quarta-feira, maio 30, 2007

A confirmação

Já sabíamos que as Finanças só nos dão tanga e que quando vamos a um qualquer balcão da mais insuspeita repartição de finanças, somos bombardeados com um verdadeiro Blá Blá Blá desconexo e indecifrável, ao sabor do humor do diligente funcionário público que nos atender.

Pois bem, eis a prova! O Google não dorme e no passado dia 28 de Maio de 2007 às 18H21 GMT eis o que ficou registado!

Clicar na opção "em cache" para ver a página original.

Agradecimentos a P.C.L. Varela por esta contribuição

quinta-feira, maio 24, 2007

Arte dos meus pupilos


Eis que, cumprido que está um ano lectivo, os meus irrequietos pupilos começam a mostrar a sua arte (embora ainda mal dirigida).

Art by Jonathan, 1º ano
(aluno que muito provavelmente irá reprovar à minha disciplina)


quarta-feira, maio 16, 2007

Pedido de desculpas

Serve o presente Post como pedido de desculpas por uma afirmação que aqui proferi há uns tempos atrás.

De facto, no calor de um quasi-monólogo argumentativo vaticinei a um blog criado por um admirador meu, uma longevidade de 1 mês.

Constato agora que não chegou a tanto pelo que peço desculpa pelo erro do meu palpite e pelo facto de ter erradamente sobre-estimado a capacidade criativa de uma ameba.

O Blog do Katano segue dentro de momentos.

terça-feira, maio 15, 2007

Quiz do Katano


Relativamente a este instantâneo, obtido algures em Sintra e que retrata um grupo de cidadãos anónimos escolhidos completamente ao acaso no meio da multidão, podemos dizer que se trata de:

a) O Staff dos D'Zertos que, despedido após a Queima do Porto tenta arranjar algum;
b) Uma Boys Band em promoção ao novo single;
c) 6 suplentes não utilizados do Benfica;
d) Um grupo religioso para quem o porta-a-porta deixou de ser uma opção;
e) Um grupo de forcados em mudança de ramo;
f) Um grupo de alunos, de uma determinada escola, sem nada para fazer.

As primeiras 6 respostas certas receberão gratuitamente em suas casas uma tostadeira dual band de 40 polegadas com leitor de DVD.

segunda-feira, maio 14, 2007

Concerto dos D-Zertos foi uma dor de cabeça

Chegou-me aos ouvidos que os D-Zrt, aquele grupo de jovens que usam a desculpa de estarem na moda para não se pentearem e para usarem uma amálgama de tecido incoerente a que chamam de roupa, tiveram um concerto algo atribulado na Queima do Porto.

Diz quem estava que, logo no início do concerto, foi pedido aos espectadores deficientes, que se encontravam mais próximos do palco, que se retirassem para as laterais, um local onde tinham muito menos visibilidade.

Esta atitude provocou a animosidade do público que aproveitou a espaços para praticar tiro ao alvo com o que quer que lhes chegasse à mão, tomando os 4 jovens saltitantes que se encontravam em palco como alvo. Outros ainda, manifestavam o seu apoio para com este grupo-modelo da juventude lusitana, brandindo cartazes com os dizeres no mínimo inusitados de "Zé Milho faz-me um felácio!" (adaptado) ou "O meu coração bate por vós! Preciso de pilhas para o meu pacemaker".

O grupo de jovens saltitantes de cabelos desgrenhados e roupas desconexas lá acabou por esgotar o seu repertório musical e, quando se julgava que tudo acabaria em bem e num momento em que o grupo fazia uma vénia de agradecimento ao público (provavelmente em reconhecimento pela falta de pontaria), eis que um projéctil consegue finalmente atingir o seu alvo, embatendo com vigor na testa do jovem Zé Milho.

Já na conferência de imprensa, elementos não identificados, removeram compulsivamente as crianças que se tinha ali aglomerado para obter um autógrafo dos seus ídolos.

Quando confrontados com tudo isto, os D-Zertos negaram todo e qualquer conhecimento do que se tinha passado, perante os jornalistas que, em protesto, se terão levantado e abandonado o local.

É caso para dizer que os D-Zertos arranjaram aqui uma bela dor de cabeça. Bom... pelo menos o Zé Milho arranjou.

