quinta-feira, outubro 30, 2008

Hoje descobri...

... que, por lapso, devia uma prestação mensal à Segurança Social há tanto tempo que o funcionário, por iniciativa própria, me deu um formulário para invocar a prescrição desse valor (e respectivos juros). Há coisas do katano...!

PS - Esta descoberta surgiu quando fui solicitar uma declaração de não dívida e descobri que, no sistema informático da Segurança Social, 3 anos das minhas contribuições haviam pura e simplesmente desaparecido durante uma actualização do sistema informático. Felizmente o funcionário que é protagonista nesta história e também extremamente diligente e competente, diga-se, conseguiu descobrir a lista dos pagamentos em falta num arquivo, sabe-se lá saído de onde, através de uma conta de utilizador que nem deveria existir.

Pesquisas do katano

Nas últimas semanas alguns visitantes têm vindo parar a este blog após pesquisas realmente peculiares no Google. As 3 que mais me chamaram a atenção foram as seguintes


como fazer uma transcrição de um aviso: Foto da Carta Capita. Ano 7

Trata-se de uma pesquisa bem clara: alguém procurou saber como fazer uma transcrição de um aviso: Foto da Carta Capita. Ano 7. Não deixa dúvidas.


tipo de linguagem usada na aldeia de castelo novo

Sobre esta posso dizer alguma coisa até porque conheço pessoalmente alguns nativos e garanto que a linguagem é bastante diversa e já ouvi de tudo um pouco. Desde verdadeiros sermões até uma extensa profusão de turpilóquios. Resta saber se também usam linguagem intergaláctica.

E finalmente...

blog a falar mal da gnr do alandroal

Oh diabo!! Em primeiro lugar quero desde já afirmar, com redobrada veemência, que nunca estive no Alandroal, muito menos conheço algum soldado da GNR do Alandroal. A única pessoa que, eventualmente, poderia ter algo a dizer seria a Nelly mas a sua opinião versaria seguramente a vertente cromática da indumentária de um GNR. Para que conste, e por via das dúvidas, neste blog ninguém diz mal da GNR do Alandroal, muito pelo contrário! Trata-se de um verdadeiro nicho de fãs acérrimos deste galante destacamento!

terça-feira, outubro 28, 2008

Verona de Shakespeare

Intencionalmente, na posta anterior não falei de Verona como a cidade que serviu de cenário à peça de Shakespeare Romeu e Julieta e que, desde então, a cataloga como “A cidade dos namorados”. Não o fiz por dois motivos: porque descobri em Verona imensos pontos de interesse que a tornam, por si só, um local de passagem obrigatório – afinal, ela é Património Mundial da Unesco desde 2001 – completamente à parte do lixo turístico que se propagandeia com o triste fado dos jovens amantes de famílias rivais e porque, falando ontem de História, esta história não passa de uma lenda alimentada pelos veroneses.

O enredo da peça de Shakespeare não foi, como muitos podem pensar, pensado por ele, mas sim por Arthur Brooke no seu poema narrativo The Tragicall History of Romeus and Juliet, de 1562. Ora, a dramatização desse poema na peça de título original The Most Excellent and Lamentable Tragedy of Romeo and Juliet aconteceu entre 1591 e 1597, com algum melhoramento de personagens por parte de Shakespeare. Por sua vez, Brooke inspirou-se numa história de Masuccio Salernitano de 1476, Mariotto e Gianozza, que foi ainda adaptada por Luigi da Porto em Istoria novellamente ritrovatta di due Nobili Amanti (História novamente encontrada de dois amantes nobres), que conferiu os nomes Romeus e Giulietta às personagens principais e mudou o cenário de Siena para Verona. Se há quem saiba disto, porquê tentar fazer da lenda História?

Foto 1 - Casa di Giulietta.

Ainda que alguns historiadores afirmem que existiu uma família Montecchio (suposta família de Romeu) naquela cidade, não há quaisquer registos de uma família Capuleto. A casa do séc. XIII que faz as delícias dos turistas, chamada de “Casa di Giulietta”, terá pertencido à família Cappello e não Capuleto. O próprio balcão onde estaria a Julieta na peça foi ali colocado posteriormente à contrução da casa, já que a datação é diferente (creio que mais antigo), julgando-se que este é proveniente de um palácio que existia junto ao rio. Como é que eu sei disto? Ora, estava eu confortavelmente sentada em frente ao balcão, pasmada a observar o rol de turistas que entravam disparando “flashadas” para todo o lado e fazendo fila para colocar a mão no seio da Julieta como ritual de fertilidade, quando atentei na conversa de uma guia com dois ou três turistas ingleses. Desta conversa descobri ainda que a verdadeira história não é contada, por exemplo, aos turistas japoneses, uma vez que a desmistificação do sonho de uma visita a um local tão emblemático do Ocidente os deixaria extremamente frustrados após uma viagem tão longa (vá-se lá saber as consequências de ter por perto dezenas de japoneses frustrados…).

A propaganda turística chega ao ponto de haver um suposto túmulo para esta fantasiosa Julieta, a “Tomba di Giulietta”. Um túmulo de… 1937. E paga-se 4,5 euros para o ver, o mesmo que para visitar o Museu do Anfiteatro Romano, com pedaços de História inestimáveis. Creio que é uma parte de Verona que nunca conhecerei.

A meu ver, Romeu e Julieta, Tristão e Isolda e tantos outros pares românticos do imaginário popular, bem como aqueles que nos são mais próximos e bem reais, como Pedro e Inês, servem apenas para nos relembrar, através da obscuridade dos séculos, a essência do Amor.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Passeggiando per Verona

Praticamente recuperada da gripe italiana que dominou o meu fim-de-semana e me impediu de ir a Braga ver o Caetano dar cabo de uns quantos karatecas ;) , aproveito a reclusão forçada em casa para partilhar com os caríssimos leitores deste blog algumas fotos recolhidas durante a minha mais recente expedição ao país da massa e da pizza por excelência.

Pela segunda vez, o coro ao qual pertenço foi convidado a participar no Festivale Giovanile di Musica Sacra – Note di Spiritualità em representação de Portugal, que decorreu na cidade de Verona entre 19 e 24 de Outubro. E, pela segunda vez também, tive tempo suficiente para visitar duas belas cidades do norte de Itália – Verona e Veneza.

Verona

Foto 1 - Arena, na Piazza Bra.

Atravessada pelo serpentear do rio Adige, Verona é uma cidade de confortável dimensão para ser percorrida a pé ou, ao estilo italiano, de bicicleta. Um dos maiores desafios é mesmo tentar não se ser atropelado por um qualquer ciclista em excesso de velocidade, sequer interpor-se no seu caminho sob pena de sermos presenteados com os mais diversos palavrões italianos acompanhados de sugestiva sinalética gestual. O mesmo é válido para arrojadas interrupções ao trânsito automóvel.

Foto 2 - Piazza Bra.

O ponto de encontro principal da cidade é a Piazza Bra, com as suas casas coloridas e os toldos verdes sob os quais se estendem cerca de uma dezena de esplanadas de cafés e típicos restaurantes italianos onde a Pasta e a Pizza são os pratos principais. Aqui ficam também o edifício da “Comune” (Câmara Municipal) e a Arena, palco das mais célebres óperas durante os meses quentes de Verão.

