quarta-feira, dezembro 31, 2008

2008, um ano Do Katano

Em jeito de despedida de 2008, fazemos aqui uma retrospectiva de um ano de publicação, destacando o que de mais relevante se publicou aqui mês a mês.

Trata-se pois de uma evocação saudosista da forma como este ano foi vivido por uma perspectiva... do katano.



Janeiro
Em Janeiro, o ano assinalou o seu início com um espectáculo magnífico na Gardunha às primeiras horas da manhã. Contudo, o mês acabaria por ser inesquecível, especialmente para o gado e coelhos de Penamacor. O vôo rasante de um nosso valoroso e incansável esquadrão de F-16 semeou o caos e contribuiu para o stress de toda uma geração de coelhos. A FA é que não foi de modas e, só para verem quem é que manda nas coisas, emitiu logo um comunicado.



Fevereiro
O grande tema do mês foi sem dúvida o reviver da evocação da I Guerra Mundial com o artigo dedicado ao Ossário de Verdun, onde estão depositadas as ossadas de cerca de 130.000 soldados franceses e alemães, e o artigo dedicado ao temerário soldado americano que praticamente fez questão de morrer antes que o conflito terminasse.


Depois do padre que encontrou em Portugal uma orgia de tranquilidade e da forma como D.Pedro I encontrou nos advogados a causa de todos os males da Justiça portuguesa, o mês chegava ao fim com o assinalar de uma data importante da História Universal... deste blog.



Março
Neste mês pascal, descobrimos e denunciámos aqui a invasão espanhola do reino dos atoalhados de Valença. Este relato surgiu no contexto de uma visita ao Minho que teve na exploração das ruínas do Convento de S.Francisco do Monte, com as surpresas que nos proporcionou, o seu ponto alto.


Abril
Este mês ficou irremediavelmente marcado pela perda de uma pessoa que foi, num dado momento da minha vida, uma segunda mãe para mim e cuja saudade será uma definitiva constante.

De positivo, destaque para o grande Encontro Taska Force & República do Katano que se repartiu entre a Sobreda e a Carrapichana onde, por sugestão do Vidal, garantimos em Abril o subsídio de Natal de todos os funcionários do restaurante.

Quanto ao blog, foi implementado o novo sistema de comentários da Haloscan que em Setembro viria a registar o recorde de 310 comentários.


Maio
Em Maio fazia-se luz sobre o mistério de uma carta que acompanhava vários fósseis e instrumentos pré-históricos descobertos no sótão de um solar nos Pirinéus.

Entretanto e aproveitando o bom tempo que o início do mês nos trouxe, demos conta de uma caminhada de cerca de 2okm pelos encantos do maciço central da Serra da Gardunha, que terminou já pela noite.

Num mês em que sem qualquer pudor aqui expusemos as contradições das cerimónias de casamento e o Xamane decidiu mostrar que tem jeito para a fotografia, um dos temas em destaque foi a originalidade demonstrada por alguns automobilistas da Guarda e da Covilhã para estacionar os seus veículos nos sítios mais... inesperados (há quem diga que o autor de um dos originais estacionamentos é um certo e determinado ex-patrão de um certo e determinado membro deste blog).



Junho
O conteúdo para a exposição "Memórias do Vale" começava a tomar forma, partindo dos fornos comunitários e de uma descoberta arqueológica.

Entretanto, e enquanto a Nelly mostrava os seus profundos dotes de oratória em 7 magníficos segundos, chegávamos ao grande tema do mês: os OVNIS da Gardunha e o fabuloso e movimentado Cosmódromo que se esconde sob a rocha do Miau e que mereceram honras de dcoumentário na RTP 2.

A finalizar o mês, dava-se um facto histórico: o Blog do Katano era inscrito no Super Blog Awards.


(continua)

terça-feira, dezembro 30, 2008

Tuguismo Rodoviário II

Ainda o artigo anterior não tinha tido tempo de causar impacto e, do Blog do Astro, chegava um e-mail com os seguintes dizeres:

"Caro Katano

Espero que esteja bom de saúde que nós por cá vamos andando, graças a Deus.

Fiquei muito surpreendido pela sua posta dedicada à capacidade que os transmontanos, e outros que tal, têm de aliar a imaginação à distribuição e ordenamento do parqueamento automóvel. Contudo, tenho-lhe a dizer que, noutros locais do país, também se assiste a parqueamento com muita qualidade, como aliás demonstro no instantâneo que envio em anexo.

Os transmontanos, e outros que tal, podem perceber muito de estacionamento em locais tão descabidos como as bermas do IP4 mas, quando se trata de estacionamento em rotundas, deixe que lhe diga meu caro amigo, ninguém bate os automobilistas da Lousã!

Despeço-me com os melhores cumprimentos e votos de um feliz ano novo, com muita saúde para si para os seus e muita paz no Mundo e no Ministério da Educação.

Atentamente: O Astro
"




Tuguismo rodoviário

Durante o dia de ontem, os vários serviços noticiosos deram-nos conta do nevão que acontecera no Marão e na forma como toda aquela neve estava a causar o congestionamento do trânsito no IP4.

Contudo, tal não se deveu ao facto do piso estar escorregadio mas tão somente à curiosidade e ao fascínio pela raridade do fenómeno que levou a que, esgotados os lugares de estacionamento numa área de serviço na zona afectada pelo nevão, os turistas de ocasião que por ali circulavam começassem a estacionar na berma do próprio Itinerário Principal nº4, em ambos os sentidos. Isto levou a que, a partir de dada altura, a Brigada de Trânsito tivesse de se deslocar ao local para fechar o acesso à área de serviço e repôr a normalidade e a disciplina na berma do IP4.

