domingo, outubro 05, 2008

"Ah parquímetro ladrão!"

Pela primeira vez no dia 03/10/2008 fui tirar um recibo nos parquimetros, para eu própria, passados tantos meses da sua instalação sentir na pele a injustiça de ter de pagar para estacionar o meu fabulástico automóvel do inicio dos anos 80.

Espero que nenhum agente da autoridade esteja a ler isto. Não me bastam certos e determinados litigios com homens de verde à porta de certos e determinado bares, quanto mais ter agora os respeitáveis senhores à procura do meu veículo que permanece longas horas sem qualquer recibo no tablier!...

Adiante... A verdade é que cheguei sexta feira ao Fundão e após ter sido advertida pela minha querida mãe (as mães são pessoas sempre preocupadas) decidi ir tirar um ticket ao parquimetro mais próximo. Ora, para a primeira vez aquilo não correu muito bem (o costume...):

Coloquei uma moeda de 0,50 e outra de 0,20. Inicialmente contabilizou a de 0,50 e saiu a de 0,20; depois contabilizou a de 0,20 e saíu a de 0,50; finalmente não contabilizou nenhuma e nem saiu a de 0,50 nem a de 0,20! A coisa não estava a correr bem...

Depois, e por que as gentes fundanenses são bastante prestáveis, passou um comerciante da zona que, ao ver a minha cara a olhar para aquela máquina perversa, me tentou ajudar:

-"Dá a moeda à menina!! Ladrão, devolve as moedas!!!! Sai daí moeda, sai!!", gritava, enquanto a minha expressão facial ia piorando.

A verdade é que aquele "parquimetro ladrão" não me devolveu nada, mesmo após dois ou três pontapés e uns quantos murros discretos.
Ora, a curiosidade é uma coisa tramada e mais dois ou três comerciantes foram-se aproximando, insultando a máquina (que em certo momento já me despertava uma sensação de compaixão) e pontapeando como se não houvesse amanhã.

Entretanto, um senhor pede licença, introduz duas moedas, sai um recibo e vai à vida dele. Fez-se silêncio...De repente as pessoas que se tinham ali juntado para me auxiliar (?) desertaram. Fiquei um nadinha furiosa, depois de ter reconhecido que devo ter feito uma cara menos católica enquanto pensei "esse recibo é meu"...

Próximo passo: apresentar reclamação na empresa que faz a exploração do parque pago na cidade.
Resultado final: o rapaz devolveu-me o dinheiro (retirado de um saco enorme cheio de moedas que constatei serem as "sobras" e que, acredito, dariam para pagar o almoço do próximo encontro Taska Force/República do Katano).
Digno de quem, em tempo de férias, tem muito pouco para fazer...

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