segunda-feira, setembro 29, 2008

O nosso amigo do peito, Hugo Chavez

Quem esteve atento às notícias dos últimos dias sabe que Hugo Chavez veio a Portugal buscar um excesso de stock do pináculo da tecnologia lusa: o computador Magalhães (curiosa esta escolha do nome de um português que não teve condições de trabalho em Portugal e teve de ir trabalhar para Espanha) para além de ter encomendado a construção de algumas dezenas de milhar de casas.

Para além de exuberantes demonstrações de amizade para com a nossa elite política, especialmente para o nosso Primeiro Ministro, tido nalguns sectores
como o mais sério dos políticos, (o que nos faz pensar se não terão tirado o curso juntos), Chavez não se furtou mais uma vez a um protagonismo incontrolável, tecendo mais algumas considerações sobre os estado-unidenses e a sua política externa.

Abro aqui um parêntesis para confessar que, quanto mais vejo e oiço Hugo Chaves, mais penso que ele e Alberto João Jardim terão sido separados à nascença. A diferença é que um tem petróleo e o outro tem ananases (*).

Retomando a linha do artigo, a meio das suas considerações sobre os EUA, Chavez anunciou que esperava muitas mudanças na América e confessou o seu profundo desejo de ver finalmente os estado-unidenses a viver sob uma verdadeira democracia. Uma afirmação pertinente de Chavez pois, como se sabe, a Venezuela é um país que vive sob os auspícios de uma excelente democracia, tão musculada quanto o actor que é hoje governador da Califórnia, e onde todos são felizes, principalmente se forem amigos de Hugo Chavez ou tiverem um poço de petróleo no quintal... Creio que, o mais aconselhável será, caso tenham um poço de petróleo no quintal, serem também amigos de Hugo Chavez, não vá a democracia ter ali um soluço.

Seja como for, Chavez afirmou a sua intenção de retomar o diálogo com os EUA e com os estado-unidenses, palavras que não deixam de ser algo contraditórias se tivermos em conta o discurso inflamado que, o auto-assumido Simão Bolívar dos tempos modernos, proferiu há cerca de duas semanas (especialmente a partir de 1,55m):




Deixo a questão: há algum cidadão dos EUA que abdique do seu amor próprio para retomar o diálogo com Chavez depois disto? (Esta questão exclui os cidadãos dos EUA que participaram no filme Borat, claro)

Um muito obrigado à Cláudia pela "dica" ;)

(*) NOTA - Uma investigação independente conduzido por leitores / colaboradores do Blog do Katano concluiu que o cultivo de ananases se faz, em grande escala, no arquipélago dos Açores e não no da Madeira, ilhas onde existem sim muitas bananas. Esta é só mais uma diferença, entre muitas, que distinguem as duas regiões insulares. A título de exemplo posso citar o facto de os Açores ainda serem território nacional português.

No entanto, estamos em condições de avançar que, na ilha da Madeira, existe pelo menos uma árvore de ananases, especificamente na cidade de Funchal. Não sendo propriamente uma regra, esta ocorrência valida de imediato o pressuposto exposto neste artigo.

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