É curiosa esta tendência genuinamente tuga de alternar entre a indignação, perante as prevaricações alheias, e a naturalidade e espanto perante a indignação gerada pelas suas próprias asneiras, mas foi uma demonstração disso aquilo que a seguir ficou evidente.

Perante a questão colocada por um jornalista televisivo sobre se achava que era permitido estacionar na berma do Itinerário Principal, um cidadão optou por fazer jurisprudência sobre tábua rasa das regras do Código da Estrada, especialmente do artigo 72º, e respondeu com um convincente tom de espanto "Sim... eu acho que sim! Isto até tem uma linha tracejada!".

Outro porém revelou perfeita noção de estar a prevaricar e ao mesmo tempo de ser dono de uma grande astúcia, afirmando "Eu sei que não posso aqui parar e parece que eles andam aí a mandar seguir a malta, mas eu vou parar e vou sair do carro antes que eles me venham aqui dizer que não posso estar aqui.".

Tuguice paradigmática...

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Marca histórica!

50.000 page views!

Há mesmo muita gente a beneficiar do verdadeiro estatuto de Serviço Público deste blog!

Acho que fica bem dizer obrigado, por isso cá vai: Obrigado!

Muita palha junta!

A Compal, numa medida de marketing relacionada com a bebida B!, organizou há algum tempo atrás o concurso Faz a Palhinha. Nesse concurso os concorrentes deviam enviar fotografias ou vídeos originais onde a B! fosse constante tal como as palhinhas (quanto maior melhor). Certamente um desafio à originalidade!

Foi por isso com grande satisfação que soube que um dos meus pupilos ganhou o primeiro prémio e que, um dia destes, vai com os seus amigos dar um saltinho ali à Costa Rica. É também mais um motivo para ficar atento ao eventual excesso de palha que ele possa procurar usar nos testes daqui para a frente...

Aqui fica o vídeo vencedor:






É ou não é muita palha?

sábado, dezembro 27, 2008

Castelo Novo e Alpedrinha by night

Como já havia referido no artigo acerca das fotografias para o postal de boas festas, ele foi construído com base numa foto tirada pela Cathy durante um raide fotográfico a Castelo Novo e Alpedrinha.

Aqui ficam alguns instantâneos obtidos durante esse raide para espicaçar a curiosidade dos nossos leitores em relação a estas duas localidades beirãs.


Castelo Novo - Igreja da Misericórdia


Castelo Novo - Pormenor do Chafariz de D. João V


Castelo Novo - Torre do Relógio (Castelo), Antiga Casa da Câmara e Cadeia, Chafariz de D. João V e, em primeiro plano, o madeiro pronto a ser aceso.


Castelo Novo - Chafariz da Bica


Alpedrinha - Casa da Comenda


Alpedrinha - Palácio do Picadeiro e Fonte Monumental (D. João V)

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Chromices...

Como já o havia referido anteriormente, continuo a experimentar o Chrome, o novo browser do Google, embora ainda em versão beta.

Para lá das incompatibilidades e anomalias que já percebi (separadores que fecham sem aviso quando se carrega em Enter após introduzir os endereços, impossível escrever um e-mail no Hotmail, ...), há no entanto outros pequenos detalhes que vão aparecendo a espaços e que tornam esta experiência um pouco divertida.

Um exemplo disso é a mensagem que nos é apresentada quando uma página demora demasiado tempo a carregar, perguntando-nos se queremos fechar o separador ou aguardar.

O grafismo apresentado e a etiqueta do botão de espera, que diz simplesmente "Kuwait", são no mínimo interessantes.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

A tradição do Madeiro

Como acontece todos os anos, em todas as localidades se acende o Madeiro tornando-se este o ponto de convergência da população durante a noite, antes e depois da missa do galo.

Embora menos que noutros tempos, à volta dele ainda há quem cante, ainda há quem beba uns copos (esta é uma tradição que não desaparece) e quem aproveite as brasas para assar umas febras e uma chouriça.

A tradição diz que a geração que fosse à inspecção militar do ano seguinte era quem ficava encarregue de reunir os troncos necessários para o madeiro. Contudo, hoje em dia, dada a desertificação de que algumas aldeias são vítimas, acaba por ir quem estiver disponível.

E longe vão já os tempos de "picardias" e rivalidades por vezes de morte entre aldeias, onde se organizavam grupos para ir à localidade vizinha roubar a lenha do madeiro demasiado precoce.

Aqui ficam algumas fotografias do madeiro de Alcaide, uma aldeia situada não muito longe de Fundão.





quarta-feira, dezembro 24, 2008

Agora sim...


... a todos os leitores mais ou menos assíduos, acidentais ou arrependidos, aos que comentam e aos que não comentam (mas que eu sei que estão desse lado), em suma, a todos aqueles que contribuem para que manter este blog seja algo tão gratificante, desejo boas festas!

Expressões natalícias


Não vou pegar no verdadeiro hino de exaltação consumista a que se assiste em tudo quanto é superfície comercial, nem vou pegar na multiplicidade de anúncios a produtos supérfluos e bonecada, embora -e aqui abro um parêntesis- eu tenha de confessar que acho que adquirir a Barbie Divorciada seja um bom negócio já que se trata de uma boneca que traz consigo uma interessante panóplia de adereços (o carro, a casa, as jóias,...).