Nota da Redacção: O Blog do Katano limita-se a reproduzir esta notícia tal como lhe foi contada, não subscrevendo de forma alguma quaisquer declarações ou opiniões nela contida.

Assim, e com profunda convicção declaramos que não é de todo da nossa vontade que o Zé Milho pratique em nós qualquer acto menos pudendo, tal como não subscrevemos a ideia de que os D-Zertos são um grupo musical.

É bom que se saiba!

sexta-feira, maio 11, 2007

Moedas com história - II

5 Pfennig - Alemanha, 1940
Uma moeda mais significativa pelo seu simbolismo que pelo seu valor intrínseco, isto numa altura onde se fala cada vez mais de extrema direita e neonazismo, esta moeda de 5 Pfennig foi cunhada na Alemanha Nazi em 1940. Muitas das moedas nazis seriam destruídas pelos Aliados após o fim da II Guerra Mundial.

Metal: Zinco

Diâmetro: 1,8 cm

Anverso: Valor facial de 5 Pfennig, com legenda com caracteres góticos "Reichs pfennig / 5"

Reverso: Inscrição "Deutsches Reich - 1940", com caracteres góticos apresentando uma águia sobre uma cruz suástica.
OBRIGADO A TODOS,
conhecidos ou desconhecidos.
Agora há que continuar porque o Mundo não espera.

quarta-feira, maio 09, 2007

Faço hoje aqui um post mais sério para prestar a minha homenagem a uma grande pessoa que hoje foi a enterrar na vila de Silvares, a Senhora Maria de Nazaré Pereira.

Mulher de uma fibra invulgar e de uma alegria interior imensa, Maria de Nazaré era uma pessoa que vivia para a comunidade e para os que a rodeavam sem pedir nada em troca.

No entanto, a sua vida foi muito ingrata e se situações há em que podemos dizer que há pessoas que tudo merecem e nada têm esta é sem dúvida uma delas.

Tendo casado ainda nova, Maria de Nazaré conheceu a alegria de ser mãe, facto esse que acabou por ser um terrível castigo pois perderia o seu primeiro filho quando este tinha 9 anos.

Iria mais tarde para Angola onde se estabeleceu, com o marido, numa quinta adquirida graças ao dinheiro obtido com a venda de todas as propriedades que detinham em Silvares. O marido era então director de uma mina de carvão (ou diamantes, as versões diferem) e a vida parecia sorrir com o nascimento também de uma filha.

É então que rebenta a Guerra do Ultramar e, no auge do conflito, a família vê-se obrigada a fugir durante a noite para salvar a vida, deixando todas as posses para trás. A acompanhar Maria de Nazaré, entretanto grávida de gémeos, e o seu marido e filha, ia um jovem angolano que fora criado desde tenra idade como se fosse um filho do casal.

Conseguem atingir Luanda, para embarcarem de volta a Portugal, mas a pressão e o nervosismo são demais para quem tinha um coração fraco e o marido de Maria de Nazaré sofre um enfarte ficando em risco de vida. Maria de Nazaré sofre também ela as consequências ao sofrer um aborto espontâneo, perdendo assim os seus futuros 2 filhos.

Tendo de ser evacuados de emergência, são reencaminhados para um avião que transporta apenas passageiros que necessitam de cuidados de saúde. O jovem filho adoptivo, por não ser filho do casal, não é autorizado a embarcar e, numa cena que recordará e lamentará para o resto da vida, Maria Nazaré é forçada a abandoná-lo. A visão do rapaz em choro de desespero, procurando saltar a barreira que o separa do avião que transporta a família que o havia adoptado é algo que a atormentará para sempre.

Quanto sofrimento pode uma pessoa suportar? Haverá um limite? Para Maria de Nazaré parece não haver e a perda da filha, então com 5 anos, alguns dias após chegar a Lisboa é mais um duro golpe.

Sem nada a não ser a roupa que transportavam, o casal consegue depois uma pequena loja na Covilhã onde passam a vender tecido, obtido nas sobras das fábricas que então prosperavam na cidade. Acabariam por conseguir o suficiente para abrirem alguns anos depois uma loja em Silvares, mudando-se para lá.

