já receptivos a sugestões, críticas, convites para apadrinhar crianças em baptizados, leitura da Bíblia ao domicílio e pedidos de envio de NIB.

O endereço a (ab)usar é: blogdokatano@hotmail.com

sexta-feira, abril 17, 2009

Nacionalistas e Fascistas


A propósito do apoio de José Sócrates à recandidatura de Durão Barroso à Presidência da Comissão Europeia alegando que é "bom ter um português no cargo", Mário Soares veio a terreiro expressar a sua profunda indignação e, pasme-se, afirmou que Sócrates (supostamente o menino bonito do PS) "não estava a ser patriótico mas sim nacionalista e nacionalistas eram os fascistas".

Não sei o que é pior... se o facto de Soares ainda ser consultado no que diz respeito à política portuguesa ou se o facto de até o Pastel de Belém e o Galo de Barcelos reunirem condições para se candidatarem a um cargo relevante na União Europeia, de acordo com os critérios de Sócrates.



quinta-feira, abril 16, 2009

Blog do Katano em destaque na imprensa de Tomar

A narrativa da visita ao Convento de Cristo aqui publicada em Março mereceu uma referência no jornal nabantino "O Templário" sob o título "O Chocalho do Convento" (clicar aqui para ver no site do jornal) que, diga-se em abono da verdade, é um excelente título do qual eu me deveria ter lembrado ao publicar o artigo!

Embora eu lamente que aqueles simpáticos cidadãos de nacionalidade francesa nunca venham a saber o sucesso que as suas frases de pânico mal contido fizeram, tenho contudo a satisfação de mais uma prova que este blog presta verdadeiro Serviço Público

O meu muito obrigado ao Luís por me ter feito chegar esta informação.

I Guerra Mundial - A sangrenta Batalha das Toninhas

toninhas Depois dos últimos artigos dedicados à Batalha de La Lys (ver aqui e aqui), episódio que marcou o fim do Corpo Expedicionário Português enquanto força de combate propriamente dita, dedico agora este artigo ao papel que o Brasil, nosso país irmão, desempenhou nesse mesmo conflito mas com especial enfoque numa batalha naval épica: a lendária Batalha das Toninhas.

Inicialmente neutro, embora tenha confiscado 42 navios germânicos ancorados em portos brasileiros como retaliação pelos ataques de submarinos alemães a vários navios que haviam navegado em zonas de bloqueio, o Brasil acabou por entrar na I Guerra Mundial a 26 de Outubro de 1917 tendo ficado sobretudo incumbido de missões de apoio logístico e médico, tendo também prestado apoio naval
Neste último contexto foi criada a Divisão Naval de Operações de Guerra que, naquela que foi a primeira acção naval brasileira em águas internacionais, foi incorporada à esquadra britânica estacionada em Gibraltar. É nesta zona que, em Novembro de 1918, já mesmo no final da I Guerra Mundial, a DNOG se vai ver envolvida na Batalha das Toninhas.

Na véspera, o couraçado britânico que escoltava a frota brasileira havia sido afundado por um submarino alemão pelo que, na altura, toda a frota estava em estado de alerta e… particularmente paranóica.
Subitamente, ao longe, alguém avistou o rasto de um periscópio e, dado o alerta, toda a frota, comandada por Pedro Max Fernando Frontin cujo lema era “Quando não se pode fazer tudo o que se deve, deve-se fazer tudo o que se pode”, carregou sobre o submarino alemão disparando com todas as armas que tinha.
Perante tal ímpeto, o cardume de Toninhas que alguém havia confundido com um submarino alemão não teve qualquer hipótese e foi dizimado!

Este episódio ainda hoje é recordado nas escolas brasileiras havendo inclusive certos e determinados professores que, imbuídos de um excesso de patriotismo, atribuem ao episódio o motivo da rendição incondicional dos alemães. Aqui fica o vídeo como prova:

quarta-feira, abril 15, 2009

Bonsais do Katano

Na última semana tive finalmente a oportunidade de colocar em vaso bonsai os "candidatos" que tinha recolhido de diferentes proveniências: um castanheiro, um ficus e, aquisição de última hora, um cedro.