Definitivamente, o Natal não me encanta. Detesto ter de usar cotovelos para abrir caminho nos locais que, no resto do ano, me são tão familiares e prazenteiros, tal como detesto ter de caminhar pela rua e ter os meus pensamentos atropelados pela musiquinha irritante e repetitiva que emana das colunas de som que abundam como frutos pelas árvores. Seja como for, não me choca que as pessoas gostem do Natal, tal como eu, há uns anos atrás, também gostava de forma quase fanática.
Seja como for, este artigo serve sim para partilhar com vocês a estranheza que algumas expressões tão em voga nesta época me causam, especialmente duas.

A primeira é "se não nos virmos mais, um Bom Natal". Esta expressão, que se começa a empregar na primeira semana de Dezembro, é tremendamente ambígua! Será que há aqui preocupação e sensibilidade em não deixar de desejar um bom Natal ao próximo ou é já uma ameaça em tons de vindicação no sentido de "Tu és uma pessoa tão incómoda que, se me voltas a aparecer pela frente até ao dia 25 de Dezembro, não te desejo um Bom Natal"?


A outra é sem dúvida um must do léxico das expressões de desejo de bom Natal ao próximo: "Um santo Natal para ti!" ou "Desejo-lhe um Santo Natal!". O que vem afinal a ser isto de um Santo Natal?! Significa que, em vez de vermos o Sozinho em Casa pela trilionésima vez na televisão, devemos assistir à missa do galo? Em vez de ofertarmos a Playstation 3 devemos ofertar um exemplar de "A minha primeira Bíblia"? Ou será que o tema de conversa durante o jantar deverá ser o da problemática do mistério da Divina Trindade? Alguém me explica?

Foto "emprestada" ali pela Cathy

terça-feira, dezembro 23, 2008

Postal de Boas Festas do Katano, 2008

Todos os anos procuro elaborar um postal de Boas Festas personalizado que fuja um bocado ao tema natalício (publicidade a obesos trajados de vermelho, não obrigado) e, ao mesmo tempo, que dê a conhecer um pouco da região em termo de tradições e/ou património.

O postal é construído com uma foto obtida numa selecção de uma pesquisa de arquivo ou, à falta de elementos, com base num raide nocturno aproveitando a iluminação particular de zonas específicas.

Desta vez o raide fotográfico nocturno fez-se em Castelo Novo e Alpedrinha, em companhia da Cathy e, adicionalmente, recolhi mais uma fotografia no arquivo. Embora o postal 2008 já tenha sido escolhido por um exigente júri formado pela Ana, pela Cathy e por mim próprio, aqui ficam os 3 postais "finalistas" para apreciação dos cyber-leitores:





Ladrões de Minhocas? Não, obrigado!

Quem passar algures pela N222 junto ao Alto Douro, no sentido São João da Pesqueira-Pinhão, e estiver a pensar em parar para recolher minhocas (que como se sabe é bicho de aplicação nas mais variadas tarefas), fica já a saber que, pelo menos no terreno acima retratado no instantâneo, não vai ter sorte nenhuma pois o seu proprietário decidiu que aí é proibido apanhar minhocas.

Trata-se ao fim e ao cabo da delimitação de uma reserva natural de minhocas e, quanto a nós, já era hora de alguém pensar nisso.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

É só "ceguir" as setas


Quem depois do artigo do mês passado, sobre o Festival de Artes e Sabores da Maúnça, estiver interessado em ir visitar a aldeia do Açor mas não souber muito bem que estrada tomar nem tão pouco estiver munido de um GPS, não tem qualquer problema...

... é só "ceguir" as setas!

domingo, dezembro 21, 2008

O mistério da Serra da Maúnça

Nem só o Entroncamento ou na Gardunha detêm o monopólio dos fenómenos. Na crista da Serra da Maúnça existe um local onde, até hoje, um misterioso facto permanece ainda por explicar.

Este fenómeno encontra-se entre o local conhecido, desde as invasões francesas, como Valados e a Eira dos Três Termos, estando também umbilicalmente ligada na tradição popular à passagem das hostes napoleónicas por estas paragens.

Trata-se de um conjunto de duas zonas no solo em forma de elipse nas quais, desde que há memória, nunca cresceu outra vegetação que não fosse erva e uma ou outra tímida flor silvestre. Curiosamente estas duas zonas, com um comprimento aproximadamente semelhante ao de um ser humano, estão elas próprias delimitadas de forma abrupta por vegetação cerrada e alta, sendo que esta se destaca na paisagem.

Diz a lenda que, ao passar por este local, os franceses terão aqui assassinado, após cruéis sevícias, duas jovens raparigas (princesas, religiosas, as versões divergem), tendo-as enterrado no local. Talvez pela crueldade do seu martírio ou simplesmente pelo facto de serem santas, a vegetação não mais voltou a crescer para eternizar a sua memória.

O fenómeno lá permanece até hoje e apesar de um ou outro popular mais atrevido terem tentado chegar ao fundo da razão desta anomalia, ele permanece ainda por explicar.

Alguém arrisca uma explicação?

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Pesquisas do Katano

Na última quinzena, alguns visitantes chegaram a este blog com pesquisas algo sui generis. Eis uma lista das mais... interessantes:



como se seca o bacalhau
Não sabemos, não fazemos a mínima ideia mas sabemos onde se apanham valentes secas por causa do bacalhau


jogos de carros tunados papa tuna
Aí está alguém que faz uma acusação gravíssima e que ao mesmo tempo nos abre os olhos: o Papamóvel é um tunning! Toma e vai buscar! Agora interrogamo-nos se este caríssimo visitante não pretende deixar o seu Fiat Punto idêntico ao Papamóvel...


porque pôr a mão no seio da julieta
Porque o seio deve ser fofinho e este é um gesto maroto ao mesmo tempo?


traduzir nem que a Vaca Tussa
Sob a forma de uma verdadeira acção de serviço público, cá vai:
Not even if the cow has got a cold
Même pas si la vache est malade et as besoin d'un sirop
ni si la vaca esta enferma y necessita de una roupita caliente


pesquisa sobre a personalidade de Alfred Nobel e descreve a situação de vida em que ele encontra o verdadeiro sentido para a sua vida.
Isso não sabemos, mas desconfiamos do porquê de não haver Nobel para a matemática!

numero do telefone do banco bpi de valença do minho
Posso sugerir o uso do serviço 118, senhores? Posso?