Foto 3 - Arena.

Fundada pelos Celtas, a cidade foi mais tarde uma colónia romana de nome Augusta, restando por toda a parte importantes marcas dessa ocupação. Para além da Arena e de um Anfiteatro, frequentemente se encontram nas ruas Portas e ruínas, a céu aberto ou protegidas por transparências, a um nível mais baixo. Surpresa é encontrar também ruínas preservadas e expostas dentro das igrejas, como agradavelmente descobri na magnífica catedral gótica do século X.

Foto 4 - Porta Leoni (sec. I d.C.)

Foto 5 - Ruínas romanas.

Parte do legado romano e motivo de orgulho dos Vernoneses é a Ponte Pietra. Reconstruída por diversas vezes ao longo da sua existência, sofreu maior dano durante a II Guerra Mundial, quando quatro arcos foram destruídos pelas tropas alemãs em retirada. Foi, porém, erguida de novo com as pedras originais em 1957.

Foto 6 - Ponte Pietra.


Não posso ainda deixar de referir outro ponto de passagem obrigatório da cidade: o Castelvecchio, que se traduz à letra por “Castelo Velho”. Este é um exemplar gótico, compacto e de decoração bastante simples, com merlões em forma de M a toda a volta do castelo e muralhas, e rodeado por um fosso que na época estaria inundado pelas águas do rio Adige. Pessoalmente, a típica construção em tijolo vermelho, empregue tanto neste castelo como em grande parte das igrejas de Verona, causou-me alguma estranheza pela aparente fragilidade deste material, quando comparada com a robustez dos nossos castelos erguidos com blocos de granito ou calcário. Garante quem sabe que estas são bastante resistentes pela forma como são estruturadas, mas nem por isso o Castelo deixou de ficar danificado por altura das Guerras Napoleónicas, pela mão das tropas francesas em retaliação à Pasque Veronesi, uma rebelião protagonizada pela população local.

Foto 7 - Castelvecchio.

A pérola deste Castelo está, porém, no seu interior, onde fica o Museu do Castelvecchio. Aqui podemos encontrar desde vestígios romanos e medievais a belíssimas pinturas e frescos dos mais notáveis artistas italianos. De visita obrigatória e com algum tempo.
As igrejas, não só em Verona como por toda a Itália, são também autênticos museus de história da arte e, ainda que sejam numerosas, valem bem a pena ser visitadas.

Foto 8 - Igreja S. Giovanni in Valle (sec. VIII).

P.S.: Não posso deixar de fazer um apontamento. Deparei-me com uma rua com este nome e pensei “Olha, queres ver que afinal também há Katanos (ou Cattaneos) em Itália??”...

O tradicional Basquetebol de Monção


A análise deste instantâneo, obtido a partir das degradadas muralhas de Monção leva-nos á seguinte dúvida:

Ou em Monção as regras do Basquetebol têm especificidades próprias, e o campo pressupõe a existência de uma frondosa vegetação, ou então creio que a prática deste desporto está em franco declínio.

domingo, outubro 26, 2008

Grande estágio!




Finalmente de regresso, posso dizer que o Sábado foi quase um dia excelente, não fossem as ausências, mais que justificadas da Kataninha ;) que, finalmente de volta (já não era sem tempo!) resolveu trazer, para além do meu fettuccine, um vírus da gripe italiana, e da Sete_Luas que foi coagida a permanecer no Porto sob ameaça de ser deserdada.

Quanto ao estágio pode-se dizer que foi extremamente positivo pela quantidade de pormenores técnicos corrigidos e pela variedade de técnicas e treinos postos e prática. Venha o próximo.

Nas fotos pode-se ver um dos momentos mais aguardados: a prática de técnica de combate contra adversários armados com um punhal.

sábado, outubro 25, 2008

Allgarve

Efeitos da campanha de sedução do amigo Socas...

(Imagem recebida por e-mail)

A aldeia perdida de Colmeal

A Beta escreveu-me para pedir informações sobre uma aldeia abandonada que sabia existir "por estes lados". Decidi então aproveitar esse pretexto para escrever este artigo para mostrar, não só à Beta, mas a todos os leitores, este peculiar lugar perdido na Beira Alta.


A aldeia de Colmeal dá, ainda hoje, nome à freguesia na qual se insere, embora a povoação esteja abandonada desde a década de 1950. Situa-se num vale da Serra da Marofa, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.



Trata-se de um conjunto rural interessante, praticamente todo em xisto, e dominado pelo Solar dos Cabral, onde o navegador Pedro Álvares Cabral passou parte da sua vida. Aliás, sobre a porta de entrada encontra-se ainda um brasão da família Cabral, que apresenta um curioso erro de construção (1).


A Igreja da aldeia também é interessante, apesar do seu preocupante estado de ruína. A queda do estuque revelou os primitivos frescos com cenas bíblicas e motivos vegetais. Nas fotos, que aqui apresento, é possível ver aquela que será uma representação de S.Sebastião em duas camadas diferentes, um sinal de que terá havido uma reparação ou reconstituição da pintura numa época posterior.

No exterior um enorme brasão, muito desgastado, coroa a porta de entrada e, a toda a volta da igreja, na parte superior das paredes, existe uma banda de pintura decorativa em motivos vegetais.



Contudo, existe um outro ponto de interesse junto á localidade e que apenas em 2004 foi descoberto: as pinturas rupestres. Situam-se junto à povoação nos enormes penedos que ladeiam a ribeira do colmeal e tratam-se de representações esquemáticas de antropomorfos, datando do 3º Milénio a.C.. Foi aliás por causa desta descoberta que, movido pela curiosidade e pela necessidade de documentar o local, me desloquei ao Colmeal.

A pretexto destas pinturas, apresentei uma comunicação a 13 de Março de 2005, em Alijó, no âmbito das II Jornadas Transmontanas de Arqueologia, durante a qual falei também da aldeia de Colmeal. No final deixei no ar a proposta para que fosse criado nas ruínas de Colmeal um centro de acolhimento a visitantes que contivesse um centro interpretativo da aldeia e das pinturas, assim como uma unidade hoteleira. Seria com certeza uma excelente forma de trazer vida ao local, evitando que este desapareça irremediavelmente.



A história do abandono

Tendo origem na Idade Média, algures por volta do séc. XII, o núcleo populacional nunca se assumiu como povoação, mantendo sempre o seu estatuto feudal e pagando renda ao proprietário das terras até ao seu abandono definitivo. As terras onde se situa pertenceram durante muito tempo aos Condes de Belmonte, embora tenham depois sido sucessivamente revendidas, passando por vários proprietários diferentes.

Em 1957, um diferendo entre os habitantes e a proprietária daquelas terras sobre o aumento do preço da renda, culminou da pior forma quando o tribunal deu razão à proprietária e esta se decidiu pela expulsão dos habitantes. Às primeiras horas da manhã de 10 de Julho de 1957, um contingente da GNR fortemente armado e a cavalo entrou na povoação e forçou a as 14 famílias que aí moravam a abandonar as suas casas. Embora não esteja confirmado, há relatos de confrontos e mortes, o que não seria de espantar dado aquilo que estava em causa para os habitantes.