Castanheiro "resgatado" da seca iminente durante a pesquisa para a exposição "Memórias do Vale" em Julho último e com cerca de 1 ano de idade. Vai ser um bonsai estilo "Batido pelo vento" - Fukinagashi e para isso, já foi devidamente podado de forma a desenvolver 3 ramos principais e sofreu a primeira moldagem com arame.


Um pequeno cedro que vai dar origem a um bonsai num estilo mais formal.


O cedro, o castanheiro, a famosa "Oliva" e um ficus obtido a partir de uma estaca de uma planta maior que foi cultivada durante um ano. Aproveito para acrescentar que, pelo que me foi dado a observar, o ficus não é, definitivamente, uma árvore de folha caduca. Leste bem, oh Xamane? :P

terça-feira, abril 14, 2009

91 anos da Batalha de La Lys II
O Soldado Milhões

Aníbal Augusto Milhais, natural de Valongo (concelho de Murça) tinha 23 anos quando, naquela madrugada de 9 de Abril, o inferno se abateu sobre as linhas portuguesas dando início à batalha de La Lys (ver artigo anterior). A sua acção individual, à revelia das ordens directas que havia recebido, contribuiu para que se salvassem inúmeras vidas portuguesas e escocesas e para que, no regresso a casa, Aníbal Milhais se tornasse o único soldado raso a ser distinguido com a mais alta condecoração do país: A Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito.


O ataque alemão

Quando às 8h45m a infantaria avançou, a confusão estava instalada nas linhas portuguesas. O bombardeamento incessante de artilharia durante cerca de 4h, para além das inúmeras baixas, desmantelara todas as comunicações e instalara o completo caos. Foi por isso com relativa facilidade que os alemães tomaram a primeira linha de trincheiras defendida pelo que restava das tropas aí colocadas. 

Dada a ordem de retirada, as unidades de Reserva avançaram até à linha intermédia para cobrir a retirada portuguesa. Numa dessas unidades, o Batalhão de Infantaria nº15, servia o metralhador Augusto Milhais, integrado num pelotão que, por engano, foi parar ao reduto de Huit Maisons, uma zona completamente diferente da inicialmente planeada, e onde já se encontravam tropas escocesas. De imediato, as tropas foram distribuidas ao longo da linha do reduto, sendo instaladas duas guarnições de metralhadoras, uma delas comandada por Milhais. 

Por volta das 10h, no meio do nevoeiro, começaram a surgir as primeiras tropas alemãs que investiram contra as posições bem guarnecidas luso-escocesas que, durante 2h, resistiu ferozmente. Contudo, o major britânico que comandava aquele reduto, apercebeu-se que os alemães tentavam uma manobra de cerco e, de imediato, deu a ordem de retirada para uma nova posição a alguns quilómetros dali, até porque o reduto estava já a ser sobrevoado pela aviação alemã que dava instruções à artilharia para regular o seu fogo.

A retirada teve então início às 14h mas, para trás, ficou Augusto Milhais que, com os alemães a apenas 200m e apesar da ameça de ser levado a Conselho de Guerra, insistiu em ficar para cobrir a retirada.


A odisseia de Augusto Milhais

Sozinho perante as tropas alemãs, Augusto Milhais dispôs várias metralhadoras (e não apenas uma como reza a lenda) ao longo da linha para, correndo a cada uma delas, dar a ideia de que se encontrava ali um grupo de soldados e não um homem isolado. Por outro lado, o facto de o disparo das metralhadoras Lewis 7,77 - carinhosamente rebaptizada pelos portuguesas de Luisinha - ser difícil de detectar, aumentava ainda mais a confusão dos alemães.

Contudo, a cada vez maior proximidade dos alemães que, inclusive haviam tentado aproximar-se vestido com o uniforme de soldados portugueses mortos mas que haviam sido varridos a tiro de metralhadora, forçou a que Milhais tenha de abandonar a sua posição. Pegou então numa metralhadora e recolheu munições dos seus camaradas mortos e fugiu para a rectaguarda, através de uma paisagem cinzenta, cheia de crateras e pantanosa.