E agora o prémio tão esperado. O primeiro lugar ex-aecquo para a melhor pesquisa da quinzena vai para (rufar tambores):

1- Como despistar a esposa para sair

2- Inchaço no olho depois de uma pancada o que passar

A questão impõe-se naturalmente: Será que a esposa não gostou de ser despistada?

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Compliquex + IVA

...ou o elogio da estupidez de um Governo que vê na classe média o remédio para todos os males.

Entre o final da semana passada e o início desta, o Ministério das Finanças anunciou, pomposamente, a aplicação de coimas a cerca de 200.000 trabalhadores independentes, coimas essas resultantes da instauração de processos de contra-ordenação por não entrega das declarações anuais de IVA  respeitantes aos anos de 2006 e 2007.

Tendo em conta que a cada ano correspondia uma coima de 124 euros, já com custos de processo incluídos, (obviamente fazia-se aqui uma atençãozinha já que o valor máximo era 1250 euros), o Estado preparava-se para arrecadar, com esta fabulosa manobra de justiça fiscal, a módica quantia de 50 milhões de euros!

O estranho desta situação é que, aparentemente, apenas uma minoria dos trabalhadores independentes tinha conhecimento desta novidade fiscal, imposta num decreto-lei de 2007 com efeitos retroactivos em 2006. Aparentemente, alguém se havia esquecido de avisar os contribuintes, provavelmente os senhores funcionários das Finanças teriam tarefas mais importantes a desempenhar, como por exemplo exercer a manipulação bucal do palito à semelhança do que sucede na Repartição de Finanças nº620 no Fundão.

Mas afinal de que se trata esta declaração anual de IVA? Trata-se simplesmente de uma declaração anual que agrega os valores das quatro declarações trimestrais que os trabalhadores independentes entregaram ao longo do ano! Na prática, um trabalhador independente tem, no final de cada trimestre, de entregar uma declaração sobre o valor de IVA recebido pelos seus serviços / vendas e sobre o valor de IVA que pagou em bens ou serviços e que pode deduzir ao recebido. No final do ano o mesmo trabalhador tem de entregar então a famigerada declaração onde coloca o valor total do IVA recebido (soma dos 4 trimestres) e o valor total de IVA pago e que pode deduzir ao valor recebido.

Em resumo, trata-se simplesmente do cumprir de uma formalidade burocrática que visa apenas introduzir informação de forma redundante nos serviços da Direcção Geral de Impostos.

O Governo, entretanto, perante mais um alarido público em perspectiva e frente aos protestos de CDS, PCP e BE, recuou nas suas implacáveis intenções e anunciou que a multa será perdoada a quem enviar as ditas declarações de 2006 e 2007 até ao final de Janeiro próximo, sendo que as coimas já pagas serão devolvidas.

Tristeza para o Governo que, perante os severos encargos de ter de remediar as asneiras de administradores incompetentes que gerem as instituições a seu cargo como se de um mealheiro pessoal se tratasse, vê aqui esfumar-se uma interessante fonte de receitas.

terça-feira, dezembro 16, 2008

Tudo na manga

O Departamento Têxtil e o Departamento de Eng. Informática da UBI aliaram-se para produzir uma peça de vestuário única: o primeiro casaco domótico made in Portugal. Este casaco incorpora um comando que permite controlar a iluminação, ar condicionado ou outros electrodomésticos de uma casa.


O comando é incorporado na manga do casaco e é todo ele concebido também em tecido. Se este vier a servir para controlar a TV, será melhor começar a pensar em produzir remendos para os adeptos frenéticos do zapping.

No entanto, a UBI também lançou outros projectos como por exemplo o casaco que permite ler dados biométricos e o casaco-brinquedo destinado a estimular crianças com deficiências.

Depois do anunciado míssil terra-terra de curto alcance desenvolvido pelo IPG, tal como o fantástico Magic Key, que oportunamente tive o privilégio de trazer ao Fundão, a Beira Interior volta a estar em grande nas inovações tecnológicas... e com estilo!

segunda-feira, dezembro 15, 2008

A imagem do fim-de-semana


A imagem forte deste fim-de-semana foi sem dúvida o momento em que, numa conferência de imprensa durante a visita surpresa de George W. Bush ao Iraque, um jornalista local tentou atingir o (ainda) presidente dos EUA com os seus sapatos, acto que, no Médio Oriente, é considerado como um insulto de todo o tamanho.

Contudo quero aqui salientar como, perante a aproximação do 1º projéctil, Bush efectua uma esquiva perfeita, sendo salvo do 2º projéctil pela atempada intervenção do seu homólogo iraquiano. Sem dúvida um presidente em forma! No final, com um surpreendente humor, Bush referiu que, acerca do incidente, só podia afirmar que os sapatos eram de tamanho 10.

Por cá, se esta moda de atirar os sapatos para insultar alguém pega, os clubes de futebol podem preparar-se para montar verdadeiras mega-stores de calçado com o material que for recolhido no final dos jogos.

domingo, dezembro 14, 2008

366 dias e contando...

