sexta-feira, julho 11, 2008

IVA ao cêntimo

O ínicio do mês de Julho marcou também um evento único na História Económica Recente de Portugal: a descida de um imposto que beneficia também a classe média. É certo que a descida é de apenas 1% mas, que diabo, não deixa de ser a descida de um imposto.

Nitidamente, esta medida apanhou muitas entidades completamente despreparadas, estou por exemplo a lembrar-me da Galp que, apesar de apresentar nas suas facturas um valor de IVA mais baixo, continuava a cobrar um valor final com IVA a 21%. Obviamente que se trata de um lapso pois, a Galp, sempre se preocupou com os consumidores. Quem não se lembra quando, há umas quantas semanas atrás, os combustíveis subiram mais uma vez mas a Galp, bravamente, anunciou que não iria entrar nessa onda. Está bem que 24h depois voltaram a readquirir o estatuto, pelo menos no Fundão, de gasolineira que cobra mais caro mas, nessas 24h douradas, assumiram o direito à diferença.

Por outras paragens, numa empresa cujo nome não vou referir pois adoro tomar café por lá ao Domingo à tarde, depois de ter ido dar uma volta pela Worten e de ter ido às compras, usufruindo do meu cartão de descontos Modelo, a descida do IVA foi bem assimilada já que, no valor final da factura, conferiram automaticamente um desconto de 1%, mesmo quando se tratavam de produtos adquiridos a 21%.

Na cafetaria é que a coisa já não correu tão bem... Tendo-me deliciado com o belo do café, constatei que o mesmo já não tinha um preço de 50 centimos mas sim, tão somente, de 49 cêntimos! Acreditem, foi para mim muito duro resistir à tentação de, ali mesmo, tomar 2 cafés e ir adquirir um termo para levar mais uns quantos para casa, para aproveitar esta descida dos preços. Desiludido fiquei quando, ao pagar com uma moeda de 50 cêntimos e esperando, com alguma nostalgia à mistura, voltar a viver a situação de ter troco, a funcionária me informou de que não possuía moedas de 1 cêntimo pelo que, com muita pena, teria de "ficar a dever".

Claro que a perspectiva de ficar credor de uma empresa do grupo Sonae, levou a que eu aceitasse de bom grado a situação. Contudo, fiquei bastante chateado quando vi que, sistematicamente, a situação ocorria com todos os clientes que tomavam café.

Afinal, esta grande superfície comercial, da qual, reafirmo, não vou dizer o nome, preparou-se e bem para a descida do IVA. Os consumidores, esses, é que se assumiram como parte desleixada neste processo e não se prepararam...

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