Maria Nazaré acaba por ficar viúva, permanecendo nessa condição durante vários anos, anos esses em que se dedicou á família, cuidando dos sobrinhos e dando tudo de si.

Finalmente acaba por casar novamente, uma atitude que, à luz dos cânones sociais de então é tida como imperdoável. Ela acabará por sofrer uma certa discriminação social mas nunca perdendo a dignidade e mantendo sempre uma postura de total dedicação aos seus sobrinhos e aos do falecido marido.

Após a morte do 2º marido, Maria de Nazaré passa a viver exclusivamente para os que a rodeiam, tornando-se um membro fundamental da comunidade e daquilo que passa a ser a luz dos seus olhos: o rancho folclórico de Silvares.

Recordo as ocasiões em que entrava no café dos meus pais e onde nunca, mas nunca, aceitou algo que fosse oferecido. Dizia ela que os meus pais precisavam mais do dinheiro que ela pois tinham filhos para criar e ela não tinha ninguém a quem o dar.

Sempre que tinha oportunidade perguntava pelo seu Benfica, uma paixão herdada do seu primeiro marido, nunca deixando de pagar as quotas de sócio até ao fim.

Noutra ocasião, a minha mãe que, sempre que podia, a visitava, elogiou um quadro que esta tinha na parede da sala, uma das poucas recordações que guardava do seu segundo marido. Em acto contínuo, Maria de Nazaré decide oferecê-lo à minha mãe, tendo sido muito difícil demovê-la de tal acto.

Com emoção recordo uma ocasião em que lhe ofereci uma foto em que estava trajada a rigor com o traje do Rancho, segurando o seu inseparável e tão característico adufe. Se lhe tivesse oferecido um tesouro de riqueza incalculável a sua reacção não teria sido mais emotiva.

Durante a última semana, a minha mãe decidiu visitá-la e encontrou-a bastante enfraquecida e em sofrimento sentada à porta de casa. Não se tendo queixado, só quando a minha mãe lhe perguntou se estava bem ela revelou o estado de saúde em que se encontrava, após o que a minha mãe imediatamente se ofereceu para a levar ao hospital.

Como sempre recusou, alegando que a minha mãe tinha as suas próprias preocupações e que eram as suas irmãs, afinal as suas herdeiras quem tinha o dever de lhe prestar assistência. Tranquilizou a minha mãe dizendo-lhe que já havia dito a um dos seus sobrinhos, que se encontrava muito mal e que em breve chegariam para a levarem ao hospital.

Vendo que não a conseguia demover, a minha mãe despediu-se dela, dizendo-lhe que se precisasse de alguma coisa que lhe telefonasse e que em breve viria visitá-la de novo para saber do seu estado de saúde.

A resposta foi glacial: "Oh minha filha, mas eu já não te vou voltar a ver..."

Maria de Nazaré faleceu no passado domingo, tendo sido encontrada por uma funcionária do Centro de Dia, que procurava saber como estava, pouco antes do seu último suspiro.

Contudo, o povo não esquece, e a massa humana que hoje esteve presente para lhe prestar uma ultima homenagem mostrou que dificilmente a memória de quem ela foi se apagará. A emoção no rosto dos membros do rancho folclórico que se mantiveram numa simbólica guarda de honra ao caixão diz tudo.

Com ela apagou-se uma luz invulgar, um altruísmo único, inimitável, algo que nunca conheci antes e que dificilmente voltarei a conhecer. Enquanto lhe segurava a mão fria, fiz-lhe a ela e a mim próprio uma promessa: os meus filhos saberão que existiu uma mulher única chamada Maria de Nazaré Pereira.

Adeus tia. Que possas encontrar agora finalmente a paz. Obrigado por teres sido um exemplo para o Mundo.

quarta-feira, maio 02, 2007

Caça ao mito - I

Recebi hoje um e-mail com a seguinte imagem e conteúdo:



Kathy Evans, residente em Idaho, trouxe a humilhação para os seus amigos e famí­lia quando inaugurou uma nova escala de estupidez com a sua aparição no popular show de TV "Quem quer ser milionário".

