quinta-feira, abril 27, 2006

Imagens da Festa!!!

Ainda não tinha tido ocasião de aqui publicar algumas das muitas fotografias que foram tiradas na noite em que o FCP conquistou o seu 21º título de Campeão Nacional! Eis então algumas das imagens que ilustram o que foi uma noite de grande "violência" festiva que acabou à porta do Cidade Nova às 6 da matina depois de uma passagem em grande pelo Clube Inglês, esse ex-libris da afamada noite fundanense.

Adeptos anónimos, escolhidos completamente ao acaso na multidão, em festa no Núcleo do FCP da Covilhã. Note-se o ar alegre e festivo estampado nos seus rostos e a satisfação na cara do adepto que fuma um belo charuto da marca "Hugo e Cristina - Recordação do nosso casamento".


Momento em que um adepto anónimo, escolhido completamente ao acaso na multidão, tenta obter um veículo que cause mais impacto visual e sonoro na caravana. O proprietário do veículo interpelaria o grupo instantes depois censurando o facto de este grupo de adeptos anónimos, escolhido completamente ao acaso na multidão, tentar ir para a caravana sem ele.


Instantâneo onde se pode ver um grupo de pessoas anónimas, escolhidas completamente ao acaso, misturando-se com um grupo de adeptos anónimos escolhidos completamente ao acaso em pleno Bar "Cooperativa das Artes" que nessa noite vestiu tons de azul e branco. Na imagem é ainda possível ver um adepto anónimo, escolhido completamente ao acaso na multidão, imitando um serralheiro que pede 5 minis.


Momento em que o proprietário do Bar "Cooperativa das Artes", um proprietário anónimo e escolhido completamente ao acaso na multidão, é surpreendido por um adepto também ele anónimo e escolhido completamente ao acaso na multidão que, sem complexos, substitui o cachecol vermelho que adornava as prateleiras que portam as bebidas, por outro mais adequado ao motivo da festa. Repare-se no ar suplicante e surpreendido do proprietário que, recorde-se, se trata de um proprietário anónimo e escolhido completamente ao acaso na multidão, em contraste com o ar determinado do adepto, também ele anónimo e escolhido completamente ao acaso na multidão, que instala o cachecol que adornaria as prateleiras de aí em diante.

quarta-feira, abril 26, 2006

Foi há 20 anos...


... que não se apague nunca da memória.


foto tirada daqui

Resgate na Gardunha - Take 727


O Dia da Liberdade foi para a equipa do Resgate na Gardunha mais um dia de árdua jornada laboral em prol da 7ª arte Lusitana. Numa cena que terá sido das mais difíceis de realizar até agora, tendo em conta o calor que se fez sentir dando por vezes a impressão que se estaria a trabalhar dentro de um forno no Kalahari, a equipa adoptou uma atitude 100% profissional e mostrou grande brio no seu trabalho.
Está quase a chegar o dia da estreia...

segunda-feira, abril 24, 2006

Mude-se a Páscoa... e o Natal também!

Numa animada conversa em tom unicamente jocoso, discutia eu mais uma vez a monotonia da Páscoa por, tal como num filme cujo final já conhecemos, já sabermos de antemão que tendo morrido na Sexta-feira, Cristo iria ressuscitar no Domingo.

Eis que alguém se sai com esta pérola: "Então e no Natal? Se mudamos a Páscoa mudamos o Natal também! Imagina que o sujeito nascia prematuro!"

sexta-feira, abril 21, 2006

Um feriado diferente II

Como prometido, cá estão algumas fotografias tiradas no feriado de comemoração da crucifixação de Cristo (confesso que este feriado não teve grande piada... talvez porque, como diz a Cathy Sexy, já se saber de antemão que Cristo ia ressuscitar).

Lá fui eu "Auto-route A-vingt cinque a toute la vitesse" até Vilar Formoso e, já que ali estava, dei um pulinho para abastecer o meu veículo com o substancialmente mais barato combustível espanhol. Os sinais de diferença de preços de combustíveis entre os 2 lados da fronteira eram mais que evidentes: do lado português, todos os postos de abastecimento estavam às moscas enquanto que, do lado espanhol, se formavam filas de entre 10 a 20 carros.

Para não esperar muito, embrenhei-me 2km em solo espanhol até um posto de combustível isolado que conhecia, e lá abasteci enchendo o depósito (poupando com isso 5 euros). Eis uma foto da principal fronteira terrestre portuguesa vista do lado espanhol, com os veículos dos atentos agentes da lei e da ordem castelhana servindo de guarda de honra.



