
Domingo, Novembro 30, 2008
Lagarada

Sábado, Novembro 29, 2008
Gardunha de branco
Sexta-feira, Novembro 28, 2008
Mais pesquisas do Katano
As mais "interessantes" nos últimos tempos foram sem dúvida estas:
"travestis natal "
O único motivo que nos ocorre para esta pesquisa é, sem dúvida, que ela foi efectuada por alguém que também está sensibilizado com o drama das coníferas nesta altura do ano. Bem-vindo à P.I.L.A. caro(a) amigo(a)! Bom... também pode ser alguém interessado em passar uma noite de Consoada num ambiente mais "exótico" e "maroto" ao mesmo tempo.
Hmmm... porque é feio? Porque... é pecado? Porque quem mente vai para o inferno? Porque inevitavelmente a esposa vai descobrir aquela marca de batom no colarinho? Tantas possibilidades e tão pouco tempo...
Aparentemente alguém pretendia usar como objecto de estudo anatómico o conjunto de glúteos da Ana Malhoa. Já agora aproveitamos para dar a seguinte novidade: a Ana Malhoa também é cantora. Dizem. Bom, é o boato que corre, vá!
Mas o primeiro prémio vai para:
Dispensa qualquer comentário.
... e voltando à questão da ortografia...
Após alguma reflexão, consegui concluir que se tratava de alguém que precisava de uma password com alguma urgência.
Ai língua portuguesa, essa dama tão mal amada...
Quarta-feira, Novembro 26, 2008
Tudo sobre como obter um passeio de gôndola "low cost" que é tão bom como os outros
Um gondoleiro aparentemente quase stressado.
Ser gondoleiro em Veneza não deve ser mesmo nada fácil. Para já, o dia começa bem cedo, mal chegam os primeiros turistas na calma da manhã, desejosos de aproveitar bem o dia. O pobre do gondoleiro, com pouco tempo para tomar o seu cappuccino (ou será que é só para turistas?) e ler o seu jornal, é forçado a fazê-lo já no seu local de trabalho. O congestionamento dos canais é frequente, o que obriga o gondoleiro a cumprir as regras de circulação tal como se de uma estrada se tratasse.
Não, não é montagem, o sinal de sentido proíbido está mesmo lá.
Aquilo são 5 pessoas dentro de uma gôndola? Bem que podiam ter arranjado mais alguém...
Faça chuva ou faça sol, lá está ele a perseguir o turista que, com a crise mundial instalada, anda ainda mais esquivo… A abordagem é uma arte trabalhada ao pormenor, desde o traje envergado com um estilo muito próprio, ao charme lançado num olhar acompanhado de um belo sorriso. Herdou dos seus antepassados a licença de gondoleiro (caso contrário, teria de a comprar por 700 mil a um milhão de euros), mas a lábia para o negócio… essa aprendeu-a com a experiência. E não há nada como umas palavras em italiano dirigidas às turistas mais incautas! – certamente foi isto que pensou o tal gondoleiro que abordei em Veneza, por mera curiosidade.
Gondoleiro de fita azul (claramente inexperiente): má postura, braços cruzados, óculos graduados e... onde é que estão as fitas pendentes? ERRADO!
Gondoleiro de fita vermelha (o expert): óculos de sol, gola levantada, mãos nos bolsos, postura elegante. CORRECTO!
Ao passar por estes genuínos espécimes, fui dominada por uma súbita questão existencial: “Quanto será que custa um passeio de gôndola?” Sem cantorias nem pôr-do-sol é claro, pois isso com certeza custaria muito mais caro. Sem papas na língua e num italiano incipiente, depois de ter captado este instantâneo em que o dito tentava uma aproximação à ragazza que passava, abordei o gondoleiro da fita vermelha (ups! inverti os papéis…) com a pertinente pergunta.
Após um sorriso motivado pela perspectiva de negócio, lançou, sob o olhar atento do companheiro: “90 euros”. Perguntei: “Por quanto tempo?” Após alguns rodeios e troca de argumentos com o companheiro, alegando que isso dependia de muitos factores, respondeu: “Cerca de 40 minutos”. Com um sincero ar de incredulidade que não fiz questão em esconder, afirmei que era caro, agradeci e virei costas.
Acompanhem-me neste pensamento: se um gondoleiro ganhar 90 euros por viagem (já sem contar que ganha quase o dobro se esta for acompanhada por uma musiquinha ao pôr-do-sol) e no final do dia tiver feito 6 viagens (o que não é muito, para a procura turística que existe), no final de uma semana laboral de 5 dias já ganhou 2700 euros. No fim do mês terá ganho mais de 12 mil euros!!
Não passaram 5 segundos, já o tinha a chamar por mim, perseguindo-me: “Signorina, signorina!”. Perguntou se a viagem era com o meu namorado, se queríamos uma viagem mais curta (logo, mais barata), blá blá blá… Mas ao reparar que eu estava em grupo, sugeriu uma viagem para 6 pessoas pela módica quantia de… 60 euros! Calculo que passear com seis pessoas numa gôndola seja uma experiência inesquecível mas, ainda que o bilhete individual custasse agora apenas 10 euros, mais uma vez recusei. Num arremate desesperado, lançou a sua última promoção: “São estudantes?” (nota-se assim tanto??) “Para estudantes, faço uma viagem para duas pessoas por 10 euros cada.”
Com uma expressão de maior espanto no rosto pois, sem qualquer interesse, havia conseguido um passeio de gôndola “low cost”, agarrei-me à promessa que havia feito ao Caetano e aos euros que me restavam para investir em souvenirs, e vim embora.
P.s. - Para terem uma noção da generosidade do senhor, 9 euros é quanto custa uma viagem de vaporetto (uma espécie de autocarro) pelo Grande Canal...
Stress...
Segunda-feira, Novembro 24, 2008
Árvore de Natal ou Árvore Travesti?