Sozinho, sem água e sem qualquer outro alimento a não ser um pacote de amêndoas de Páscoa que recebera da família, errou durante 4 dias pela zona de combate, recolhendo munições e mantimentos dos cadáveres que encontrava e escondendo-se dos alemães em ruínas, crateras e mesmo em carcaças de cavalos. Contudo, sempre que tinha oportunidade, usava a sua Luisinha para abater os alemães que lhe aparecessem à frente e foi dessa forma que acabou por salvar vários soldados escoceses de serem capturados.

Já no dia 13, salvou de afogamento um major escocês que fugira aos alemães e que se aventurara nas águas do rio Lys. É este major que lhe dá finalmente informações sobre onde se encontrava e qual a direcção que deveria tomar para se juntar novamente às suas tropas. Também neste dia, segundo uma das suas filhas, Milhais terá salvo uma criança dos escombros de uma casa.


O regresso

Quando, à beira da exaustão, conseguiu finalmente reunir-se às suas tropas, já a notícia da sua aventura ali chegara, levada pelas tropas escocesas que encontrara pelo caminho. Levado à presença do comandante do seu batalhão, o major João Ferreira do Amaral, Milhais confirmou a história e, segundo a lenda, terá sido então que o major o felicitou dizendo a frase que rebaptizou Milhais: "Chamas-te Milhais mas vales Milhões!".

Tenha sido por causa dessa frase ou, como era muito comum na época, por confusão de leitura ou escrita de documentos, a alcunha Milhões seria oficializada pelo decreto de 31 de Agosto de 1918 que conferiu a "Augusto Milhões" a distinção da Ordem da Torre e Espada. A confusão propagou-se depois aos próprios serviços do Registo Civil que atribuíram, na altura do registo, o apelido "Milhões" a alguns dos 13 filhos de Milhais.

Regressado à Pátria, ainda emigrou para o Brasil mas acabaria por regressar a Portugal onde, durante muitos anos, seria uma figura inevitável que o Estado faria questão de exibir em todas as paradas militares, fossem elas na Metrópole ou no Ultramar. Também como recompensa lhe foi prometido um tractor com arado mas, infelizmente para Milhais, ele nunca lhe seria entregue.

Viria a falecer em Valongo a 3 de Junho de 1970 com 75 anos, numa altura em que do Estado recebia cerca de 1.000 escudos mensais.

Para a História ficou o rosto e o nome de um dos últimos heróis militares de Portugal, um homem pequeno no tamanho mas com uma humildade e enorme sentido de dever que, até aos seus últimos anos evitou falar da sua experiência na Flandres. Quando entrevistado alguém o incentivou a contar a sua história com a desculpa que "Recordar é viver", Milhais limitou-se a responder "Como se podem viver coisas de morte sem morrermos um bocadinho?".


Legenda das Fotografias:
Foto 1 - Augusto Milhais, o Soldado Milhões
Foto 2 - Aspecto das linhas portuguesas na I Guerra Mundial
Foto 3 - A Metralhadora Lewis 7,77 - A Luisinha.
Foto 4 - A condecoração de Augusto "Milhões"
Foto 5 - Augusto Milhais e a sua neta Leonídia

Fotos obtidas em:

Fonte: 
"I Guerra Mundial - Portugal nas Trincheiras", Visão História, nº 4, Fevereiro de 2009, p 54-57

segunda-feira, abril 13, 2009

Que azar de.... caca!


Edvin L., polaco de 26 anos, foi preso depos de ser acusado de... furto de um valiosíssimo rolo de papel higiénico e, se tal acto não fosse suficiente, o meliante danificou ainda o suporte do mesmo avaliado em 80 euros. A polícia, depois de alertada pelo gerente do restaurante (que viu o individuo com ar de suspeito a esconder algo dentro do casaco), prontamente acorreu ao local e efectuou a detenção do individuo que incorre agora numa pena de, nada mais nada menos, 10 ANOS DE PRISÃO. Segundo a polícia de Varsóvia, em comunicado no seu site, este é um dos tipos de crime mais eficazes da cidade e com menor taxa de detenções...

