segunda-feira, junho 27, 2005

Saltar para alterar a órbita da Terra...

Image hosted by Photobucket.comÉ este o objectivo proposto no site World Jump Day.

"No dia 20 de Julho de 2006 pretende-se juntar 600 milhões de pessoas em todo o mundo para saltarem em simultâneo a uma determinada hora. O que se pretende com este mega-salto é conseguir que a Terra altere a sua órbita, afastando-se ligeiramente do sol. Este fenómeno terá como consequência a resolução (pelo menos parcial) do aquecimento global (efeito comprovado cientificamente)."


Ao que parece, e com alguma lógica obviamente, este evento nada tem de científico, mas trata-se somente de uma tentativa de criar algo artístico pelo dono do site, um artista alemão. Mas vai ser giro ver quem adere à iniciativa. Imaginem o vosso vizinho do lado a saltar que nem um desalmado nesse dia. Tenham as máquinas fotográficas prontas!

Viaje por la carretera - Hipotesis B

Image hosted by Photobucket.comDepois de ver isto sobre o Alhambra começo a ficar um sério partidário do percurso ao lado.

Gostava de ouvir a opinião das pessoas e por isso convoco desde já uma reunião a ter lugar num dos 2 próximos fins-de-semana no Fundão para discutir este assunto. É necessário referir nomes????


imagem tirada daqui

domingo, junho 26, 2005

Viaje por la carretera!

Image hosted by Photobucket.comEstão a chegar as férias e com elas aproxima-se a grande expedição "Viaje por la Carretera '05 - Fundão<>Gibraltar" já com vários participantes confirmados e motivados!

Recordo que estão ainda abertas as inscrições para a participação neste evento. Entretanto aqui ficam alguns dados retirados do prático Guia Michelin:

Fundão-Gibraltar
Paragens intermédias
: Mérida, Sevilha
Distância total: 656km / 8h40m aprox (Não se preocupem! Eu conheço um atalho!)
Duração da expedição: 1 semana (a não ser que nos percamos e aí o tempo duplica).

quinta-feira, junho 23, 2005

Histórias da II Guerra Mundial

Tive nos últimos tempos a oportunidade de (re)ler um livro intitulado "Secret Weapons of the Luftwaffe", dedicado à aviação militar na Europa durante a II Guerra Mundial, especialmente sobre a aviação dos EUA, do Reino Unido e da Alemanha, a mítica Luftwaffe. Tinha-o lido pela última vez há alguns anos atrás, era eu um jovem imberbe e inocente e, a páginas tantas, duas histórias curiosas chamaram a minha atenção:

A anti-aérea alemã

O início da campanha massiva de bombardeamento da Alemanha pelos EUA foi marcado pela tremenda falta de pontaria da artilharia anti-aérea alemã e deu inclusive origem a uma piada de caserna entre o exército alemão. Contava-se que um soldado que fora condenado à morte, pôde escolher a forma como iria morrer e sendo assim, pediu morte por tiro da artilharia anti-aérea tendo sido amarrado no alto de uma torre à frente dos seus carrascos.
Três baterias de anti-aérea dispararam contra o prisioneiro alemão durante três semanas. Quando finalmente foram recolher o cadáver constatou-se que o condenado havia morrido à fome.

imagem retirada do site World War II Guide


A simpatia checa

No decurso de uma missão, um bombardeiro B-17 aliado chamado "Tondelayo" foi atingido várias vezes pela anti-aéra alemã, que pelos vistos, terá a certa altura melhorado imenso a sua pontaria. Ainda assim, conseguiu voltar para Inglaterra e aterrar em segurança. Tratava-se de um avião quadrimotor para missões de longo curso extremamente robusto que era conhecido como "Fortaleza Voadora" pela forma como conseguia suportar danos tremendos e capaz de voar inclusive com apenas 1 motor operacional.
Quando aterrou, foi feita uma avaliação de danos ao avião e, pasme-se, foram descobertas 11 munições não deflagradas nos depósitos de combustível do bombardeiro! Tivesse uma apenas explodido, e o avião ter-se-ia imediatamente desintegrado.
Um inspecção mais minuciosa às munições revelou que nenhuma delas continha uma carga explosiva e numa delas foi encontrado um papel enrolado com uma mensagem em checo que dizia "Isto é tudo o que podemos fazer por vocês de momento".

imagem retirada do site da Wright-Patterson Air Force Base

segunda-feira, junho 20, 2005

Apenas uma questão...