Chegando finalmente ao local onde se encontravam os vestígios que procurava depois, de me ter perdido duas vezes, deparei-me com uma interessante necrópole (núcleo de sepulturas) de vários tamanhos e feitios, numa paisagem lindíssima. Junto ao local corre uma ribeira entre afloramentos rochosos apreciáveis entrecortados por prados verdes, sendo que a ribeira se encontra coberta por minusculas flores brancas. A água corre calmamente, esporadicamente fazendo barulho, enquanto que os únicos sons que se ouvem são os das aves e do coaxar das rãs.

Depois de localizar as sepulturas, fiz uma pequena vistoria nos arredores e reparei que é possível encontrar muitos fragmentos de cerâmica doméstica e de cerâmica de construção pelos campos dos arredores, prova de que terá existido por ali existido um habitat que poderá ser ou não contemporâneo das sepulturas. Foi possível descobrir aquilo que provavelmente é um bordo de um prato e outro fragmento que será um bordo de vasilha.

Nos muros em redor também detectei algumas pedras "suspeitas".

Eis um dos exemplares das sepulturas, esta encontrando-se isolada a escassos metros da ribeira.

Na minha "prospecção", atravessei a ribeira para chegar à margem oposta o que, dado o caudal da mesma, não foi muito fácil, e passeei pelos afloramentos rochosos circundantes o que me trouxe algumas supresas. Eis duas "cristas" paralelas que fazem uma espécie de caminho sobre os vários afloramentos sucessivos criando uma espécie de estrada. Veios de rocha com dureza diferente? Acção humana? Se sim, com que propósito?



Em breve, um post sobre uma anta com inscrições que se encontra nos arredores.

sábado, abril 15, 2006

Um feriado diferente

Movido por um e-mail que me foi endereçado dando conta da existência de um sítio arqueológico não documentado, tive oportunidade de passar um feriado diferente com uma mistura de insólito e curiosidade, polvilhado por uma ou outra situação mais caricata e onde ainda tive oportunidade de cumprir a praxe de abastecer o meu veículo com gasóleo espanhol a 98 centimos / litro.

Em breve, a história com fotos e tudo!

segunda-feira, abril 10, 2006

Um artista beirão


Nem só de fenómenos esotéricos vive a Gardunha e seus arredores. Desde há uns anos a esta parte, outro fenómeno tem feito furor na cena musical com as suas letras bairristas e irreverentes, cantando com uma alma que lhe granjeou o epíteto de "Bob Dylan português".

Acumulando funções de presidente da direcção da C.L.I.T.O. (Confederação Lusitana de Interesses e Tradições de Origem), Jerónimo ponderou recentemente candidatar-se à Presidência acabando por não o fazer devido a obstáculos inultrapassáveis. Do rol das suas promessas faziam parte a convicção de "declarar a independência da Lusitânia da Serra da Estrela até Mérida no seu todo monocontinental e indivisível" pretendendo ainda dotar a Beira Baixa de "um braço de mar" e terminando com a firme promessa de "largar uma bomba atómica em Lisboa".

De volta ao artista, Jerónimo e os Cro-Magnon (o grupo que o acompanha sempre, recheado de artistas notáveis) foram estrelas de uma actuação notável a todos os títulos no último Festival Rock In Vale (d'Urso) em Agosto último. Durante 2h uma plateia entusiasta que vibrou intensamente foi brindada com sucessos inesquecíveis como "Dias de chuva com granito calibre #3 e #5", "Tasca da Estação", "Balada do Trolha", "Apanhar o grelo" e "Auto-route de Burgos".

É aliás com a letra de "Auto-route de Burgos", uma música que homenageia o emigrante que há em cada um de nós, que termino este post prestando aqui uma justa homenagem a Jerónimo o artista com a Beira Baixa na alma e a alma na voz e o coração na voz da alma.

AUTO-ROUTE DE BURGOS

Auto-route, auto-route
Auto-route, auto-route

Vinha eu na auto-route,
Vinha eu e ma famile.
Vinha eu tout tranquile
No meu nouveau automobile
Que me custou 50 mil balas
Lá no meu apartement.