A P.I.L.A., Pessoas pela Independência e Libertação das Árvores, acaba de lançar n'A Funda São uma campanha que visa acabar com uma prática sazonal que, segundo eles, consiste em transvestir os nobres pinheiros por esta altura do ano, fazendo deles uma espécie de Elton John arborícola.
Domingo, Novembro 23, 2008
Incêndio em Novembro: O dia seguinte.
Sábado, Novembro 22, 2008
Incêndio em Novembro II

Aparentemente o senhor pirómano deveria estar por perto quando se extinguiu o primeiro foco e, evidentemente triste por ter visto atitudes de pessoas sem respeito pela sua genial "obra de arte", decidiu acender uma nova frente a menos de 1km do primeiro.Incêndio em Novembro


Se havia coisa que não esperava, não só num Sábado à tarde mas também nesta altura do ano, era receber um telefonema alertando-me para a deflagração de um incêndio junto a Vale d'Urso.
Felizmente, à semelhança de outras ocasiões, a população soube reagir e, com a preciosa ajuda dos bombeiros, depressa o incêndio foi controlado.
Quinta-feira, Novembro 20, 2008
Alguém quer uma dose de Omoltmuskrooms?
Ali para os lados de Belém, há um simpático restaurante que, com uma hospitalidade inigualável que se percebe apesar do ar grave e altivo dos seus funcionários, serve os mais variados pratos apresentados nas mais variadas línguas.Quarta-feira, Novembro 19, 2008
Liquid Smoking
A bebida, que será comercializada em latas de 275ml e custará aproximadamente 1,85€, tem já encomendas em 43 países (sendo Portugal um deles) e preve-se chegar às lojas já em 2009. É fabricada através do extrato de ervas oriundas da África do Sul, um efeito estimulante seguido de sensação de relaxamento e, segundo a empresa não contém nicotina, não se assemelha a nenhuma das bebidas energéticas existentes e, cada lata, contem apenas 20 calorias. Só vantagens portanto... Até ao momento nenhum dos estudos clínicos efectuados indica que a bebida possa ter perigos para a saúde pública, mas todos eles foram encomendados pela empresa fabricante e, que me lembre, nenhum dos estudos encomendados pela industria tabaqueira indicava consequências directas do tabaco para o cancro do pulmão. Isto numa altura em que se estima que até 2020 até 10 milhões de pessoas morrerão vitimas de problemas causados pelo tabaco.
Não vou emitir opiniões pessoais, simplesmente achei a noticia curiosa e cortei-a logo da revista para poder partilhar convosco. Achei curioso porque, automaticamente, me ocorreu que não estaremos muito longe do dia em que a realidade da familia Jetson (n sei se sem lembram dos desenhos animados) passará a ser a nossa. Fumamos em lata, comemos por comprimidos e, quiça, um destes dias possamos teleportar-nos do ponto A para o ponto B, o q, com o preço a que está o combustível, me parece mais atractivo a cada dia que passa.
Secadeiras na última edição da "Piedras con raíces"