Obrigado por aquele que foi provavelmente o melhor ano da minha vida! :)

Requiem pelo boneco do Multibanco

Houve um facto importante que passou despercebido à sociedade portuguesa, provavelmente mais preocupada com o estado de saúde das suas finanças e o temor de esta descida dos preços do combustível não ser mais que a tomada de balanço para uma subida de proporções épicas.

Esse facto foi sem dúvida a renovação de toda a imagem das caixas de multibanco, inclusive a substituição sem direito a despedida do simpático boneco que, a cada ida ao multibanco, acolhia os utilizadores com a genuína alegria de quem revê um amigo de todos os dias.

Por outro lado, o boneco também mostrava um lado sensível e solidário pois, quando informava o utilizador de que o saldo disponível não lhe permitia realizar a operação pretendida, fazia-o com um inconfundível ar de solidariedade e comiseração.

Para o boneco do multibanco deixo aqui uma simpática palavra de apreço e um "Até sempre".

No entanto, é bom ver que a blogosfera, essa grande e pluralista senhora atenta a tudo e a todos, não deixou passar a ocasião sem se manifestar e, dos artigos que vi destaco aqui dois:

O primeiro é da Psicasténica, um blog com um excelente sentido de humor mas que peca (infelizmente) pela pouca regularidade das suas postas. De destacar a presença neste blog de um homónimo Katano (cuja ultima dissertação sobre a temática do perigo do carapau foi, no mínimo, interessante).

O segundo artigo é do Blog do Jacaré, um blog que pelo que li, é escrito a 2 tempos: antes de ir para o bar Praça Velha e depois de vir do bar Praça Velha.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Toda a verdade sobre o que poderia ter sido mas (ainda bem que) não foi


Tomei a liberdade de fazer o favor ao Bruno e acrescentei alguns pormenores à foto já aqui publicada, para a tornar bem mais adequada à realidade do famigerado fim-de-semana prolongado e... molhado.

Está bem assim, ó Caetano?

Como um filme de Manuel de Oliveira

E de repente, no espaço de uma semana, o país foi sacudido de Norte a Sul pela súbita constatação de dois factos que, aparentemente, eram completamente desconhecidos pela população, quiçá mais preocupada com a saúde das suas poupanças e o valor da Euribor.


Manuel de Oliveira? Gosto muito! Ele faz o quê, mesmo?

Começando pelo evento mais recente, esta semana o povo descobriu que há em Portugal um cavalheiro com a respeitável idade de 100 anos e que, segundo dizem, até realiza filmes. Subitamente, a comunicação social passou a tratar Manuel de Oliveira como nunca o havia feito antes, quase como figura de estado, e começaram a aparecer fãs um pouco por toda a parte.

No fórum TSF de quinta-feira, por exemplo, sucedeu-se um longo desfilar de fãs recém-assumidos do realizador, um dos quais, em total desrespeito pela sanidade mental pública, afirmou mesmo que era uma pena não haver mais divulgação da obra de Oliveira e que era uma pena não passarem na televisão. Outro ainda, num assomo de regionalismo / bairrismo, desabafou numa curta intervenção que só não havia mais divulgação e mais apoio da obra do cineasta porque ele era do Porto e não de Lisboa. Obviamente que este cavalheiro tem em si, na
mesma medida, o total desconhecimento quer da obra de Oliveira, quer dos apoios que este recebe.

Claro que eu acredito que passada esta moda pseudo-intelectual, a malta não queira ficar meia-hora perante cenas onde, o que de mais agitado sucede, é provavelmente a queda da folha de uma planta que se encontra em 2º plano. O que o povo quer mesmo ver é a Soraia Chaves armada em católica muito praticante, isso sim!

Sincero foi um senhor deputado que, sem papas na língua afirmou que já tinha tido oportunidade de assistir a um filme de Manuel de Oliveira e que, a partir de certa altura a experiência tornou-se atroz e a cadeira onde estava sentado tremendamente desconfortável. Eis um político honesto!

Já que falamos de deputados...

Esta foi a primeira grande revelação da semana: os senhores deputados, eleitos pelo povo para a Assembleia da República, não só começam o fim-de-semana à quinta-feira (presumivelmente à hora do café pós-almoço pantagruélico) como ainda resumem muitas vezes a sua sessão de trabalho ao acto de assinar o livro de ponto para, logo a seguir, irem à sua vidinha. O facto de serem depositários da confiança de uma população de 10 milhões de portugueses é, obviamente, um detalhe.

Há dias dizia uma figura conhecida no nosso meio político que o salário de um deputado não lhe dava para enriquecer pois estes não são assim tão bem pagos quanto se julga. Obviamente que aqui reside a explicação! Tendo em conta que os deputados recebem em média apenas um magro salário base de 3708 euros (ok, pode ser duplicado com abonos mas tenho a certeza que ninguém se mete nisso), é perfeitamente legítimo que procurem outras fontes de receita ou vocês acham que um Audi ou um BMW são tão económicos quanto um Mitsubishi Colt ou um Fiat Punto? Quem é que paga o Imposto Municipal do duplex junto à costa e as mariscadas?

Não posso é, no entanto, ignorar esta ideia incómoda, como se de uma micose mental se tratasse, de que tendo em conta a relação do vencimento com as horas de serviço efectivo, os deputados portugueses (que até são em maior número que os deputados de nuestros hermanos) são provavelmente a classe mais bem paga de Portugal.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Fotógrafos do Katano, uma profissão de risco


Ao fazer alguma "escavação" nos vastos e profundos arquivos fotográficos da Junta Directiva do Blog do Katano é frequente encontrar verdadeiros tesouros de memória. Tratam-se de relíquias que nos transportam, embalados em nostalgia, para outros tempos onde "Magalhães" ainda era tão somente a referência a um emigrante descontente que fez carreira em Espanha e o Sr Eng Sócrates era ainda um engenheiro civil emergente.