Estes acabaram por se fixar nas povoações anexas da freguesia ou partiram para outras paragens. Certo é que nunca mais puderam aqui voltar e hoje, nada resta para além de ruínas e memórias de uma vitalidade que ainda ecoa pelos muros despidos de Colmeal.

(1) Na heráldica, os animais são representados sempre virados para a sua direita (esquerda do observador), já que este é, desde sempre, considerado o "lado nobre" ("ele é o meu braço direito", "...onde está sentado à direita do Pai", etc). O que por vezes sucede é que, quando um nobre encomendava o brasão a um artífice, enviava-lhe um exemplar do seu selo, que poderia bem ser um anel, e que era usado para marcar o lacre das suas cartas. Se o artífice não fosse muito experiente ou se fosse mau artífice, olhava directamente para o sinete cuja imagem, obviamente, estava invertida, representando na pedra aquilo que via. Terá provavelmente sido aquilo que aqui sucedeu.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Amanhã... Braga!

Bom, esta tarde vai ser com certeza animada. Vou ter de andar a correr a fazer mil coisas para amanhã, às 6 da manhã, arrancar para Braga onde vou participar de um estágio/treino de um dia. Depois de alguns anos e do último estágio em Vila Velha de Ródão (em mil nove e carquejas) espero não estar demasiado enferrujado.

Sete_Luas, como é? Dispões de capital para ires até Braga pagar o belo do cafézinho ou, vá, do Isostar (só para manter o espírito desportivo).

O dia em que ganhei a lotaria em Espanha - Conclusão

Ver também: Parte 1 - Parte 2
Resumo

Depois de ter recebido um e-mail anunciando que havia ganho um prémio de lotaria no valor de 610.000 euros, percebi que se tratava de uma típica Fraude de Lotaria / Lottery Scam. Fingi-me interessado e solicitei mais informação ao burlão.

Após ter reteirado que se tratava de um assunto sério, o indivíduo solicitou-me vários dados pessoais ao mesmo tempo que pediu o máximo de sigilo. Enviei os dados pedidos tendo o cuidado de enviar, evidentemente, dados falsos.


Novo e-mail

Finalmente eu estava perto de receber os 610.000 euros. O e-mail que recebi em seguida foi bem claro: o Banco "La Caixa" já havia confirmado que o dinheiro seria depositado na minha conta (com NIB do Millennium BCP, embora sendo uma conta do BPI) nas próximas 24h.

Para confirmar e cumprir as formalidades burocráticas (algo chamado EVC e um seguro), eu teria simplesmente de enviar 270 euros, via Western Union, para o endereço que desde a 2ª mensagem se encontrava no rodapé, embora o nome do destinatário fosse agora outro. Seria finalmente o nome do burlão ou simplesmente outra camuflagem? Seja como for, é este o objectivo primordial da burla. Procura-se aliciar as pessoas com um prémio fabuloso, ainda por cima numa altura de crise, levando-as a pagar essas "taxas" burocráticas, não obtendo depois nem os 610.000 euros, nem os 270 euros.

Para reforçar a credibilidade da mensagem, esta era acompanhada de um certificado que, no meio de frases sem sentido e siglas incompreensíveis, continha uma frase forte "Este certificado é garantia irrevogável de pagamento de prémio".





Obviamente que a minha resposta foi a mais esperada, tendo perguntado se não seria possível deduzir os 270 euros do prémio. Na volta recebi mais um e-mail, desta vez quase telegráfico, dizendo que eu teria de enviar o dinheiro até ao início desta semana e que não era possível deduzi-lo do meu prémio.


Contactos com a polícia

Já com bastante material e referências em mãos, entrei em contacto via e-mail com a Guarda Civil espanhola, reencaminhando as mensagens que havia recebido para o Grupo de Delitos Telemáticos.

Ao mesmo tempo, entrei em contacto telefónico com a Polícia Judiciária que me aconselhou a dirigir-me ao posto local da GNR para apresentar os meus dados. Aí, encontrei-me com os elementos do Núcleo de Investigação Criminal, a quem entreguei o dossier completo, com cópia de todos os e-mails e uma carta descrevendo o caso. Foi-me então garantido que o caso seria levado à reunião bi-mensal entre a GNR e a Guardia Civil.

É óbvio que não espero que estas acções levem à detenção do ou dos supostos burlões. Contudo espero pelo menos que este caso sirva no mínimo para acções de divulgação ou, na pior das hipóteses, caso alguém seja efectivamente burlado por estas pessoas, que ajude as investigações.

Quanto a mim, continuei algum tempo a divertir-me com o burlão, acabando por me fazer passar por um fanático religioso ao concluir que, como eu não tinha conseguido obter os 270 euros, interpretava isso como um sinal de Deus e que não era suposto eu ter o dinheiro.

Acabei por pedir que o mesmo fosse dado a obras de caridade e despedi-me pedindo desculpa por todo o incómodo.

No último contacto, o Sr C.B, a.k.a. P.V., acabou por ser extremamente cordial, agradecendo o meu gesto e desejando-me a melhor sorte.

Quem disse que os burlões não têm ética?

quinta-feira, outubro 23, 2008

"O meu nome é Lumba. Columba"

Faço aqui um pequeno interlúdio nos artigos sobre o Caso da Lotaria Espanhola para partilhar uma notícia tão incrível quanto absurda:

Dois pombos foram acusados de espionagem no Irão. Ao que parece, as duas aves foram capturadas na zona central do país, junto ao famigerado complexo de enriquecimento de urânio (embora uma delas tenha sido capturada a dezenas de quilómetros do local). Aparentemente, o que levantou suspeitas foi o facto de as aves estarem equipadas com "fios invisíveis" e "anéis metálicos".

Segundo consta, este não é o primeiro caso do género pois, no ano passado, foram detidos 14 esquilos também eles acusados de espionagem.

Podemo bem dizer que, se estivessemos no Irão, as osgas que se avistam em Telheiras já não andavam aí a chatear ninguém.


Na fotografia distingue-se claramente um pombo espião no meio da amálgama dos seus congéneres.

quarta-feira, outubro 22, 2008

O dia em que ganhei a lotaria em Espanha - II

Ver também: Parte 1 - Parte 3


Como já referi no artigo anterior, após a recepção do e-mail que me avisava da atribuição de um suposto prémio de 610.000 euros, remetido através de um e-mail italiano, resolvi responder para ver até que ponto iria este esquema de burla e quais seriam os argumentos mais fortes e mais fracos do ou dos burlões.

Fingi-me supreendido, incrédulo e perguntei o que tinha que fazer para receber o prémio. Em resposta recebi um novo e-mail, desta vez remetido por um e-mail espanhol por uma pessoa de nome diferente do remetente do primeiro, que me confirmava a veracidade do prémio.


Referia depois que após a entrega do prémio, por cheque ou transferência bancária, seriam cobrados 5% em comissões (há aqui uma preparação do espírito do "vencedor" para a existência de cobranças de comissões).

Em seguida eram solicitados vários dados: nome, morada, telefone, profissão, nome e morada do meu banco, NIB e código SWIFT. Após a lista dos dados que eu deveria enviar, era então pedido o máximo sigilo devido a "confusões" com números e nomes que poderiam "complicar" a entrega do prémio.