(in www.olhares.com)


Se tivessesmos a verdadeira consciência da fragilidade e fugacidade da vida, será que seriamos pessoas diferentes?

domingo, junho 19, 2005

O Bon Chic...

Acho se está a demorar muito tempo para "homenagear" uma personalidade um tanto híbrida de que muito se falou nos últimos tempos. Alguém que nos proporciona a todos momentos tanto de puro humor como de pura estranheza. Apesar de tudo acho que o Mundo precisa de personagens assim para quebrar a monotonia...e como este deve haver poucos... ;)

United Colors



Ainda a propósito do post de 18 de Junho quro apenas deixar esta imagem...a Benetton no seu melhor...

Desporto da RTP1 não sabe o que é racismo

Ainda dentro da temática do racismo, assisti hoje a um momento algo cómico. Decorria a segunda parte do jogo Alemanha x Tunísia para a Taça das Confederações, e a Alemanha finalmente marcara um golo e vencia o jogo por 1-0. Até então, os adeptos não tinham parado de protestar contra uma exibição alemã que estava a ser fraquinha...

Dentro deste espírito de ânimo renovado, ia a Tunísia para o ataque por intermédio do seu talentoso jogador Dos Santos (que raio de nome para um tunisino, mas que se lixe, não posso falar muito), quando lhe sai ao caminho aquele armário que é o defesa central do Chelsea Robert Huth (leia-se róber ute) e corta o lance de forma imperial assim como quem diz "Desculpa lá mas não acho correcto ires em direcção à minha baliza pelo que vou fazer uma entrada impetuosa que no mínimo vai ficar bem na televisão e com sorte até te apanha as pernas".

Nas bancadas, o público fazia a sua habitual manifestação racista dirigida a Dos Santos, imitando um som de gorilas em cio, som esse, diga-se de passagem, que até estava bastante realista, como se já estivessem mesmo na época do cio.

Eis que o indómito e sempre criativo comentador da RTP1 se sai com esta pérola plena de convicção e quiçá com alguma ingenuidade:

"...e como as coisas mudam! Agora o público já grita o nome do Huth!"


imagem de Rober Huth (cimo) tirada daqui
imagem de Dos Santos (por baixo) tirada
daqui

sábado, junho 18, 2005

Manif em Lisboa contra a "criminalidade"

Acabo de ver nos noticiários as notícias referentes à suposta manifestação contra "o aumento da criminalidade em Portugal". Confesso que quanto mais via, mais repugnado ficava. Afinal, como já esperava, tudo não passou de uma tentativa de um grupo de cidadãos usarem uma causa que preocupa muita gente, para destilarem o seu ódio xenófobo e racista, fazendo passar a mensagem que o mal é de se admitirem emigrantes.

Apanhando um pouco esta oportunidade de se projectar, um outro partido, o PNR, cujos resultados eleitorais aparecem em rodapé mesmo junto a "papel inacópia", tentou passar uma mensagem menos "agressiva" mas que se perdeu no meio daquela turba recalcada.

Em concreto, a mensagem era de que "Portugal é dos portugueses, e para Portugal vêm trabalhar pessoas que tiram emprego aos portugueses, e ainda por cima são criminosos!" Patético. Vergonhoso. Foi uma sensação dificil de classificar ver aquele grupo de arruaceiros ostentar símbolos nacionais dos quais eu me orgulho, não apenas quando ocorrem eventos desportivos que fomentam histeria colectiva, mas que eu sinto, como português que sou, e cujo significado conheço.

Pessoalmente, sou a favor do controlo de entrada de imigrantes em Portugal, não da sua proibição. De que adianta estar a acolher gente que não podemos integrar ou sustentar? Acolher sim, mas de forma coerente e sustentável, e acolher com a dignidade e solidariedade que nos merecem essas pessoas que chegam a Portugal com o mesmo espírito com que os meus pais por exemplo partiram há muitos anos atrás para outro país, procurando um futuro que não teriam no seu país, com esperança, com sonhos e acima de tudo com muita coragem e força de vontade.