Evans, uma esposa e mãe de 2 filhos de 32 anos, ficou presa logo na 1ª pergunta. Os fãs do programa dizem que ela conseguiu fazer o pior uso de sempre das suas ajudas. Depois de ser apresentada à apresentadora do concurso Meredith Vieira, Evans assegurou que estava pronta para jogar, e foi-lhe feita uma pergunta extremamente simples de 100$. A pergunta era:

Qual é o maior dos seguintes elementos?
A) Um amendoim
B) Um elefante
C) A Lua
D) Hey, a quem é que estás a chamar grande?

Imediatamente a Sra. Evans foi tomada pelo pânico assim que percebeu que esta era uma questão à qual efectivamente não sabia responder. " Hum, eh pá... esta é difícil" disse Evans, enquanto Vieira fazia o seu melhor para esconder a sua incredulidade. " Quer dizer, tenho a certeza que já ouvi falar de algumas destas coisas antes, mas não tenho ideia dos seus tamanhos".

Evans decidiu usar a 1ª das suas ajudas, o 50/50. As respostas A e D foram retiradas, deixando por decidir qual seria maior, um elefante, ou a lua. Contudo, Evans continuava com poucas certezas. " Oh retirou as duas para as quais me inclinava!" exclamou Evans. " Que chatice, acho que é melhor ligar a uma amiga".

Usando a 2ª das suas ajudas, a senhora Evans pediu para ligarem à sua melhor amiga Betsy, uma empregada de escritório. "Olá Betsy! Tudo bem? É a Kathy! Estou na TV!" disse Evans, desperdiçando os primeiros 7 segundos da chamada. " Ok tenho uma pergunta importante. Qual dos seguintes elementos é o maior? B Elefante, ou C a Lua? Tens 15 segundos." A Betsy rapidamente disse que a resposta certa era a C é " Lua.

Evans continou a conversar com a amiga nos 10 segundos seguintes. " Vá lá Betsy tens a certeza?" Disse Evans. " Quanta certeza tens? Não pode ser essa." Para o espanto de todos a monga Evans declinou a ajuda da sua amiga. " Não sei se posso confiar na Betsy. Ela não é assim tão inteligente. Acho que vou pedir a ajuda do público" diz Evans.

O público respondeu 98% a favor da resposta C é" Lua. Tendo usado todas as ajudas, Evans tomou a escolha mais burra da sua vida. "Uau, parece que toda a gente está contra o que eu estou a pensar" disse a estúpida Evans. " Mas sabe, às vezes temos que seguir o nosso palpite. Vamos ver! Para a pergunta de qual é maior, o elefante ou a lua, eu escolho a B é " Elefante. É a minha resposta final". Foi então dito a Evans que estava errada, sentada perante a audiência embasbacada, e que a resposta certa era de facto, C é " A Lua.


Se calhar não temos porque nos espantar.
Afinal este é o paí­s onde Bush foi eleito, e por 2 vezes... ;)



Desmistificação:


Se é certo que eu adoraria que esta história fosse verdade -até porque concordo em absoluto com a ideia da última frase-, ainda assim achei suspeito dado o facto de 99% da informação que nos chega através de e-mails reencaminhados ser falsa.

Sendo assim, fiz uma pequena pesquisa no instrumento universal de referenciamento de mitos cibernáuticos - o Google -, e descobri (sem grande supresa) que se trata de mais um mito urbano.

A história é retirada deste site: http://www.bsnews.org/articles/135, que é uma espécie de edição electrónica de um jornal de casos insólitos, não necessariamente verídicos, com propósitos humorísticos. Aliás, o próprio site tem na sua descrição a seguinte frase:

"DISCLAIMER: BSNews.org, and all it's contents, fall under the category of Satire and Parody. Don't take any of this bullshit seriously, ok? In other words, NONE OF THIS IS REAL! Understand? Good."

Se mais dúvidas houvessem, aqui fica o sítio de onde a imagem original foi retirada e, já agora, cá está ela.

A senhora afinal chama-se Fiona Wheeler e respondeu acertadamente à pergunta sobre qual era o nome mais vulgarmente usado para designar a traqueia ao que esta, uma fã da série "Casualty", ao que parece, uma espécie de "E.R.", respondeu acertadamente.

Pensem bem na próxima vez que decidirem espalhar notícias infundadas sobre senhoras de respeito cujo sonho é, segundo o site, tomar banho em chocolate.

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