Já foi publicada a edição nº23 do Outono de 2008 da revista de arquitectura tradicional Piedras con Raíces, publicada pela ARTE, Asociación por la Arquitectura Rural Tradicional de Extremadura, sedeada em Cáceres. Nesta revista vem incluído o artigo sobre as Secadeiras da Serra da Gardunha que havia elaborado em Agosto último.
Terça-feira, Novembro 18, 2008
Memórias do Vale II: Conclusão
O espaço onde foi montado o cenárioMemórias do Vale II: Mais algumas imagens



Mais algumas imagens, estas da autoria do fotógrafo oficial da exposição, que ilustram a forma como o cenário estava montado.
Como recompensa, o director técnico dos trabalhos, surpreendeu a equipa de trabalho com um original repasto nocturno, digno de um gourmet, facto que levou muitos a afirmar "Esta é a melhor ceia que já alguma vez comi no decurso de trabalhos de montagem de exposições sobre os equipamentos comunitários da economia rural dos sécs XIX e XX e sobre o Ensino Primário sob a Égide do Estado Novo".
Segunda-feira, Novembro 17, 2008
Memórias do Vale II: O poder das câmaras

Depois de alguns momentos de convívio, onde houve tempo para provar uma tão excelente quanto "perigosa" jeropiga, encetámos o caminho de regresso ao espaço onde estava instalada a exposição.
Na palhaçada, o Pepe ía ao meu lado tirando fotografias enquanto , à nossa frente, seguia o grande realizador Alex com a sua implacável câmara de filmar apontada para nós.
A dado instante, perante tal aparato e, talvez também influenciado pela minha roupa mais formal, um popular completamente desconhecido que ali se encontrava, dirigiu-se para mim e, apertando-me efusivamente a mão, saudou-me dirigindo-me palavras de boas vindas ao Souto da Casa.
Por instantes, senti-me tentando a pedir-lhe que votasse em mim nas próximas autárquicas...
Interlúdio
A notícia era sobre (mais) uma manifestação de estudantes do secundário que, furiosamente, marchavam pela rua em protesto contra o novo estatuto do estudante, especificamente contra o novo regime de faltas.
Não sei bem porquê, talvez por malícia jornalística, os "espécimes" que fazem declarações para a comunicação social são sempre escolhidos a dedo e esta reportagem não fugiu à regra.
Um dos indignados estudantes, espalhando perdigotos como se de uma praga se tratasse, expôs as suas reivindicações pessoais:
-"As faltas está mal! A Ministra não nos quer deixar faltar mas nós somos jovens e precisamos das faltas!"
Pelo aspecto e pela forma como falava, creio que não restaram muitas dúvidas acerca do motivo pelo qual o jovem estudante iria precisar de faltar de vez em quando.
Qual é a credibilidade que os estudantes podem ter quando nem eles próprios sabem bem o que estão ali a fazer no meio da manifestação? Ao menos desta vez não desperdiçaram ovos...
Não posso deixar de ficar preocupado com o futuro do país...
Domingo, Novembro 16, 2008
Memórias do Vale II: Primeiras imagens