O objectivo deste último pedido é tão somente o de evitar que a vítima da burla, ao divulgar a notícia que recebeu um tão surpreendente prémio, seja informada por alguém mais esclarecido sobre a real natureza desta comunicação.

No rodapé da mensagem constavam agora uma morada em Madrid e um número de telefone.


Mais um "teste"

Em resposta a este e-mail, voltei a dar uma ideia de completa ingenuidade para reforçar a confiança do burlão, dizendo que já tinha todos os dados ... excepto o SWIFT pois eu não sabia o que isso era.

Na volta, recebi outro e-mail, desta vez do mesmo endereço do anterior (na verdade não voltaria a mudar), dizendo-me que os mais importantes eram mesmo os restantes dados e que o SWIFT não era relevante. Obviamente, nenhum dado solicitado era relevante para que a burla acontecesse mas eram estritamente necessários para criar uma imagem de credibilidade e de legitimidade, desta suposta entidade que atribui prémios de lotaria.

Inventei então dados falsos e, como meu banco, referi o BPI. Por outro lado, inventei um NIB identificável como sendo do Millennium BCP, tendo o cuidado de criar um NIB consistente, ou seja, um NIB que estivesse em conformidade com os seus dígitos de controlo (os 2 últimos).



Recebi então mais um e-mail dando-me conta que os dados enviados já haviam sido remetidos para o banco espanhol La Caixa.

Curiosa contradição é logo a seguir pedirem para confirmar todos os dados para que o pagamento possa ser processado. Teria sido mais lógico confirmar os dados antes de os remeter ao banco mas, desta forma, envolvendo o nome de um grupo bancário espanhol, a vítima fica mais convencida da veracidade da fraude, não questionando sequer estes detalhes. É um pouco isto que acontece naqueles e-mails de aviso de novos tipos de vírus informático para os quais "não há vacina" e cuja existência é "confirmada pela Microsoft e pela AOL e CNN", os conhecidos Hoaxes.

Referia-se também no e-mail que os detalhes pendentes para a concretização do pagamento seria resolvidos apenas eu confirmasse as informações enviadas, coisa que fiz. Então o caso ganhou contornos de comédia...

terça-feira, outubro 21, 2008

O dia em que ganhei a lotaria em Espanha - I

Ver também: Parte 2 - Parte 3


Há semelhança do que acontece com praticamente todos vocês, é frequente virem parar à minha caixa de e-mail diversas mensagens que se podem classificar genericamente como SPAM (o Vidal já aqui falou sobre isso há uns tempos).

Há cerca de duas semanas, de entre muitas mensagens que me aconselhavam a comprar os mais diversos tipos de acessórios ou que insistiam em tecer considerações nada abonatórias em relação à dimensão do meu pénis, houve uma que me chamou a atenção.

Tratava-se de uma mensagem remetida por um tal de EURO MILLION PROMOTIONS / PRIZE AWARD DEPT, enviada através de uma conta de e-mail italiana e que me informava de que eu acabara de ser contemplado com um fabuloso prémio de 610.000 euros, soma que, tendo em conta a conjuntura económica actual, até poderia dar algum jeito.

Decidi então fazer algo completamente diferente do habitual e respondi à mensagem. A troca de e-mails acabou por se prolongar por duas semanas e constitui um verdadeiro caso de estudo sobre segurança on-line, tendo acabado por envolver a Polícia Judiciária, o Núcleo de Investigação Criminal da GNR e a Guardia Civil de Espanha.

Nos próximos artigos irei desenvolver este tema, publicando também toda a troca de mensagens entre mim e um sujeito que usou 3 nomes diferentes.

Vamos lá substituir o Hino

O conhecido humorista Nuno Markl publicou no seu blog um artigo no qual apela à mobilização geral para a assinatura da petição que visa substituir o Hino Nacional, aquela canção gira que toda a gente canta antes dos jogos da Selecção (todos como quem diz, os jogadores portugueses que não nasceram em Portugal parecem sempre confusos), pela canção dos Deolinda, Movimento Perpétuo Associativo.

Ora bem, o que tem piada acaba por nem ser o apela à subscrição mas sim os muitos e "bons" comentários que o artigo provocou.

Quanto a mim, não só apoio como ainda vou mais longe, tal como o disse em comentário a esse artigo: sou completamente a favor da substituição do Hino! Além disso até acho que se devia obrigar cada jogador brasileiro que pretenda jogar na Selecção Nacional a saber o novo Hino de trás para a frente antes de calçar. Para além disso, também acho que se deviam obrigar todos os portugueses a cantar o novo Hino pelo menos uma vez por ano, para além das ocasiões em que joga a Selecção Nacional. Seria um bom exercício.

A ver aqui.

Um muito obrigado à Cláudia por esta dica! :)

segunda-feira, outubro 20, 2008

Serviço Público

O que irão ver de seguida é aquilo a que se chama de verdadeiro serviço público.
Um momento que irá mudar radicalmente a vida de todo o Portugal.
A lavagem auto como deve de ser:

video

Choque tecnológico II

Esta questão de dificuldade no manuseamento das pens por parte do Sr. Ministro das Finanças, se é que foi mesmo ele, vem completar aos meus olhos um aparente quadro geral de pouca habilidade dos membros deste Governo perante as novas tecnologias, chegando mesmo a roçar o seu quê de ignorância. Poderão estar a pensar "Olha, este é da oposição e diz mal de tudo e de todos" mas nem se trata do caso até porque, ao longo da minha vida, já votei por 2 vezes (que eu me recorde) em José Sócrates. Só não sei se o irei fazer uma 3ª vez mas isso logo se verá.

Bom, mas tudo isto para falar de uma intervenção que me ficou na memória por parte do nosso estimado Ministro da Ciência, Ensino Superior e Tecnologia (tudo isto ao mesmo tempo!), o Dr. Mariano Gago.

Na altura, no ano da graça de 1999, quando era o Ministro da Ciência e da Tecnologia, viviam-se alturas de uma certa paranóia gerada pelo famosíssimo Bug do Milénio, um problema na arquitectura interna dos computadores que fazia prever alguns problemas quando as datas passassem de 31/12/1999 para 1/1/2000, uma vez que se temia que alguns sistemas assumissem o ano de 1900 e não o ano 2000. Isto teria, segundo os mais pessismistas, funestas consequências ao sistema bancário, por exemplo.

Foi nesse contexto que Mariano Gago foi entrevistado por um jornalista mais afoito que lhe perguntou se o Governo estava preocupado com o Bug do Milénio. Perante a questão, Mariano Gago demonstrou um inesperado desconforto mas respondeu a pérola que me ficou na memória:

"Não estamos preocupados porque o Governo tem os seus sistemas protegidos com os mais modernos anti-virus".

O que equivale por exemplo a:

-"Está preocupado com o estado em que o tornado que se aproxima vai deixar a sua casa?"
-"Não, porque eu tenho um bom sistema de alarme ligado à polícia."

ou ainda a:

-"Acha que o mau tempo que se avizinha, com ventos de 234 km/h, vai destruir a sua cultura de trigo?"
-"Não, porque eu tenho bons pesticidas."