Ora não me ocorrem muitos comentários que possa partilhar convosco porque penso que o acontecimento fala por si... :p




sábado, abril 11, 2009

A tradição Pascal cumpriu-se no Fundão

No ciclo das tradições da Quaresma (a Quadragésima), o Fundão cumpriu novamente a tradição da procissão do "Enterro do Senhor" na noite da Sexta-Feira santa. Com guarda de honra dos bombeiros voluntários, a procissão percorreu, iluminada apenas pela luz das velas, algumas das ruas principais da cidade antes de voltar à Igreja. A iluminação pública, ao longo do percurso, é desligada, numa prática que conta também com a adesão dos cafés situados ao longo do percurso.



quinta-feira, abril 09, 2009

Mais do mesmo...

Chamem-me herege se quiserem mas ver televisão em determinadas alturas do ano, como a Páscoa e o Natal, é algo penoso pelo infindável desfilar de mini-séries, documentários e filmes dedicados à vida de Jesus Cristo.

Em primeiro lugar trata-se de uma história da qual, desde o primeiro momento, já conhecemos o final: os judeus ricos apanham o JC à traição, graças a um agente infiltrado cujos honorários são pagos pelo erário público, acusam-no de ser subversivo e entregam-no aos romanos que o crucificam ao mesmo tempo que um assassino apanhado em flagrante é enviado para casa (com a vantagem de não estar sujeito a termo de identidade e residência). Nada de original, portanto. A única coisa que ainda vai mudando é o formato da cruz e o aspecto do protagonista embora aqui se continue, com uma teimosia inexplicável, a optar por alguém com feições o mais caucasianas possível quando, de aspecto caucasiano, à época, só se encontravam por ali os já referidos romanos. 

Já agora, uma vez que Portugal se assume como um estado laico onde existe uma separação oficial (talvez ainda não mental) entre Estado e Igreja e, já agora, para variar um bocadinho, para quando uma mini-série ou um documentário sobre Buda, Maomé ou Martinho Lutero? Isso sim seria serviço público, sem discriminação de credo ou religião.

91 anos da Batalha de La Lys

Cumprem-se hoje o 91º aniversário da batalha de La Lys, considerado por muitos como o 2º Alcácer-Quibir da história militar de Portugal, e que, em poucas horas, levou ao fim do Corpo Expedicionário Português sob o rolo compressor de artilharia e infantaria de alemãs.



Estacionado em Béthune, perto de Lille no Norte da França, ao CEP (formado por cerca de 20.000 homens) cabia a defesa de cerca de 12km da linha da frente, sendo ladeado por duas divisões britânicas. Contudo, a organização e moral no seio das tropas portuguesas estavam perigosamente debilitadas pela falta de apoio por parte de Portugal, sobretudo após a revolução de 1917 e instituição de uma ditadura militar que não privilegiava esse mesmo apoio, pela falta crescente sobretudo de oficiais que aproveitavam a sua licença para ir a Portugal e não voltar, e pelo próprio cansaço das tropas que na altura da batalha já deveriam há muito ter sido rendidas na linha da frente.

O estado de espírito era tal que a 4 de Abril, um batalhão português que deveria regressar às trincheiras, insubordinou-se e recusou cumprir a ordem. Nessa altura, e após sucessivos adiamentos, a retirada das tropas portuguesas ficou marcada para o dia 9 de Abril.


Entretanto, do outro lado a Alemanha desesperava, sentindo o desgaste da guerra de trincheiras e pressentindo a ameaça da chegada iminente das tropas dos EUA que poderiam desequilibrar o conflito. Assim, o general Ludendorff engendra um plano - a Operação Georgette - que consiste em atacar com uma incrível concentração de meios, a zona onde se encontra o CEP, à partida o sector mais frágil da linha da frente para depois tentar fazer uma exploração do sucesso da penetração nas linhas aliadas, forçando os ingleses a retirar para Calais e depois para Inglaterra, deixando assim a França sozinha no conflito contra um inimigo superior.