Sou contra o aumento da criminalidade sim, mas será que só há criminosos entre os imigrantes? Não vejo imigrantes sentados num banco de madeira por causa da Casa Pia, nem sequer por causa da malograda Joana. Aos imigrantes criminosos, será que a muitos deles damos opção?

Hoje posso dizê-lo senti uma profunda tristeza por ver um grupo de pessoas com ódios recalcados e mal dirigidos tentarem arrastar pessoas em desespero para uma causa que não é a deles.

Portugal para os portugueses. Português é quem ajuda a construir o país!

imagens tiradas da
Som Livre e do IPV

quinta-feira, junho 16, 2005

A José Fontinhas, vai-se o homem fica o poeta.

Ainda não tinha escrito nada sobre Eugénio de Andrade por consideração a Pessoa, que morreu há muito mais tempo e ainda nada escrevi sobre ele também... mas estou certo que será recordado numa qualquer noite de boémia.

Agora a sério.. ao maior poeta da segunda metade do século XX (quanto a mim) e um dos melhores de todos os tempos.

Do poeta para o homem:


Onde me levas, rio que cantei

"Onde me levas, rio que cantei,
esperança destes olhos que molhei
de pura solidão e desencanto?
Onde me leva? Que me custa tanto.

Não quero que conduzas ao silêncio
duma noite maior e mais completa.
com anjos tristes a medir os gestos
da hora mais contrária e mais secreta.

Deixa-me na terra de sabor amargo
como o coração dos frutos bravos.
pátria minha de fundos desenganos,
mas com sonhos, com prantos, com espasmos.

Canção, vai para além de quanto escrevo
e rasga esta sombra que me cerca.
Há outra fase na vida transbordante:
que seja nessa face que me perca."

Eugénio de Andrade

imagem retirada da Escola Secundária Aurélia de Sousa

Mistérios da Gardunha - I



Eis um exemplo de que nem só ir à esplanada da moda é tudo o que há a fazer no Fundão. A fotografia foi tirada por volta da 1h da manhã em pleno maciço da Serra da Gardunha, no momento em que procurava inscrições numa rocha, onde já havia sido detectada uma outra, ao que tudo indica, do Séc XVII. Trata-se de um local onde, segundo ouvi contar, no tempo dos nossos bisavós, um jovem militar que por ali tinha uma namorada, foi devorado por lobos. Quando as gentes deram conta do seu desaparecimento, tudo o que encontraram foram "as botas ainda com os pés no interior".

É sem dúvida um tema para desenvolver em breve
no ArqueoBeira.

segunda-feira, junho 13, 2005

O pequeno Martunis II

O meu primeiro post tinha de ser, claro, do contra, pelo menos um pouco.

Concordo que não deveria ser normal estar à espera que o puto tivesse a camisola da selecção portuguesa para o ajudar, concordo que seja irónico que o miudo do lado que optou pela camisola da Nike esteja sem casa, mas como interpretar isso? Melhor, como lidar com isso? Por uma questão de justiça não se ajuda pelo menos um? Ou comem todos ou não come nenhum?

Se é preciso um puto estar com a camisola certa para ser ajudado... ok, pelo menos é menos um que fica na miséria, não deveria ser preciso isso mas se é assim não se vai desaproveitar essa oportunidade.

Porque não ver as coisas pelo outro lado: se o Martunis não tivesse vestido a camisola da selecção não teria sido ajudado e seria MAIS um na miséria. Ele ou outro qualquer, essa é que é a questão. Vamos deixar de ajudar um porque os outros ao lado ficam sem nada? Para mim, a única razão válida para não reconstruir a casa do Martunis é porque talvez seja assaltado e morto pelos outros que não têm nada...

Sim, o processo está errado, concordo, mas resultou ou não? Os pais do Martunis não têm emprego... nem eles nem a maior parte de todos os outros, por isso se não arranjamos empregos para todos não arranjamos para nenhum. Este tipo de situações não pode ser encarado desta forma, tem de se começar por algum lado, se tiver de ser pelo Martinus que seja, se a acção morrer já aqui como parece ser o caso... é pena mas pelo menos um foi ajudado.

Se fossemos justos dividiriamos os 40 000 euros por todas as crianças desalojadas e depois esperávamos para ver o que cada um fazia com os seus 30 cêntimos...