Mas pronto, se calhar sou mesmo eu que estou a ser picuinhas.

Choque tecnológico

A Pen da discórdia


Foi atribulada a apresentação do Orçamento de Estado para 2009. Se na véspera a apresentação foi adiada devido a "problemas informáticos", uma designação muito vaga que tanto pode significar que os computadores explodiram como que os utilizadores copiaram o ficheiro errado, já no dia da apresentação a coisa também não foi muito famosa e, segundo os boatos que correram pela imprensa, o ficheiro que o Sr Ministro transportou numa pen, estaria incompleto. Das dificuldades do manuseio do complicado dispositivo portátil de armazenamento de informação até uma eventual de hardware, as explicações para tal não são unânimes.

Teixeira dos Santos com um aparente bom humor, afirmou que até um computador Magalhães conseguiria abrir aquele ficheiro. Nós por aqui tomamos a liberdade de acrescentar que sim senhor o Magalhães abriria aquele ficheiro, mas só se estivesse a ser utilizado por um daqueles senhores professores que receberam formação no uso do mesmo e que, inclusive, sabem cantar tal como podemos constatar no vídeo abaixo:







Este Magalhães está a dar cabo de mim


Essa formação foi aliás outro momento alto da semana e foi bem descrito por um dos intervenientes na formação, o professor e coordenador de TIC Paulo Carvalho, no seu blog.


Curiosamente a formação de 2 dias começou também com uma rábula à volta de uma pen. Ao que parece, a Intel, entidade responsável pela organização da formação, preparou cerca de 100 pens com o conteúdo de apoio da formação para distribuir aos participantes... que eram cerca de 200.


A seguir, os presentes foram brindados com uma formação manifestamente multicultural, um verdadeiro hino à Globalização, uma vez que tiveram direito a apresentações em inglês, proferidas com sotaque russo e apoiadas em diapositivos Powerpoint em português. Claro, que todo o discurso foi convenientemente traduzido para português por um grupo de senhoras expressamente contratadas para o efeito. Tudo isto pontilhado por diversos problemas de ligação à rede local que ninguém conseguia resolver.



À tarde a coisa pelos vistos animou. Sob a orientação de 3 senhoras da Intel, os professores/formandos presentes foram aliciados, com a promessa do sorteio de 3 fantásticos Magalhães, a inventar canções sobre o Magalhães, de preferência com alguma dramatização à mistura. Para reforçar a determinação dos participantes, informou-se em alto e bom som que quem não participasse não teria direito a entrar no sorteio.


Segundo consta, poucos foram aqueles que se recusaram a participar em algo que estava referenciado no programa oficial dos 2 dias de formação como "Jornada de Trabalho com a Intel".


A mim, custa-me a acreditar que os professores se tenham prestado a este tipo de "performance" artística numa sessão onde, supostamente, deveriam estar a receber formação relativamente ao uso do Magalhães e não a agir como ovelhinhas amestradas numa sessão que afinal e ao que parece, era de promoção. Já agora pergunto: quem é que financiou esta originalidade?

Pesquisas do Katano

Não cesso de ficar surpreendido com os termos de pesquisa que trazem as pessoas a este blog. Desta vez, alguém chegou aqui pesquisando:

"Fazer uebe chou"

Presumo que se tratasse de uma pesquisa de alguém que pretendia saber como se faz um WEB SHOW mas que, pelos vistos, aCHOU que o famigerado Acordo Ortográfico contemplava também as línguas de génese anglo saxónica.

Seja como for e porque, como a Cláudia referiu, este é um blog verdadeiramente pedagógico (arriscamo-nos a dizer de verdadeiro serviço público!), aqui fica um vídeo com dicas para quem quiser fazer Ueb... perdão, Web Show:


sábado, outubro 18, 2008

A presto!*



Pois é! Vou ausentar-me por uns dias deste nosso cantinho da Europa e verificar como é que a crise económica nos E.U.A. se está a repercutir uns países aqui ao lado, mais propriamente em Itália. Só espero que a produção de pasta não tenha sido afectada ou verei o meu plano alimentar drasticamente ameaçado!

Aproveitarei também para tirar a limpo a história das tarifas de estacionamento e saber quais os documentos a espo... quer dizer, a expor.

Prometo publicar aqui algumas fotos quando voltar (mas só se quiserem muito...).

Ciao!

* que é como quem diz: "Até breve!"

Imagem: Grand Canal de Veneza, Renoir, 1881.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Última aquisição



"Em começos de quinhentos, el-rei D. Manuel entregou a Duarte de Armas, hábil debuxador (desenhador) e escudeiro de sua Casa, o encargo de vistoriar as fortalezas, que constituíam a nossa primeira linha defensiva face ao país vizinho, a fim de se inteirar por forma invulgar acerca do seu estado de conservação."

da obra


Trata-se de um livro notável pelo qual me apaixonei há cerca de 10 anos atrás quando pela primeira vez tive oportunidade de o ler e que, em boa hora, foi novamente publicado em 2006 pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo e pelas Edições Inapa, desta vez em edição facsimilada.

Neste livro, é possível ver os desenhos em duas perspectivas diferentes de todas as fortalezas de fronteira do séc. XVI, muitas das quais já hoje não existem ou estão extremamente alteradas, e ainda uma planta de cada uma delas.

A lista de povoações é composta por:


O Castelo de Castro Laboreiro no séc XVI (digitalização parcial do desenho) e actualmente

Sobre a questão do casamento entre homossexuais

A polémica actual, relativamente ao casamento entre homossexuais, é uma questão a que o Governo fugiu com a conveniente desculpa de "que ainda não é a altura certa pois há assuntos mais importantes a tratar". Trata-se de uma atitude cobarde e eleitoralista pois, na iminência de eleições e com este preconceito de que os homossexuais são uma minoria insignificante, não era sensato chocar a opinião pública conservadora e hipócrita que ainda domina este país. Por algum motivo estamos na cauda da Europa enquanto nos agarramos (nós pois, por arrasto, também faço parte do país) às "glórias" e valores de antigamente como se isso servisse para alguma coisa. Até quando continuaremos com esta mentalidade nitidamente fora de prazo que, aqui e ali, ainda consegue tocar o fundamentalismo a que noutras paragens se assiste?


Seja como for, não é minha intenção dissertar sobre o tema uma vez que a "nossa" Sete Luas já o fez, enviando-me hoje um artigo que merece ser publicado e que, melhor do que eu alguma vez o faria, descreve o rídiculo e a irracionalidade da situação. Aconselho ainda uma passagem pelo A Asneirada onde a Juanita também abordou o tema e, já agora, por uma interessante ironização da realidade Sul Africana que encontrei na web.


Obrigado Sete Luas!



Carta aberta a alguém “de direito”:

Antes de começar queria recordar que até 1982 o termo homossexual definia um criminoso, porque amar-se alguém do mesmo sexo era crime. Sim, falamos em amor, porque os homossexuais também sentem da mesma forma que os senhores só que, provavelmente, não de forma tão hipócrita. Um homossexual não é um deficiente ou um doente mental, como foi entendido até 1999 (fechem a boca, não me enganei nos dígitos é mesmo isto), cuja “doença” conduz o sentimento para a depravação moral dos bons costumes, um homossexual é um ser humano com personalidade jurídica e consciência cívica, com sentimentos defeitos e qualidades mas, por qualquer motivo que desconheço NÃO PODE contrair matrimónio.