Auto-route, auto-route
Auto-route, auto-route


Bem, la vinha eu na auto-route de Burgos
Quatre-vingt dix noventa auto-route a fora toute la vitesse.
Vinha eu, um algeriano, um marrocano e cinco arábes
Quando de repente à côté d'auto-route havia uma casa tipo maison
Com fenêtres p'rá frente, janelas p'ra trás
E um placard à côté que dizia "restaurant".

Entrei no restaurant
Disse "Garçon, uma bièrre p'ra moi,
Outra bièrre p'ró outro moi
Que está à côté de moi".
E outro moi disse "Garçon,
Outra bièrre p'ró outro moi à côté de moi".
E o outro moi disse "Oh, se tu veux,
Eu também veux".

Auto-route, auto-route
Auto-route, auto-route


Bem, saímos do restaurant complétement îvre.
Prendi a auto-route quatre-vingt dix noventa, auto-route a fora toute la vitesse,
Quando de repente um auto-bus, moitié dentro, moitié fora da auto-route...
Oh que grande accident...

Parti uma jambe
Fui parar à l'hopital
Foi então que chegou o médecin
Disse "Monsieur, só tem uma solution,
Ou vai p'ró chômage,
Ou vai p'rá retraite,
Ou então vai lá p'ró vale
Das batatas no seu Portugal".

Auto-route, auto-route
Auto-route, auto-route


Bem, lá fui eu p'ró vale das batatas no meu Portugal
Prendi uma semaine de vacances e fui até à la plage.
Lá estava eu au bord de la mer, avec ma mére, quando a minha mére disse:
"Oh Michel, Michel! Rien, rien!" E eu comecei a rienar.
Lá estava eu no meio de la plage a rienar tout-a-fait
Quando de repente me começou a faltar o air conditioned
E eu estava a ir au fond...
E a minha mére da outra côté de la plage gritava
"Oh Michel, Michel! Qu'est-ce que se passe?"
E eu disse "Oh, non se passe nage, non se passe nage. Só estou a rienar".

Auto-route, auto-route
Auto-route, auto-route

quinta-feira, abril 06, 2006

Frase do dia


"O verdadeiro macho não bebe leite. O verdadeiro macho come a vaca!"

tirado do tópico do contacto MSN do Jorge.

terça-feira, abril 04, 2006

"Resgate na Gardunha" - Filmagens aproximam-se do momento decisivo



Foi mais um fim de semana de intensa e ardorosa labuta nas filmagens daquela que promete ser a primeira super-produção lusitana. Com total dedicação e brioso esforço por parte da equipa das filmagens, constituída por "um leque de actores da nova geração de elevada qualidade" (in Premiere), foi assim possível filmar mais um conjunto de cenas que prometem levar ao filme mais emoção e suspense.

Assim, no Sábado, foram filmadas na Penha as cenas "Zé Naifas vs Testemunhas de Giova" assim como várias panorâmicas do espaço envolvente. Infelizmente, após uma visita da equipa ao "Círculo Misterioso" da Gardunha, José Pinto entrou em estado de transe tendo jurado a pés juntos que conseguia ver Elvis a pilotar um disco voador cheio de ucranianas, pelo que, devido ao estado que alguns diziam ser de verdadeira possessão demoníaca, se achou por bem dar o dia de trabalho como encerrado.

No dia seguinte, após um opíparo churrasco confeccionado pela nossa estimada Daniela, foram filmadas as cenas "O Pedido de Resgate", "Zé Naifas em busca do Covil Terrorista" e "Zé Naifas e o Vendedor de Mapas da Gardunha", tendo ainda sido concluída a cena "O Treino".

O entusiasmo cresce agora à medida que nos aproximamos do momento da gravação daquela que será a cena maior da película, cena na qual o protagonista enfrenta a turba de terroristas ensandecidos. Esta é uma cena que promete fazer história no cinema lusitano uma vez que contará com efeitos especiais invulgares no contexto nacional e será imbuída de uma intensidade imprópria para cardíacos.

Fotos:
1 - O protagonista tenta perceber o estado de integridade do seu crânio depois do impacto de uma pinha que sinceramente metia respeito.

2 - O realizador dá as últimas instruções ao grupo antes da cena "Zé Naifas vs Testemunhas de Giova"

Mais um fenómeno para...anormal

Acreditem ou não, eu estava apenas a espalhar manteiga no pequeno pão da imagem antes daquele pedaço de lâmina passar junto à minha jugular... Será a Maldição da Gardunha?
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