Sábado, Novembro 15, 2008
Veneza, a cidade flutuante (parte II)
Chegar à Praça de S. Marcos, depois de uma viagem de vaporetto (o barco que, numa cidade sem carros nem estradas, é equiparável ao autocarro) ou de gôndola (para os mais afortunados) pelo Grande Canal, é mergulhar numa atmosfera oriental única e distinta de qualquer outra parte da Europa. São inúmeros os focos apelativos desta sala de visitas da cidade, desde as esplanadas onde um dispendioso capuccino pode ser saboreado ao som de música clássica interpretada ao vivo, até aos monumentos que a preenchem: o Palácio dos Dodges (na piazzetta), o Campanile, o relógio astronómico do século XV e a basílica de S. Marcos.
Os cavalos que actualmente figuram na balaustrada acima da entrada na basílica de S. Marcos são cópias dos originais que os venezianos trouxeram como troféu de guerra de Constantinopla em 1204, e que terão origem grega (séc. IV ou III a.C.) ou latina (séc. IV d.C.). Quando Napoleão conquistou a cidade também os levou para Paris como troféu de guerra mas, com melhor sorte que Constantinopla, estes foram devolvidos a Veneza.
É impressionante o número de pessoas que aqui se encontram a todo o momento, em circulação entre as margens do canal ou a tirar fotografias com o Grande Canal como fundo, uma imagem já muito conhecida.
Entre palácios, museus e cerca de uma centena de igrejas, há muito para conhecer que seria impossível relatar aqui, para além de não ser essa a finalidade desta posta. Que estes instantâneos vos deixem a curiosidade aguçada para talvez um dia partirem à descoberta da mítica cidade da laguna.
Contagem descrescente
Até já!
PS - Visconde, está quase a ser publicada a 2ª parte do artigo da Ana, artigo esse que estava agendado há já algum tempo. Só estou a avisar para matar à nascença certos e determinados comentários insidiosos :P
Sexta-feira, Novembro 14, 2008
Veneza, a cidade flutuante (parte I)
Perante a necessidade de haver um dirigente para a nova cidade, criou-se a figura do Dux, termo que mais tarde evoluiu para Dodge. O Dodge era eleito por um processo complexo e, apesar de ocupar um cargo de topo, detendo o controlo sobre a vida quotidiana da população, a sua actividade era constantemente vigiada para que não incorresse em abuso de autoridade - se tal se suspeitasse, poderia muito bem ser condenado à morte! Quem controlava a nobreza era o “Conselho dos dez” e três inquisidores ou “Conselho dos três” que detinham o poder de condenar à morte qualquer cidadão. Outras cidades-estado foram dominadas por um só homem ou por uma família, mas tal nunca ocorreu com Veneza, onde “todos os homens são iguais, mas subordinados a um bem comum”. Veneza foi também apelidada de “República Sereníssima”, pela sua estabilidade política que lhe permitiu uma enorme expansão comercial. Tornou-se no ponto de chegada à Europa da Rota da Seda e nela se cruzaram durante séculos diferentes raças, culturas e religiões, ao mesmo tempo que circulavam a seda, as especiarias e as pedras preciosas. O célebre mercador de Veneza Marco Polo, que terá vivido durante 25 anos na corte mongol no Catai, para onde partiu em 1292, regressou com um impressionante carregamento de rubis, pérolas e esmeraldas que surpreendeu uma cidade habituada ao comércio de luxo. As influências orientais, sobretudo bizantinas, enraizaram-se na cidade, criando um estilo arquitectónico único – o gótico florido. Tais influências, tão óbvias um pouco por toda a cidade, tomam grandes proporções na Basílica de S. Marcos e na ampliação do Palácio dos Dodges.
O apogeu económico de Veneza deu-se no século XV, numa altura em que os venezianos dominavam o Mediterrâneo, mas a partir daí o declínio começou, após a conquista de Constantinopla pelos turcos (1453) e com a chegada de Vasco da Gama à Índia, facto que proporcionou uma via mais rápida e lucrativa de comércio com o Oriente – para bem de Portugal.
A estabilidade política e os mais de 1100 anos de função dos Dodges tiveram fim em 1797, com a conquista da República Sereníssima por Napoleão, que mais tarde cedeu a cidade aos austríacos. Só em finais do século XIX, durante a unificação da península, é que Veneza foi agrupada no actual território de Itália.
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Quinta-feira, Novembro 13, 2008
VITÓRIA!
Reacção Oficial logo à noite.

