Ah e tal porque se aprovarmos o casamento dos homossexuais vamos ter de começar a pensar na adopção, alegam os pobres de espírito sem capacidade de argumentos mais construídos. Ah e tal, saibam vossas excelências que as famílias monoparentais são admitidas há muito tempo peça constituição, assim como a adopção monoparental e, assim sendo, só por ignorância ou simples abstracção da realidade podem acreditar que os casais homossexuais portugueses, hoje em dia, não adoptam e criam crianças tão bem (ou melhor) que qualquer um dos senhores…

26 anos passaram desde 1982, muito se evolui alegam alguns mas, continuamos a ser O ÚNICO PAÍS DA EUROPA que não contempla o casamento homossexual. O partido do governo optou por adiar a questão, a desculpa? As mesmas do costume "O assunto não é prioritário"; "O mundo está em crise económica.” "Não houve ainda debate suficiente". Srs. deputados, por o mundo estar em crise económica os direitos individuais de cada um são relegados para segundo plano? Ora portanto, assim sendo, suspendamos o acesso à saúde que é um direito mas é um direito social. Tiremos os alunos das salas de aula, é um direito mas é social.


Ah pois, já entendi, os homossexuais são uma minoria, compreendido, suspendamos então a totalidade do artigo 13º da Constituição da Republica portuguesa:

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.”,

afinal estamos em plena crise económica, o social não é importante…. E mais ainda, no mesmo artigo

2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

ora portanto, como dizia sr. ministro? Privado de qualquer direito? Ou será que só conta a parte do isento de qualquer dever? Ah bom, isto deve ser baseado no principio da igualdade aristotélica, tratar igual o que é igual e diferente o que é diferente mas, sr. ministro, isso não se aplica somente aos casos de deficiências e afins, os homossexuais já saíram dessa categoria não já? Ah se calhar casa não é um direito, ora mas voltemos a texto chave da nossa democracia, artigo 36º:

Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade”,

afinal, é um direito… e ali diz todos, deixem-me ver se é a minha constituição que está incompleta e no portal do governo tem alguma nota a dizer: “todos menos os homossexuais, mas em plena igualdade na mesma” não… também não tem….

E se nos deixássemos de idiotices? De hipocrisias? Se até no próprio Código Civil o casamento é descrito como um contrato, o que está lá a fazer a expressão “entre pessoas de sexos diferentes”? É o acesso a esse contrato que fará com que os homossexuais passem a ter uma vida em conjunto, a viverem juntos, a adoptarem, a terem relações sexuais sem vista à procriação?


Não sejamos líricos meus senhores, isso acontece todos os dias, na porta ao lado da vossa… Não é um contrato que altera a realidade, os homossexuais existem, coexistem e coabitam… e embora possa parecer pouco importante AMAM! E agora os profetas da desgraça diziam: “mas se é um contrato e se não altera a realidade porque tanto “alarido””… Eu respondo, porque é a definição do contrato que limita o direito e, meus senhores, a luta aqui é pelo direito! E um direito dá-se a quem (e perdoem-me o pleonasmo) de direito sem ser preciso tanta conversa de chacha, argumentação oca, preconceitos retrógrados e intenções eleitoralistas.


imagens retiradas daqui e daqui

quinta-feira, outubro 16, 2008

Foto-reportagem: O III Encontro Taska Force / República do Katano

Foi em grande pompa e circunstância que decorreu o tão aguardado III Encontro Taska Force / República do Katano, desta vez no Fundão, depois de ter acontecido por terras de Nogueira de Cravo e Carrapichana (creio que foi nesta última edição que a crise económica mundial começou).

Com impaciência e expectativa no espírito, a Organização levantou-se cedíssimo com o intuito de se dirigir à Gardunha para efectuar a apanha da castanha e a recolha da caruma (a apanha e a recolha são duas actividades completamente distintas) para o magusto dessa tarde e até porque ameaçava chover ao longo do dia.

Aos poucos, os convivas foram começando a chegar mas aqui deu-se o primeiro contratempo. Confiando provavelmente que os túneis da Serra da Estrela já estariam abertos e transitáveis, a secção de Além Estrela chegou com um atraso de 1h, inviabilizando logo à partida a realização da sessão de acolhimento, com o respectivo petisco, na República do Katano. Impõe-se deixar aqui uma palavra de apreço para a representação de Vouzela que, querendo estar à altura do sensacional ineditismo sua participação, chegou a tempo e horas.

Assim, a reunião acabou por acontecer já no restaurante As Tílias, num momento de profunda emoção e expressão de saudade aliviada que provocou mesmo lágrimas no rosto de alguns dos presentes. Bom, na verdade acabámos por verificar que, afinal, estava era a chover pelo que ficar parados à porta do restaurante era uma idiotice.


O almoço do Katano

O almoço do Katano decorreu sob os auspícios da inigualável hospitalidade da D.Etelvina e da nossa Cláudia, que teve a gentileza de nos preparar uma pequena recordação. Feitas as apresentações (processo durante o qual a Organização aproveitou para tomar notas sobre quem ia e não ia ao blog) passou-se ao repasto propriamente dito.

Curioso foi verificar a aparente tensão do Visconde que comia como se não houvesse amanhã enquanto olhava para o relógio e para o programa oficial do Encontro, como se o móbil da sua vinda fosse apenas a atribuição do prémio da Liga Zé do Boné / Betadin 2007/2008 e não o saudável convívio que preencheu todo o dia.

Seja como for, não conseguimos depois confirmar isso pois, mal recebeu o prémio, a família Visconde pôs-se em fuga não dando hipóteses a quaisquer questões que pudessem ser colocadas.

No final da refeição, após a prova de um magnífico licor de cereja oferecido pela casa, houve ainda tempo para uma sessão de formação em metrologia onde, graças ao Vidal, ficámos a saber quanto custa um copo de licor de cereja ao preço de frango assado, batata a murro e feijoada de favas.


O Vidal acaba de descobrir que o Vítor não consulta o Blog do Katano após cada refeição e não se coibe de o denunciar logo ali.


Um aspecto do almoço do Katano de plena reflexão sobre o tema "A minha sobremesa é melhor que a tua?"

Ainda traumatizado pelo custo da refeição do último Encontro, desta vez o Visconde resolveu jogar pelo seguro e trouxe a sua própria refeição de casa.


Wolverine23 não cabe em si de contente ao receber o prémio para a melhor pontuação numa jornada mas, especialmente, pelo fabuloso objecto decorativo de iluminação azul e branco que irá a partir de agora iluminar a sua residência ao mesmo tempo que o ajudará a prever os próximos resultados do tricampeão e, finalmente, que poderá também servir de objecto de arremesso caso pretenda repreender a actuação da equipa de arbitragem dos jogos do FCP.