A minha última descoberta é bem representativa de como os fotógrafos ao serviço deste blog trabalham por vezes sob duras condições e até mesmo em risco da própria vida, fazendo de qualquer free-lancer ao serviço da National Geographic um verdadeiro amador traquina.

Neste instantâneo, obtido talvez há cerca de 20, 10 ou 5 anos atrás, é possível ver uma fotógrafa do Katano (cujo anonimato vai ser obviamente mantido mediante o pagamento regular de café) operando em circunstâncias verdadeiramente periclitantes perante um estoiro de animais selvagens e endiabrados. Um verdadeiro hino à memória e ao brio profissional!

PS - Em fundo é possível ver um verdadeiro ícone: o Caetanomobile original! Uma verdadeira jóia da motorização do pós-guerra que marcou toda uma geração. 

Prémio de consolação


Consternado pelo ar de desilusão que vi em muitos semblantes dos membros do Blog do Katano perante a inevitabilidade do cancelamento da incursão a Penedono (em relação a Gibraltar poucos reclamaram, curiosamente), decidi brindar todos eles com este instantâneo do Castelo de Penedono.


Ver mapa maior
Não têm de quê.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

A História também se faz com erros de cálculo

"Houve vários pontos de viragem; houve muitos momentos em que o carácter da História foi patente. Correu assim, mas bastava uma seta ter batido um palmo mais para o lado e tudo podia ter sido diferente".
Luís Miguel Duarte - "Aljubarrota, Crónica dos Anos de Brasa"


Heisenberg é um actualmente um dos "monstros sagrados" da Física, tendo o seu nome directamente associado à Física Quântica, um dos ramos maiores desta ciência. Trata-se de um vulto incontornável cujo nome é hoje referenciado de forma obrigatória e com natural admiração. Contudo, há alguns aspectos menos conhecidos da vida de Heisenberg, como por exemplo o facto de ter sido um eminente cientista ao serviço do regime nazi durante a II Guerra Mundial e ainda o facto de ter mudado o rumo da História... devido a um erro de cálculo matemático.

Regressado à Alemanha cerca de um mês antes do eclodir do conflito Mundial, Heisenberg, um profundo nacionalista, foi recrutado pelo governo nazi para trabalhar, ao lado de outros nomes conhecidos como Geiger, no desenvolvimento da tecnologia nuclear alemã, tendo como objectivo último a produção de uma bomba atómica, objectivo então já teoricamente tido como alcançável.

Contudo, por volta de 1942 e após aturados estudos, o grupo de investigação liderado por Heisenberg chegou à conclusão que, para produzir a reacção em cadeia pretendida, seriam necessárias várias toneladas de urânio. A massa exigida tornava inviável a criação de uma bomba, até porque tal quantidade de urânio era impossível de obter, e o projecto foi redireccionado para a criação de um reactor de produção de energia, isto porque a Alemanha parecia já na iminência de vencer a Guerra.

Infelizmente para Heisenberg, a maré cedo virou e em 1945, quando a sorte das armas era já irreversível, ele foi capturado juntamente com muitos outros cientistas alemães e foi levado para Inglaterra onde esteve preso.

Foi então que teve conhecimento do lançamento das tristemente célebres bombas de Hiroshima e Nagasaki e a sua recção foi a esperada: recusou-se a acreditar que fossem bombas atómicas e atribuiu a notícia a uma manobra de propaganda e deturpação americana.

Quando finalmente teve de se render às evidências, Heisenberg refez os seus cálculos e constatou que tinha efectivamente cometido um erro. A massa de urânio necessária era de apenas algumas dezenas de quilogramas.

O mais curioso foi que, após esta constatação, Heisenberg, em conjunto com os outros cientistas alemães, lançou um comunicado no qual afirmava que o suposto erro não havia sido mais que uma forma propositada de evitar que Hitler tivesse acesso a esta arma de destruição maciça.

A dúvida permaneceu até 1992, ano em que foram desclassificados os documentos secretos relativos à vigilância a que haviam sido sujeitos os cientistas alemães e nos quais se referia a forma como Heisenberg tinha tido de engolir o seu orgulho e retratar-se perante os seus colegas subordinados, admitindo o erro cometido.

Imagem Wikipédia

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Subsídio de Fim-de-Semana

Já diz o ditado: "Se um fim-de-semana prolongado agrada a muita gente, dois fins-de-semana prolongados agradam a muito mais". Contudo, este perspectivava-se mais calmo, tendo em conta o facto infeliz de termos tido de adiar a viagem a Gibraltar e o programa alternativo, uma incursão a Penedono (a escolha lógica para quem não vai a Gibraltar e precisa de um programa alternativo), também ter sido anulado devido às condições climatéricas.




Estavamos já preparados para um fim-de-semana de completa inactividade, capaz de rivalizar com o mais paralítico ser do reino vegetal quando, na sexta-feira, o Sr Carteiro surge, qual Frodo Baggins, portando o precioso cheque do Google AdSense. Trata-se do resultado periódico da adesão deste blog ao referido serviço, aliás visível na publicidade que aqui se encontra (para esclarecer dúvidas ler Política de Privacidade).


Perante esta súbita injecção de capital, as perspectivas relativamente a actividades de fim-de-semana tornaram-se subitamente amplas. Obviamente que, desde a primeira hora, a ideia principal foi desde logo organizar uma mega-jantarada mas a ideia de um conjunto de actividades meramente de cunho mundano e de exercício da gula desagradava um bocado.