É assim que, exactamente às 4h15m da madrugada, numa altura em que a retirada de alguns efectivos forçara os restantes 16 mil portugueses a alongar-se perigosamente pelos 12 km de trincheiras da sua linha, que os alemães desencadeiam, com o auxílio de 1.500 peças de artilharia, um infernal bombardeamento sobre as linhas portuguesas, que assim sofrem o incessante impacto de bombas e de gás venenoso. Com as comunicações cortadas, não tardou muito para que o caos se instalasse entre as tropas portuguesas, ficando os sobreviventes dispersos e isolados, sem saber o que se passava noutros sectores.



Quando às 8h45m finalmente a infantaria alemã avança, os abalados portugueses, apesar da feroz resistência até à baioneta, não têm qualquer forma de suster o ímpeto de 55.000 homens do inimigo que sem grande dificuldade tomam as primeiras linhas das posições lusas. Nas primeiras horas de combate, o CEP perde 7.500 homens, isto é, cerca de um terço dos seus efectivos totais.

Com todos os meios em reserva (portugueses e sobretudo britânicos) a serem deslocados para suster o avanço alemão, o esforço tenaz de resistência luso-britânico será contudo decisivo para ganhar tempo até à chegada de novas unidades à linha da frente que acabarão por suster finalmente o avanço alemão já em 22 de Abril.


Quanto ao CEP, deixará de existir como unidade de combate, e os seus soldados virão a ser distribuídos pelas várias unidades da frente, subordinados ao comando britânico.

Ver também: O SOLDADO MILHÕES

Fontes:
"I Guerra Mundial - Portugal nas Trincheiras", Visão História, nº 4, Fevereiro de 2009, p 62-64
Wikipédia, (http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_do_Lys), Abril de 2009

quarta-feira, abril 08, 2009

Tasca hardcore

Se alguém for a Ponte de Lima e quiser provar uma Fodinha Quente como não há igual em Portugal, então só tem de ir à Tasca Os Telhadinhos e escolher essa opção no extenso cardápio que a Dona Márcia coloca à nossa disposição.

Claro que se os interessados não forem tão apreciadores e preferirem algo mais usual, podem sempre optar por uma Mamadeira Quente... No fundo, é mesmo ao gosto do freguês (que até pode simplesmente ser mais apreciador de um Cu de Galinha Recheado).



Para aqueles que não se sentiram ofendidos ou escandalizados ao ponto de fechar a página deste blog ou, por exemplo, ir de imediato expiar a culpa de terem lido tamanhos turpilóquios ao Santuário de Fátima, aqui fica a explicação que é até muito simples. Trata-se tão somente de uma tasquinha, muito famosa em Ponte de Lima, da qual o Luís me deu conta (e da qual fala no seu blog e que podemos conhecer também neste artigo) relativa à qual, por coincidência, recebi hoje um recorte de jornal por e-mail.

Depois da Casa das Ratas e da Picha Mole (em Abrantes), este é sem dúvida mais um estabelecimento que irá certamente contar com a nossa visita.



Mais um simultâneo Blog do Katano e A Funda São

terça-feira, abril 07, 2009

Jerry Seinfeld




Nunca uma série foi tão inesquecível quanto esta e foi sem dúvida umas das poucas da TVI, exceptuando talvez os X-Files à segunda-feira à noite, que acompanhei assiduamente. Também sabia que, se por acaso perdesse um dos episódios, ele seria tema de conversa no dia seguinte, fazendo dos costumeiros encontros para café no mítico Texas da D.Madalena, uma espécie de tertúlia... sobre nada (citando Seinfeld).

Agora que reavivei o bichinho Seinfeld graças ao Xamane e família, aproveito para partilhar com vocês alguns dos inúmeros momentos inesquecíveis das personagens da série que tinham tanto de egocêntricas como de loucas, maníacas e obsessivas.

Rostos do Convento de Cristo

A cada passo, no interior do Convento de Cristo em Tomar (ver último artigo), somos acompanhados pelo olhar de rostos anónimos eternizados em forma de calcário. Quem seriam e que histórias testemunharam estas personagens silenciosas? Fica o retrato daqueles que viram história acontecer.




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