A quase comovente expressão de alegria do Visconde quando, após ter recebido o certificado de Campeão da Liga Zé do Boné/Betadin 2007/2008 declarou "Acende a lareira com esse papel e vê se passas para cá mas é a vinhaça!". Uma das condições que impôs para não armar logo ali um salsifré foi que a pessoa que entregasse o prémio portasse um cachecol do Sportem. Sacrificando-se em prol da Ordem Pública, o proprietário do Blog não teve outra hipótese.


À solta em Castelo Novo



Após uma breve passagem pelo Solar dos Caetano para carregar apenas o indispensável para a jornada que se seguiria (castanhas, caruma e jeropiga), a comitiva arrancou célere para Castelo Novo, uma das Aldeias Históricas de Portugal, onde, para além da traça medieval ainda presente nos arruamentos e construções, os convivas puderam ainda avistar a mítica Penha da Serra da Gardunha, local sob o qual se encontra o Cosmódromo que serve os OVNIS da região.

Após uma pequena volta pelo Castelo e uma passagem por uma simpática loja onde foi possível encontrar uma estátua de J.C. na cruz, pescando com aquilo que tem à mão, a comitiva seguiu para Alcongosta, para o tão aguardado magusto.





Com a respiração sustida devido à imponência da paisagem, a comitiva detém-se por momentos sobre as muralhas do arruinado castelo. Enquanto o Vítor se apercebe que deixou cair uma moeda de 1 Euro, o Davidzinho aproveita para impressionar tudo e todos com o relato das suas experiências com castelos e pedras de granito, isto enquanto o Sandro fica subitamente na dúvida se terá deixado ou não a dose diária de centeio ao seu animal de estimação (que não produz leite) e o Vidal se interroga se aquela chaminé fumegante ao longe pertence ou não a uma tasca.



Momento em que o Xamane acaba de conseguir fotografar pela primeira vez na vida um OVNI da Gardunha, neste caso um genuíno modelo Venusiano de 4 escotilhas e abas rebaixadas, e já pensa no estrelato.


Nevoeiro na Gardunha

O magusto foi outro dos momentos altos do dia. Para além da castanha assada, houve ainda tempo para improvisar um churrasco se bem que, para isso, tenha sido necessário mobilizar os participantes para recolher lenha no pinhal ao lado.

Nitidamente pouco habituados a fazê-lo, houve gente que simplesmente ignorou as pinhas e os ramos secos que se encontravam aos seus pés e tentou obter o combustível golpeando os ramos inferiores dos pinheiros. Cremos mesmo ter ouvido "Cá em cima a lenha é mais fresquinha" embora tal possa ter sido apenas fruto da nossa imaginação.

Este momento foi também aproveitado para realizar uma experiência científica relativa ao estudo dos efeitos da jeropiga no organismo humano a grandes altitudes. Neste particular, há que elogiar a prestação do Wolverine23 cujo contributo significou um avanço de vários anos para a ciência.

Momento em que finalmente, após várias tentativas mal sucedidas, a fogueira começa a gerar calor suficiente para assar uma castanha. O Xamane aproveita então para reunir na ponta do seu pau (salvo seja) fuligem suficiente para logo a seguir assinar o seu nome nas calças do camarada que se encontra ao lado.


Entusiasmado pelas palmas dos convivas, que já desesperavam e que vêem finalmente desenhar-se a possibilidade de comer castanhas, Xamane resolve brindar toda a gente com uma demonstração de uma tradição popular: fingir que é Sergei Bubka a brincar aos santos populares. O certo é que acabou ali por estabelecer o record mundial de altura na modalidade do Salto Sobre a Fogueira do Magusto com Vara Torta


A Organização prometeu, a Organização cumpriu: houve nevoeiro no Encontro do Katano! No meio da confusão, o Wolverine23 pega numa brasa em vez de pegar numa castanha ao mesmo tempo que se interroga porque é que subitamente cheira a carne assada. Entretanto, a Joana julga ter visto D. Sebastião que regressa finalmente de Alcácer Quibir em grande tropel com a sua cavalaria e com um impressionante carregamento de tapetes marroquinos para vender como se de Arraiolos se tratassem para, dessa forma, resgatar o país da crise económica em que se encontra.


Com crise ou sem ela, a verdade é que a Organização não se poupou a esforços para alimentar as bocas que participaram no Encontro. Eis um raro instantâneo onde, sob um telheiro que mais tarde se constatou ser de madeira, como tal adequadíssimo a servir de cobertura a um conjunto de grelhadores, o proprietário deste blog semeia as brasas sob toda a carne que sobrou para o seu jantar.


Por falar em crise, afinal constatou-se que não era D.Sebastião que regressava de Marrocos com a sua comitiva mas sim duas meninas não identificadas, nem por isso menos famintas, que, tendo ao longe sentido o cheiro a alimento, ali se haviam dirigido para implorar por comida. Num impressionante momento de solidariedade, foram brindadas com uma panóplia de castanhas, 52 cêntimos e uma garrafa de 33 cl de panaché para dividirem entre si.

terça-feira, outubro 14, 2008

Dificuldades editoriais

Caros leitoras e leitores

Devido a um inusitadamente agitado início de semana, não me foi possível, como estava previsto, publicar a reportagem sobre o Encontro do Katano. O dia de hoje, que começou às 5h30 da manhã, promete ser longo (devo chegar a casa lá para as 22h) mas tentarei lá para o final do dia publicar algo até porque já chegaram à redacção as fotografias do evento.

Fica aqui para já um instantâneo no qual é possível perceber a fervorosa adesão ao convívio e a forma como ela é transversal em termos etários. Neste caso, o pequeno Visconde júnior mostrando talvez algum enfado perante a constância do conteúdo do seu biberão (falta só a pequena Elisa com a sua t-shirt d'A Funda São):





Postas a fermentar para publicação a seguir à mega reportagem:


Chamar a polícia pelo Messenger
O dia em que ganhei a lotaria em Espanha

segunda-feira, outubro 13, 2008

Rescaldo do Encontro do Katano - Preâmbulo

Um verdadeiro e dramático sucesso. É desta forma que se pode definir o III Encontro Taska Force / República do Katano que ontem terminou. 

Nas próximas 24h será aqui disponibilizada a reportagem oficial, com o relato de todas as incidências e entrevistas com os protagonistas, tudo isto com uma extensa reportagem foto-videográfica.

Para já, aqui fica um dos momentos da noite:



Perdidos na Serra da Gardunha e tendo esgotado os suprimentos de morcela (Sete_Luas, estava deliciosa!!), carne grelhada e castanha assada, os convivas ainda famintos ficam dominados por um desespero irracional, ditado pelo instinto básico de sobrevivência, e decidem sacrificar o elemento mais comilão e que melhor perspectiva de um bom repasto oferecia.

O Vítor, como indivíduo determinado que é, não se fez rogado e deitou mãos ao petisco que, como se pode constatar, já levava sal q.b.. É possível ainda ver a preocupação no semblante do Xamane perante a perspectiva de ter de preparar uma peça tão grande com tão pouca brasa.

Fotografia por Wolverine23

sexta-feira, outubro 10, 2008

Laivos de Opressão

O artigo sobre praxes motivou alguns comentários entre os quais destaco o da Cláudia que pela sua relevância, aqui merece ser publicado.

