Quando visitei pela primeira vez floresta de Montmorency, a primeira impressão com que fiquei foi a de estar a entrar num conto dos irmãos Grimm ou de Washington Irving com o seu cavaleiro sem cabeça fazendo-me sentir qual Ichabod Crane. Sem ilusões, a floresta não tem nada do outro mundo, mas parece! Pelo menos para mim.
As duas fotos que se seguem ilustram o mesmo local no Inverno e no Verão.
Com um pouco de atenção ouve-se o trote do cavalo do cavaleiro sem cabeça a aproximar-se no meio do nevoeiro. 
Novamente no universo de Irving, a raiz de onde todas as noites sai o cavaleiro sem cabeça.
Esta floresta é um exemplo da comunhão da natureza com o homem tendo em conta o meio em que se insere. A poucos kms de milhões de pessoas, abraçando os subúrbios de Paris, consegue manter a sua ilusão de isolamento e distanciamento. Certo, é visitada por 5 milhões de pessoas anualmente, mas não é por isso que andamos a tropeçar nelas nos variadíssimos percursos pedestres que possui. Faz parte da sua magia conseguir engolir a multidão que a visita diariamente.
Aspecto nocturno da orla da floresta...
É essencialmente uma floresta de castanheiros e alguns carvalhos. Tal como era a Cova da Beira até à um século atrás.

Château de la Chasse, pequeno palacete que os reis utilizavam aquando das suas caçadas.Algumas fotos mais.



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