Por isso, procurando dar um "je ne sais quoi" de cultura ao fim-de-semana, decidimos ir assistir ao Concerto da Orquestra Sinfónica da ESART no Cine-Teatro de Castelo Branco, magistralmente dirigido pelo nosso já conhecido camarada Martin André.


Ficámos de tal modo impressionados pelo concerto, devidamente enquadrado pelos sons oriundos de um folheto mal dobrado que uma senhora insistia em usar vigorosamente como leque e que a cada passagem lhe raspava na manga, que lançámos o repto mútuo de ir assistir a novo concerto ainda nesse mesmo fim-de-semana.


Analisadas as possibilidades e ainda recorrendo ao grande Zé, profundo conhecedor do panorama musical em curso e que sabe reconhecer o apreciador de música que há em cada um, a escolha recaiu no Sábado nos Arbórea, um interessante dueto do Maine com uma música que alterna entre o folk e o espiritualismo que actuou na Moagem.



No Domingo cumpriu-se finalmente o propósito de todas estas manobras de diversão: a mega-jantarada que se reuniu sob o pretexto de assinalar a inclusão do título de "Sra Dra" na correspondência da Nelly e, ao mesmo tempo, de reunir um apreciável conjunto de cobaias para o exercício da experimentação culinária do proprietário do Blog. O momento alto não foi o visionamento da película "O Panda do Kung-Fu" mas sim a dúvida que durante largos minutos se colocou perante uma das decorações das magnificamente saborosas entradas do repasto: o bicho que abocanha a folha de couve é um golfinho ou um pato?

sexta-feira, dezembro 05, 2008

E as obras públicas, senhor?

Este fabuloso instantâneo, obtido em 2005, que pedi emprestado ali ao Blog da Carpinteira retrata bem a angústia da população de um Portugal Profundo que, na iminência de tempo de eleições, faz questão de chamar a atenção para o eterno problema das acessibilidades.

Um verdadeiro hino à determinação do povo e, já agora, ao Acordo Ortográfico. O certo é que o pedido chegou a quem devia chegar e a estrada foi mesmo repavimentada. 

Com isto, consigo pensar facilmente em 5 ou 6 locais onde ficaria bem um cartaz do género...

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Finalmente!

Hoje é um dia feliz!
Passados 5 anos e uns pozinhos fui defender a tese, etapa que me faltava para terminar a licenciatura. Depois de 30 minutos de uma exposição oral brilhante (!) fui bombardeada por inúmeras questões de um membro do júri de avaliação, que, juro, durou mais que a apresentação do trabalho!...Mas no final renderam-se!

Agora vou poder dedicar-me ao trabalho a 100%, sem mais preocupações.
É que eu, além de adorar o que faço, até sou remunerada por isso! Não é fantástico?! É que há pessoas neste blog que não podem dizer o mesmo! A sorte que eu tenho em não trabalhar para o Estado...

P.S.: Obrigada a todos pelas respostas aos questionários e obrigada a alguém pelas palavras de incentivo e optimismo que deixou gravadas no meu telemóvel minutos antes do grande momento.Gosto de ti nusco!Muito!

1500 euros para quem der ao filho o nome próprio de Mussolini

«Chamar a um recém-nascido Benito, pode valer 1500 euros. Pelo menos é o que o partido neofascista italiano MSI-Fiamma Tricolore quer oferecer à população de cinco aldeias da região de Basilicata, no sul de Itália.

O partido de extrema-direita MSI-Fiamma Tricolore justifica a intenção de "ressuscitar" o nome próprio de Mussolini com o problema do despovoamento da região, querendo incentivar a natalidade, noticia o site do jornal italiano La Repubblica.

Mas o verdadeiro motivo da oferta prende-se com o eminente desaparecimento dos nomes Benito e Rachele da sociedade italiana, nomes próprios do ditador Mussolini e da sua mulher. Após a Segunda Guerra Mundial, os pais italianos passaram a deixar estes nomes de lado com receio da conotação ao casal fascista. Mas, para o secretário regional do partido, usar estes nomes serve para “honrar as raízes profundas do partido".

A oferta deverá entrar em vigor em 2009 e o dinheiro deve ser usado pelos pais unicamente para comprar roupa, berços e comida aos bebés.»


- in Jornal de Noticias


Numa altura em que nos bancos dos jardins ao domingo à tarde: "Se o Salazar voltasse é que era", penso que quando dermos por nós temos os putos todos a chamarem-se Salazar e Marcelo Caetano e afins. Eu acho isto tudo muito positivo, porque já não há pachorra para a nova vaga de Cristianos Ronaldos e MikaEIS que proliferaram como cogumelos na sociedade portuguesa nos ultimos anos (vá lá entender-se o porquê...) e, porque umas coroas extra na conta bancária dão sempre muito jeito mas, "A word of caution to this tale" Numa altura em que tudo vale para recuperar ideologias perdidas e que, cada vez mais, se ouve, convém contar que as criancinhas correm desde cedo o sério risco de estarem constantemente a cair da cadeira abaixo e de se tornarem despotas na altura de comer aquela mistela verde a que os pais chamam de sopa. Dizem que o nome dita a personalidade e é meu dever cívico alertar para estes pequenos pormenores... ;)

(I)mobilidade


Vai uma aposta em como, se o proprietário efectivamente possuir um automóvel, este já não sai da garagem há algum tempo?

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Perguntitas curiosas...

"Os meus depósitos bancários estarão mais seguros no Banco Alimentar?"

"Se um cheque meu vier devolvido por falta de provisão, isso refere-se a mim ou a vocês?"

"Dê-me o niblio da minha conta para entregar na Segurança Social e receber os ratrives da minha pensão, sff."
Tradução: niblio = NIB; ratrives = retroactivos


Ser funcionária bancária é bastante...que dizer...divertido!