Numa democracia todos somos livres, no entanto existem quase governos paralelos que são muitas vezes manipulados por ditadores que raramente deixam os outros agir livremente e não interessa que tenham escrito na constituição “és livre de dizer não”. As formas de coação são variadas.

Não haverá altura mais conveniente para falar deste assunto do que precisamente, o começo da ano lectivo. Refiro-me claro está, às praxes. Para justificar o meu conhecimento de causa, para que não seja isso posto em causa mais à frente, identifico-me já como estudante na Escola Superior de gestão do Instituto Politécnico de castelo Branco e, apesar de com a categoria de trabalhadora/estudante essa vaga das praxes não me afectar muito, a mesma situação não aconteceu quando fui “caloira” na UBI e a indiferença perante o que se passa no meio académico já não me satisfaz.

Este meu ressabio começou com uma simples pergunta a uma colega de turma, tenra jovem de 17 anos que foi “É verdade que vos proibiram de falar com quem não aderiu às praxes?” e para meu inconformismo a resposta foi “sim, disseram-nos para não falarmos aos ” e este curto diálogo levou-me a dissertar.

Gostava primeiro de esclarecer o que é anti. Um “anti-praxe” é supostamente contra as praxes, no entanto não se opõe que os outros participem nela, não obriga ninguém, sob nenhuma forma, a aceitar ou a realizar uma praxe. O inverso já não acontece. Como referi no parágrafo atrás, incitam os colegas a tratar outros de forma diferente só porque têm ideias distintas de como deve ser feita a integração na vida académica. Para reforçar a ideia, uso um exemplo exagerado: Hitler era antijudaico, no mais verdadeiro sentido da palavra. Não respeitou, não tolerou e achou que a solução passava por chacinar todos os judeus. Pergunto-me o quão diferente serão estas formas de racismo, porque sim, é de racismo que vou falar.

Ainda usando Hitler como exemplo vemos que um, e somente um homem conseguiu influenciar milhares e faze-los acreditar que a diferença que havia entre dois povos era de faço relevante para a humanidade. Se um homem influenciou milhares não conseguirão centenas influenciar dezenas?   

Todos os anos o rácio de alunos é de centenas de alunos veteranos para dezenas de caloiros, veteranos esses cujo o único poder que têm é de moldar mentes, pois assim como qualquer adulto verga a vontade de uma criança de 6 anos, mais facilmente alguém com um pouco mais de à vontade consegue manipular a mente de um adolescente (porque não me venham dizer que aos 18 anos se é adulto!), principalmente quando esse está debilitado, sozinho, sem amigos, longe de casa, sem o apoio familiar com que sempre contou e anseia portanto por aceitação no novo meio. Mais facilmente vergará esse adolescente (apesar de nunca ser obrigado a nada) do que qualquer outro animal e creio que isso não é difícil de entender. 

Nesse processo de aceitação é-lhes incutido então a ideia de racismo através de chantagem porque se não participarem nas praxes serão socialmente excluídos e como tal deve também excluir os anti-praxe. Tudo isso me soa muito estranho já que no mundo académico se devia antes fomentar o trabalho de equipa e companheirismo mesmo entre pessoas com ideais diferentes, porque afinal de contas é a diversidade de opinião que nos enriquece enquanto humanidade, mas em Portugal incentiva-se mais este “racismo autorizado” e no meio académico é muito bom ver que se pode conviver amigavelmente com um negro, um democrata, um Jeová, um cigano, um católico ou até mesmo um monarca mas nunca se aceitará uma pessoa que não acredita que o melhor modo de se integrar no meio académico são as praxes. Nisso é que não se podem contrariar!

Quem está a ler isto já pensou no mínimo meia dúzia de vezes na frase “Mas é a tradição.” E eu tenho a dizer que realmente seguir os hábitos e costumes dos nossos avós seria interessante e lembro-me que no tempo dos meus avós as mulheres ficavam em casa e os homens iam trabalhar para o campo. No tempo dos meus avós as mulheres casavam virgens! No tempo dos meus avós, eles próprios não estariam a ler isto porque simplesmente não sabiam ler e no tempo dos meus avós um esmagador número de estudantes universitários não o seriam, simplesmente porque teriam que trabalhar no campo ou ajudar as mães nos afazeres domésticos. Olhando ainda mais para trás, as praxes sempre andaram de mão dada com a violência tendo chegado a ser proibidas por meados do século XIX pelo facto de terem ocorrido mortes. Até onde temos que chegar desta vez?

Não deixo também de dizer que a tal integração académica, que todos dizem ser o derradeiro objectivo das praxes, é feita esmagadoramente através do consumo abusivo do álcool (e infelizmente não só) e pergunto-me se esse é mesmo o exemplo e o modo de vida a seguir por quem em breve, esperançosamente, exercerá por todo o país cargos de responsabilidade superior. Afinal bons líderes não devem ser exemplares? Recorrer a álcool é exemplar? Talvez isso nos responda um bocado ao facto de em Portugal existirem muitos chefes em vez de líderes. Muito quem mande, e pouco quem faça, porque já desde cedo, desde as praxes académicas, há mais quem praxe do que praxados e nós, eventual mão de obra formada, esclarecida, entendida continuamos a aceitar que se criem barreiras e que se fomentem ideias de desigualdades entre aquilo que devia ser uma equipa unida. Só mesmo em Portugal para haver hierarquias TAMBÈM entre estudantes, quando que no fundo não passam TODOS disso mesmo.

Será então correcto a abolição do termo anti-praxe já que verdadeiramente esse termo não se aplica a ninguém e será correctíssimo fomentar o respeito e a “boa tolerância” entre todos em vez de se apoiarem pequenos “Hitler’s” e se permitirem dissimuladas formas de racismo. Essa tal coisa das praxes não existe certamente em nenhum país do G8, mas existe com forte valorização em Portugal e pergunto-me se a nossa mentalidade não terá que evoluir nesse sentido de respeito, igualdade e menos, muito menos hierarquias, menos chefes e mais lideres para que também o país possa evoluir. Analisando bem, pouco longe estamos do século XIX e talvez seja melhor chamar D. João V para por freio nisto já que não temos sensibilidade ou inteligência suficiente para o fazermos por nós próprios.

O meu último recado vai para os ditos caloiros. São mesmo livres de dizer não! As represálias só existem enquanto se continuar a corroborar com o sistema. Não têm que se sentir humilhados, maltratados ou inferiorizados para se integrarem em lado nenhum, para isso basta serem vós próprios para, como já dizia Saint-Exupéry, conseguirem criar laços. Sintam-se livres e tenham a coragem, se esse for o caso, de dizer “Eu não acredito em praxes.”

III Encontro Taska Force/ República do Katano - Onde ficar?

Devido às más condições climatéricas que se aguardam no próximo fim-de-semana e dada a hora esperada para o final das actividades do certame, o mais prudente será pernoitar pelo Fundão pelo que aqui ficam algumas sugestões de alojamento:






Se, ainda assim, os participantes do certame pretenderem uma experiência de alojamento longe dos luxos supérfluos e que os faça sentir de perto o contacto com outras épocas e fauna diversa, existem ainda diversas pensões (uma das quais com um chuveiro dentro do quarto que faz disparar o alarme anti-incêndios). 
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