Nem todas as ondas têm a força para varrer todos, esta teve a força para carregar um, é melhor que nada.

Portem-se

quarta-feira, junho 08, 2005

Mais uma vitória incontestável!

Teve lugar no passado fim-de-semana mais um grande embate desportivo de nível regional, no qual um colectivo formado por uma selecção dos melhores jogadores das agremiações de Vale de Urso FC, Atlético Paradantense e Amigos Cova da Beira impôs uma derrota caseira ao forte conjunto do Clube Desportivo Cultural e Recreativo da Enxabarda.

Com os reforços de última hora, Mantorras e Mickey a fazerem a diferença, o público teve o privilégio de assistir a um espectáculo de futebol que já não se via em Portugal desde que José Mourinho assinou pelo Chelsea.

No Olímpico da Enxabarda, a equipa vitoriosa alinhou com: Hugo na baliza, Alex, Pepe, Zé e Caetano, Mickey, Sérgio, Márcio e Nuno, Mantorras e André. Os golos foram marcados por Mantorras (2) e Mickey (2) para um resultado final de 3-4.

Saliente-se a forte contestação à arbitragem que deixou passar em claro um penalty escandaloso na área da equipa local, penalty esse que jogasse a equipa forasteira de águia ao peito, teria sido razão para expulsar metade da equipa da casa.

Tratou-se ao fim e ao cabo de um triunfo natural da equipa mais forte, que melhor se entregou ao jogo, e cujo espírito combativo pode ser aferido pelo instantâneo acima, obtido durante o aquecimento.

Que raio de rima...

É com muito e prazer que presenteio este bloguinho com uma pérola poética cuja co-autoria é minha e da minha ilustre colega de blog Pequena Joana. Devo dizer que esta obra prima surrealista nasceu numa noite de grande inspiração em que a lua se alinhou com a terra acendendo em nós a chama do talento adormecido. convosco a saga "QUE RAIO DE RIMA..." (aplausos efusivos e lágrimas de emoção)

Sou tão inteligente
Até parece que sou gente
Sou tão diferente
E tão inconscinte
Que até fui buscar o pente

Há por ai muito indecente
Gente que agora não me vem à mente
Por ser tão incongruente
Mas como eu sou tão competente
Até me é indiferente

Vou então quebrar esta corrente
Porque quero ser independente
Ai de mim que sou tão atraente
E como disse no ínicio...SOU TÃO INTELIGENTE...

FIM

Cat e Jo(e vice-versa) :)

terça-feira, junho 07, 2005

Decadência

O outro dia pousei os olhos por uns momentos naquele trash show ("travestido" de talk show) que a SIC passa no domingo à noite, com o ex-melhor humorista português. Nem me lembro da última vez que o fiz, mas sei que nessa altura aquilo já andava pior que mal. É incrível, mas o mau gosto atroz consegue ser ainda maior agora.
O Herman José parece daquelas pessoas que foram submetidas a uma intervenção cirúrgica no cérebro e depois nunca mais voltam a ser as mesmas.
O espectáculo torna-se insuportável, porque depois da espiral de mau gosto, não há mais espaço ali para piadas inteligentes e com pés e cabeça. Por isso, admirei-me que ele e a sua trupe tenham, do nada, feito uma graça sobre Richard Nixon e Henry Kissinger. A plateia, como era de esperar, não se riu.


Herman antes da oxigenação

segunda-feira, junho 06, 2005

O pequeno Martunis

Provavelmente vou ser tachado de insensível e grosseiro com este meu comentário mas este é um blog livre e quem achar que não tenho razão que me contrarie.

O jovem indonésio Martunis, veio recentemente a Portugal assistir ao jogo entre a nossa selecção e a congénere eslovaca, tendo na mesma ocasião recebido um cheque no valor de 40.000 euros para reconstruir e mobilar uma casa nova, tendo, creio eu, já recebido anteriormente verbas nesse sentido. Pessoalmente acho isto uma barbaridade e um insulto.