Frase do dia

"Um banco pode enganar auditores, camuflar prejuízos, inventar sociedades, e eu não posso comer um melão menos oval?"

By Migas

Orgulho!

O dia de ontem valeu pelo fantástico espectáculo que foi proporcionado à delegação deste blog que se deslocou à Sé de Lisboa para assistir à interpretação do Messias, de Handel, tendo como um dos protagonistas o Coro da AMVC. É difícil explicar por palavras o orgulho que senti ao ver a Ana fazer parte de tudo aquilo (eu continuo a dizer que é ela quem canta melhor no meio daquele grupo) mas o sentimento é algo indesmentível e incontornável.

Ouvir aquele oratório fez valer a pena todas as atribulações que esta delegação passou ao longo do dia, nomeadamente:

1 - O intenso frio, quase polar, que nos acompanhou até à estação da CP do Fundão;

2 - A sonoplastia que durante parte da viagem foi debitada por um cavalheiro de idade respeitável que ressonava como se fosse um cluster de motores de rega;

3 - A chuva que nos esperava em Lisboa como se estivesse a censurar-nos por não termos levados impermeáveis ou guarda-chuva;

4 - A falta de combustível que afectou o veículo de certas e determinadas pessoas desta delegação em plena 2ª Circular (quem diria que o veículo precisava de gasóleo ao fim de algum tempo de circulação? Há aspectos da tecnologia da motorização que são difíceis de compreender);

5 - O cavalheiro portando duas muletas que nos solicitou um donativo de exactamente 2 euros ali para os lados do Limoeiro, fazendo uso de um perfeito espanhol e italiano e que perante a nossa recusa (não foi bem recusa, foi mais impossibilidade visto que só possuíamos 1,5 euros no bolso) nos brindou com uma bem portuguesa expressão que nos declarava como sendo filhos de uma prostituta de porte apreciável;

6 - As senhoras em tudo similares a obras imperfeitas da Madame Tussaud, sentadas exactamente atrás de nós e que durante o concerto dissertaram sobre temas tão fascinantes como uma referiu: o facto de ser incapaz de despedir a competente da sua funcionária doméstica por esta adorar os seus gatos e os seus gatos adorarem a dita funcionária.

Valeu a pena e isso é que conta!

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Fundão encorreu mais uma vez os espanhóis

Como acontece todos os anos, à meia-noite de 30 de Novembro para 1 de Dezembro, o Fundão saiu à rua para comemorar a restauração da independência de Portugal de 1640, "encorrer os espanhóis" como lhe chamam por cá.

Cumprindo a tradição, a população começou a concentrar-se frente à Câmara Municipal, envergando bandeiras sobretudo monárquicas (um curioso paradoxo), e acompanhadas por uma banda de música. Nem o frio intenso demoveu as pessoas que, após as 12 badaladas e o ligar oficial da iluminação natalícia da cidade, entoaram em uníssono o Hino da Restauração, saindo depois em arruada atrás da banda pelas ruas da cidade.

Ano após ano, esta é uma tradição que parece ganhar força, recordando uma data da história nacional que contudo, a cada dia que passa, se me aparenta cada vez menos benéfica para Portugal. Bom, afinal, a restauração da independência aconteceu porque o rei espanhol ousou diminuir os privilégios da nobreza portuguesa e para o povo tudo continuou na mesma, mas isso são contas de outro rosário.

É curiosa esta tradição fundanense de recordação desta efeméride, tal como é a arruada que todos os anos acontece à meia-noite de 24 para 25 de Abril, recordando a Revolução dos Cravos.










Para saber mais sobre a arruada e o Hino da Restauração:

O Andarilho
Pedaços de Alcongosta

domingo, novembro 30, 2008

Lagarada

Por esta altura do ano a produção de azeitona começa a chegar em força aos lagares e, embora sem a visão artesanal e bucólica de outros tempos, há ainda tradições que se vão cumprindo com maior ou menor visibilidade como é o caso da lagarada.

Ontem , no lagar de Silvares, vila do concelho (com "C") do Fundão, tive a oportunidade de participar numa lagarada, pretexto para uma noite de muito boa disposição e, porque não, de exercício de gula.

Começando nos enchidos assados com mestria e pela tibórnia, até ao bolo rei apalpado e aprovado pelo Alfredo, uma verdadeira figura emblemática e um R.P. de respeito, houve pelo meio, ocasião de experimentar o tradicional prato de bacalhau, couve e batata, tudo regado com um fantástico azeite acabadinho de fazer.

Pela delegação do Porto, que também participou no evento, tivemos conhecimento de uma expressão curiosa mas bem representativa de como o azeite é tradicionalmente visto como um ingrediente extremamente benéfico para a saúde. Ao que parece, quando alguém mostra ser inteligente diz-se sobre ele que "parece que bebe azeite". Coincidência ou não, após ter sido proferida esta frase, os convivas reforçaram a dose de azeite no prato. 

Alguém conhecia esta expressão?


As prensas onde é espremido a pasta de azeitona entre os capachos


A caldeira, alimentada a casca de pinheiro ("carcódia") e bagaço seco de azeitona, destinada a aquecer a água, essencial no processo de obtenção do azeite


A bela da "couvada" com o recipiente do azeite pronto a distribuir inteligência pelos participantes


Zona de preparação da "couvada" a cargo das laboriosas participantes


Os convivas atacando a refeição. É possível ver uma jovem participante retirando o Ice Tea da mesa após ter tido conhecimento das propriedades benéficas do azeite.


Carlos e Fátima, mestres lagareiros e anfitriões da noite.
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