Como ficam as outras crianças que sofreram no tsunami? Que condições se estão a criar para que o jovem Martunis possa ter condições para crescer e ser educado e mais tarde ter emprego? E emprego para o seu pai? Como ficam os milhares de indonésios que continuam em campos de refugiados à espera de uma casa, à espera de uma vida? Será que o facto de o pequeno Martunis ter usado a camisola da Selecção é motivo suficiente para tamanha acção de "solidariedade"? E se ele não tivesse usado a camisola, onde estaria agora, se não tivesse morrido já de desinteria ou malária como tantos outras vítimas anónimas que tiveram o azar de não usar a camisola da selecção? Que fazemos por estes? Quem se importa agora que já passou a onda de solidariedade e que passou o imediatismo (e mediatismo) deste assunto?

Uma última questão... Como se sentirão as pessoas desalojadas e famintas que olharem para a casa do pequeno Martunis que naquele dia usou a camisola da Selecção Portuguesa?

domingo, junho 05, 2005

Dicionário do Catano - IV

BORGA - (substantivo feminino) popular estroinice; pândega; vadiagem; (De origem obscura) fonte: www.infopedia.pt


De onde terá vindo esta expressão? Esta manhã ouvi uma explicação possível numa rádio nacional. Ao que parece, havia em Lisboa, na zona da Madragoa (outro grande mistério a origem deste nome!), uma zona de tascas muito frequentadas pelos marinheiros. Tratava-se de uma rua bem localizada que já no Séc XIX mudou de nome passando a chamar-se Rua Vicente Borga. Talvez nessa altura fosse possível ouvir um diálogo do género: -"Onde vais logo à noite?" - "Eh pá vou para a Borga!".

Com o passar dos anos, o apelido do pobre Vicente Borga, passaria a estar associado a um lado menos protocolar de diversão nocturna. Que teria ele a dizer sobre isso hoje em dia?

Diz-me o que vestes e dir-te-ei quem és... ou não!


Confesso que este post, a esta hora tão tardia, não é mais que o sublimar de alguma indignação e surpresa quem me têm acometido sempre que uso uma combinação específica de vestuário. Quem tiver estado comigo na última quarta-feira, terá com certeza reparado que eu usava na altura um elegante "ensemble" constituído por calças clássicas vincadas cinzentas, sapatos pretos a condizerem com o cinto e uma bela camisa lisa de um tom azul que se situa entre o celeste e o bebé.


A primeira vez que coloquei em causa o uso desta combinação, foi sem dúvida há cerca de 2 anos atrás quando passeava pelas prateleiras preenchidas e concorridas de um hipermercado da cidade da Guarda. Preocupado em reunir víveres suficientes para encarar o futuro próximo de forma optimista, ou pelo menos de barriga cheia, não reparei numa senhora, provavelmente vivendo na alegria dos seus 50 anos, que se aproximava de mim com ar decidido. De surpresa, sou abordado por ela com um cumprimento cordial exprimindo o seu desejo que eu estivesse a viver uma tarde agradável. Em seguida atira uma questão marcante: "Olhe lá! Vocês já não têm arroz agulha daquele do pacote verde?". Fiquei siderado... "Olhe sinceramente não sei..." foi tudo o que a surpresa me deixou dizer.

Nesta quarta-feira última, regressava eu de uma visita relâmpago à nossa nobre capital, à qual me havia deslocado usando transportes públicos. No regresso, viajava de autocarro, uma viagem até agradável diga-se, não fossem os 4 indivíduos que se sentaram atrás de mim, bombeiros pelo que pude perceber, que passaram horas a discutir as actividades mais gratificantes e aliciantes, passíveis de serem realizadas num quartel com forte componente feminina.

O pior, foi mesmo em Castelo Branco, aquando de uma breve paragem de 10 minutos, na qual me apeei do autocarro para ir comprar um jornal diário. Apenas coloquei um pé na bela calçada portuguesa, sou abordado por uma senhora de aspecto respeitável que sem preparação me atira com a questão "Olhe, a que horas sai este autocarro?". Mais uma vez, surpresa e confusão...

Sem dúvida que se levantam várias questões. Será que a Sonae e a Rede de Expressos compram roupa no mesmo local? Será que os utentes assumem que quem se vista de forma respeitável e formal é assumidamente um funcionário local? Ou será que o meu fornecedor de roupa pecou por não me avisar que eu estava a escolher o meu vestuário numa secção destinada a funcionários das referidas empresas?
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